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16 de fevereiro de 2018

Pezão entrega os pontos e ‘aceita’ intervenção na segurança

O violento Carnaval deste ano no Rio de Janeiro foi a gota d’água. Por causa disso, o presidente Michel Temer assinou no início desta tarde, no Palácio do Planalto, decreto estabelecendo intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. O presidente da República fará um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV às 20h30, para explicar os motivos que levaram à intervenção e também esclarecerá detalhes do decreto. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, retornou a Brasília para participar de reunião no Planalto, que teve também a presença de ministros e parlamentares. Desde o início da manhã de hoje a cúpula do Exército esteve reunida em Brasília discutindo detalhes da intervenção. Com a medida, o comando das forças de segurança pública do Rio de Janeiro ficará a cargo do Exército. Entre os participantes da reunião estava o comandante militar do Leste, general Walter Souza Braga Netto, ao qual ficam subordinadas as polícias Civil e Militar, convocado às pressas pelo comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas. Na noite de ontem, Temer recebeu Pezão no Palácio do Jaburu, além de ministros das áreas de política e de segurança e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira. Na reunião, que durou quase cinco horas, foi discutida, além da intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, a criação do Ministério da Segurança Pública. Rodrigo Maia confirmou que o decreto irá direto ao plenário da Câmara e pode ser votado na segunda-feira à noite ou na terça-feira de manhã. Em seguida, será apreciado pelos senadores. Uma das medidas previstas a partir da intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro é o afastamento do secretário Roberto Sá do cargo, que foi exonerado do cargo, cujo ato será publicado numa edição extra do Diário Oficial do RJ. O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), em viagem à Europa se pronunciou sobre a intervenção federal na segurança pública do Rio. Apesar de elogiar Temer pela iniciativa, Crivella disse que já havia feito um pedido semelhante. O prefeito fez a declaração por meio de sua assessoria de imprensa. Crivella ainda não voltou ao Rio de sua viagem ao exterior.

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