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3 de fevereiro de 2014

Marqueteiros dão início à 'embalagem' bonita para os candidatos de 2014

Na política brasileira, o que não falta é assunto para se comentar, discutir e fazer ilações e deduções. Este ano, então, é que tem assunto demais, pois teremos eleições para presidente da República, governadores de estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais, estaduais e distritais (em Brasília). Antes de outubro, teremos a Copa do Mundo, e antes dela, as já programadas manifestações de protestos nas ruas programadas para pelo menos as 12 cidades-sede do Mundial da Fifa. Até o dia das eleições também estarão na mídia os desdobramentos da finalização do 'Mensalão do PT' e também será trazido a público o julgamento do 'Mensalão do PSDB', de âmbito regional e de implicações bem menores que o nacional, e que teve Marco Aurélio com operador financeiro, quando 'treinou' para o outro de compra de votos de parlamentares por parte do Governo do ex-presidente Lula;

A partir de agora, uma vez que a campanha presidencial foi antecipada justamente por parte do grupo de marqueteiros que cerca a presidente Dilma, esse profissionais começam a mostrar ao distinto público a 'mercadoria' que têm para vender, os candidatos. Os principais interessados em ocupar os palácios de Brasília e a Granja do Torto nos próximos quatro anos, pelo menos, vão prometer o paraíso para o eleitorado. Dirão que se eleitos proporcionarão para o povo casa, comida roupa lavada e mais uma infinidade de bolsas (em qualquer sentido). Aí veremos candidatos abraçando velhinhos, beijando criancinhas, subindo morros, comendo qualquer coisa em comunidades que sonham comer algo melhor diariamente. De um modo geral, os milhares de candidatos vão vestir roupas surradas e alguns até calçarão sapatos furados para provar que estão andando para saber as reivindicações do 'seu' povo;

Quando chegar o período da propaganda 'gratuita' na TV, aí é que os marqueiros vão se desdobrar. Todo mundo vai aparecer de cabelo cortado e barba bem aparada. As mulheres vão dar um capricho extra nos cabelos e na vestimenta. Todo mundo vai sorrir sempre, por mais carrancudo que seja na vida real. Lembram-se da mudança que o publicitário Duda Mendonça fez em Lula, em 2002? Aquele cara malvestido que só falava trincando os dentes e dando socos na mesa foi transforma no Lulinha paz e amor, com o cabelo bem caprichado e sua barba que era rebelde passou a estar sempre bem aparada, isso tudo numa embalagem de ternos nada menos que da grife Armanni. Nas caminhadas de campanha, certamente estarão acompanhados de bons fotógrafos e cinegrafistas;

Então, caro eleitor, você irá em busca da 'mercadoria' de melhor embalagem ou vai procurar escolher melhor aqueles que vão assumir os cargos que têm a função de cuidar do dia a dia de cada brasileiro? É bem melhor ter mais lucidez na hora do voto. Na maioria das vezes os candidatos que se apresentam em belas 'embalagens' são exatamente aqueles que, depois de eleitos e empossados, vão cuidar dos interesses da sua 'comodidade'. Não seria comunidade? Mas eles erram na grafia de propósito. A comodidade deles está acima de tudo. Cabe a você, eleitor, saber escolher melhor e não se iludir com a capa de 'bonzinhos' que a maioria deles vai lhe mostrar, a partir de agora.

11 de dezembro de 2012

Hoje e amanhã, o Brasil viverá grandes expectativas políticas

  • Está sobrando assunto na mídia com relação a 'malfeitos' praticados por gente ligada ao Governo Federal para se comentar. Começam com a informação segundo a qual o famoso 'empresário da contravenção' Marcos Valério, operador financeiro do 'Mensalão do PT', afirmou em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 24 de setembro que dinheiro foi utilizado do esquema, em 2003, para pagar despesas pessoais do então presidente Lula, revelação que aparece em reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal 'O Estado de S. Paulo'. Segundo o jornal, Valério disse que os valores foram depositados na conta da empresa do ex-assessor da Presidência, Freud Godoy, conhecido como o "faz-tudo" de Lula na época e ligado ao escândalo dos 'aloprados'. Marcos Valério declarou ainda que o ex-presidente deu "ok" para o PT tomar empréstimos com os bancos BMG e Rural para pagar deputados da 'base aliada'. O aval teria sido dado em um reunião no Palácio do Planalto, que teve a presença do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, ambos também condenados pelo STF;
  • Amanhã vai acontecer uma decisão sobre a polêmica da cassação dos mandatos dos deputados da 'base aliada' condenados a prisão no julgamento do "Mensalão do PT', que está acusando um empate de quatro a quatro, faltando o voto do ministro Celso de Mello, que já deu a entender em suas intervenções que votará pela cassação dos mandatos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e não pelo pronunciamento da Câmara, como preconiza seu presidente, Marcos Maia (PT-RS), que afirmou: "Não estamos numa ditadura onde a Constituição não é respeitada. Se o STF cassar os parlamentares, isso será inconstitucional. Quem cassa mandato de deputado é o parlamento. Pode não se cumprir a medida tomada pelo STF. E fazendo com que o processo tramite na Câmara dos Deputados, normalmente, como prevê a Constituição. Isso não é desobedecer ao STF. É obedecer à Constituição. Também a vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) deu sua opinião: “A Câmara dá a última palavra, é prerrogativa da Câmara. Quem cassa é o Congresso. É, no mínimo, uma situação bastante incômoda. O Joaquim Barbosa tem declaração dizendo que espera que a Câmara não passe por cima protegendo deputados julgados como inidôneos, como corruptos. Nós nunca dissemos: 'espero que tribunal faça isso, faça aquilo', até porque escrevemos as leis que eles têm que seguir;
  • Seja como for, Marcos Valério aproximou Lula do "Mensalão do PT', começando a jogar por terra a famosa tese do 'eu não sabia de nada', tantas vezes utilizada pelo ex-presidente. Segundo Valério, até ameaça de morte aparece nessa confusão, pois ele deu detalhes de uma suposta ameaça que teria recebido de Paulo Okamotto, ex-integrante do Governo que hoje dirige o Instituto Lula. Ele é aquele que socorreu Lula pagando do próprio bolso uma antiga dívida de Lula, que por sua vez de mandou para a Europa, ficando longe dos focos de notícias que lhe são contrárias e até mesmo perigosas. "Tem gente no PT que acha que a gente devia matar você", teria dito Okamotto a Valério. No entanto, em meio a tudo isso, a presidente Dilma Rousseff se encontrou com Lula ontem em Paris, num almoço e reunião que duraram quase três horas, e certamente não falaram sobre a culinária francesa nem das belezas da Cidade Luz;
  • No que diz respeito à cassação dos três deputados mensaleiros, é de se ressaltar que eles foram eleitos pelo voto popular para servirem ao povo e não para assaltar os cofres públicos. Não há lógica para que continuem 'representando' o povo. Permanecendo nos cargos ainda vão continuar sendo remunerados pelo mesmos cofres, com direito a todas as mordomias conhecidas e abominadas pela sociedade brasileira. Será realmente interessante quando houver sessão prorrogada ouvir de um dos três a seguinte declaração: "Senhor presidente, peço permissão para me retirar, pois está no horário para que eu me apresente na penitenciária, onde tenho que chegar no horário estabelecido". Isso se forem autorizados a sair da cela para 'assinar o ponto' na Câmara. Só mesmo na cabeça de aliados corporativistas pode-se pensar nessa hipótese. Se não, Charles de Gaule será mais uma vez lembrado: "O Brasil não é um país sério".