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28 de outubro de 2014

Meu Brasil Minha Vida

  • Com o título acima, estou reproduzindo interessante artigo publicado na revista "Época" desta semana, de autoria da jornalista RUTH DE AQUINO. Convém que seja lido, pois tem muito a ver com o momento político que vivemos:

Nós e eles queremos o bem do povo, o bem do país. Desprezamos quem desqualifica o outro lado

Nós e eles estamos irremediavelmente ligados por um amor comum. O destino do país. E o país são as pessoas. Não conheci um eleitor que deseje que o Brasil afunde nos próximos anos, que a economia naufrague e que a roubalheira do sanatório geral continue.

Não conheci um eleitor, jovem ou idoso, de classe abc-yz, que torça para o país sofrer – na educação, na saúde, na segurança, no transporte, na infraestrutura, no emprego, na inflação, na produtividade, no meio ambiente e na ética – goleadas humilhantes.

Nós e eles votamos em Dilma ou Aécio, com sonhos parecidos. Que o Brasil vença a ignorância e o subdesenvolvimento. Que a inclusão social não signifique nivelamento por baixo. Que o conhecimento seja valorizado e se erradique o analfabetismo. Que o combate à desigualdade se qualifique por oportunidade real de ascensão, e todos tenham direito a saneamento e a moradia digna.

Nós e eles votamos em Aécio ou Dilma para que não se adie mais a construção maciça de creches em todo o território nacional. Para que se cumpram as promessas de educação em tempo integral, e as escolas não parem por falta de professores. Para que se fiscalize a qualidade dos cursos técnicos e os mestres ganhem dignamente.

Nós e eles votamos em Dilma ou Aécio para dar um basta às maracutaias de poderosos. Para que uma reforma política inclua prestação de contas, transparência e fim da corrupção que enlameou do planalto às planícies e contaminou uma estatal como a Petrobras. Votamos para moralizar a farra das castas sindicais, sanear as contas do governo federal e saber se nossos impostos beneficiarão a população ou continuarão a encher os bolsos dos corruptos.

Nós e eles votamos em Aécio ou Dilma para que se pare de superfaturar com propinas as grandes obras de infraestrutura e para que os governos parem de nos fazer de bobos, de desviar verba pública até de ambulância, de desabrigados e de merendas escolares. Também votamos para que as obras não sejam paradas no meio, não se alonguem pelo dobro do prazo previsto e não se transformem em monumentos à incompetência e à má-fé administrativas.

Nós e eles votamos em Dilma ou Aécio para que o Brasil tome vergonha na cara e reduza drasticamente o recorde atual de 56.337 homicídios por ano – desses, 30.072 são jovens entre 15 e 29 anos! Números de guerra que revelam o fracasso da política nacional de segurança. Em 100 países, o Brasil está em sétimo lugar no extermínio de sua própria gente. Nosso país elucida apenas 8% dos homicídios. Votamos para não ser mais assaltados na rua, na praia, dentro de casa, na saída do banco, no ônibus, no carro, por gente que não dá valor à vida e atira na cabeça.

Nós e eles votamos em Aécio ou Dilma para que a população confie na Polícia Militar, uma instituição lançada ao descrédito por elementos que executam, achacam, estupram, roubam fuzis e drogas, se aliam a traficantes e somem com suas vítimas. Os bandidos fardados são uma chaga de nossa sociedade. Votamos para que o novo governo inclua em suas ideias novas a responsabilidade federal pela calamidade na segurança e pelo abandono de nossas fronteiras.

Nós e eles votamos em Dilma ou Aécio para impedir a inflação crescente de engolir nossos salários e para o país voltar a crescer a uma taxa que nos permita enfrentar os desafios sociais. Votamos para não ter de protestar de novo nas ruas contra a indignidade dos transportes públicos que espremem o povo em trens, ônibus e metrôs ineficientes e precários. Votamos para não ver mais doentes no chão de hospitais sem maca, sem equipamento, sem remédios e gente morrendo na fila da cirurgia. Votamos para deixar de assistir ao espetáculo escabroso de rios mortos, florestas mortas, lagoas em coma, mares agonizando com lixo e esgoto.

Nós e eles queremos o bem do povo e o bem do país. Por isso, nós e eles repudiamos qualquer tentativa oficial de censura ou de ditadura à esquerda ou à direita. Nós e eles achamos terrível quando um governo tenta calar ou manietar quem revela os malfeitos. Nós e eles somos a favor da liberdade de expressão.

Nós e eles desprezamos quem desqualifica a oposição. Nós e eles desprezamos uma oposição irresponsável. Nós e eles nos escandalizamos quando um governo cerceia o direito de ir e vir de oposicionistas. Nós e eles abominamos mentiras – em fatos e números –, destinadas a manipular nosso pensamento, a incitar irmãos ao ódio e a estimular a luta de classes que não leva a lugar algum, nem amanhã nem nunca.

Nós e eles preferimos a esperança, porque o Brasil é nossa terra, nossa vida.

21 de outubro de 2014

Marqueteiro da Dilma explora até falsa Ebola

  • Qualquer coisa serve, desde que seja para o PT fazer propaganda eleitoral. Até mesmo sintoma falso de Ebola. Foi o que aconteceu com o africano que foi internado na Fundação Osvaldo Cruz. A prova disso está na carta de José Paulo Guarabyra Vollmer, de Araruama, RJ, na edição de hoje de 'O Globo':
  • "Até o Ebola brasileiro é falso. Tirante as cautelas de praxe diante do que se tem com epidemia, a verdade é que o guineano teve apenas uma febre, sem nenhum sintoma daquela doença. Mas o governo entendeu que poderia sair das páginas policiais e atrair as atenções da população, e promoveu uma longa entrevista do ministro da Saúde discorrendo sobre o óbvio. O que poderia ser resolvido com a tradicionalíssima cachaça com limão foi faturado pelas autoridades como uma excepcional ação administrativa".

13 de outubro de 2014

Será que o PT quer um duelo Lula x FHC em 2018?


  • O início da propaganda eleitoral na TV para o segundo turno decepcionou muita gente. Com o tempo igual para os dois candidatos, seria lógico que eles aproveitassem a oportunidade para apresentar planos e programas a serem levados a efeito nos próximos quatro anos. Mas não está sendo assim. A candidata do PT à reeleição só cuida de atacar seu adversário, e ele, de desmenti-la;
  • E a vontade de passar ao povo brasileiro uma imagem negativa de seu adversário faz com que a propaganda da petista só fale de um governo que não existe há doze anos. Parece que o PT está, por exemplo, lançando Fernando Henrique Cardoso para concorrer em 2018. Não consegue se livrar do fantasma dele;
  • A primeira pesquisa com Aécio Neves à frente da Dilma deixou os "companheiros" totalmente desgovernados. A notícia informando que uma pesquisa apontaria o tucano com 58% e a petista com 41%, uma diferença de 17%, fez com que os coordenadores de sua campanha fiquem "correndo da sala pra cozinha" e dando trombadas nos corredores do Palácio da Alvorada, residência oficial de Dilma;
  • Está bastante evidente que a revelação de novos escândalos na Petrobras deixou os membros do Governo bastante desorientados. Os coordenadores da campanha de Dilma estão expondo a candidata ao ridículo. Sob uma chuva de escândalos revelando uma farta distribuição de propina entre altas patentes entre figurões da "base aliada", ela diz que vai combater a corrupção;
  • Só agora?

2 de outubro de 2014

Nossa escolha pode comprometer o futuro do Brasil


  • O povo provavelmente está cheio das promessas vazias, principalmente dos candidatos à Presidência da República, e que são feitas em todas as campanhas eleitorais. Na atual, o que mais se vê são ataques mútuos ao lado de promessas de luta pelo que nunca lutaram nem lutarão;
  • Para tornar o problema ainda pior, há um excessivo número de candidatos, muitos sem nenhuma expressão, alguns deles apresentando propostas de cumprimento totalmente impossível. O ideal seria uma legislação com dispositivo que evitasse essa enxurrada de candidatos nanicos;
  • Outra coisa que acontece na atual campanha são candidatos falando mal dos empresários, que são chamados de exploradores, quando sabemos que muitos deles deram duro para chegar onde chegaram, movimentando a economia, gerando empregos;
  • A maioria dos candidatos, quando eleitos (os parlamentares, em especial), pouco trabalham, e a maioria, com altos salários e mordomias, cuida de desviar dinheiro público, que se transforma em propina e ficando mais ricos no final dos mandatos;
  • Temos tempo para pensar e ponderar. A escolha que faremos, se não for correta, poderá comprometer o futuro do país e, por consequência, dos nossos descendentes.

30 de setembro de 2014

Fim da compra de legenda e de venda de tempo na TV


  • Objetivando coibir a vergonhosa compra, muitas vezes milionárias, de legendas nanicas, na forma disfarçada de apoio, mas na realidade com outros objetivos, ou seja, para comprar preciosos segundos no tempo de TV e rádio no horário da propaganda eleitoral, o comentarista político Roberto Pompeu de Toledo apresenta esta semana uma interessante ideia;
  • Pelos critérios atuais, existe uma antidemocrática distribuição desse tempo que faz com que uma das candidatas a Presidente da República tenha seu tempo cinco vezes e meia do de sua concorrente. Pompeu de Toledo sugere uma divisão de tempo ao mesmo tempo proporcional e equilibrada;
  • A distância teria como base os votos obtidos na eleição anterior pelos partidos de cada candidato ou de suas coligações. Os com maiores votação disporiam igualitariamente de 8 minutos. Os demais, observando-se o mesmo critério, seriam divididos em grupos dispondo, respectivamente, de 5, 2 e um minuto. Seria muito mais democrático daquilo que hoje acontece;
  • Outra boa sugestão é para inibir os elevados gastos com a produção das aparições dos candidatos. Eles seriam obrigados a se apresentar ao vivo, falando diretamente com os eleitores, mostrando o que pretendem fazer sendo eleitos, sem produção orientada por marqueteiros;
  • Uma outra boa ideia é a proposta do fim do excesso de debates na TV, com vários canais promovendo a presença de candidatos apenas para elevação de seus índices de audiência. O maior exemplo vem dos Estados Unidos, onde ninguém é obrigado a votar, com o povo esperando o debate às vésperas da eleição, para ver se algum candidato vai fazer com ele saia de casa para votar;
  • Não custa nada discutirmos essas sugestões, porque o sistema político atual está na verdade mais do que ultrapassado.

28 de setembro de 2014

Dilma na ONU: Osvaldo Aranha se mexe no túmulo


  • Causou perplexidade a passagem de Dilma Rousseff em Nova York, para participar de eventos promovidos pela ONU, principalmente na abertura da Assembleia Geral. Faz parte da praxe que o discurso de abertura seja pronunciado pelo primeiro mandatário do Brasil. Pois bem, Dilma transformou a tribuna em palanque eleitoral, com um pronunciamento digno de um palanque palanque de campanha;
  • E tem mais. O normal é que um Chefe de Estado seja a acompanhado de seu ministro das Relações Exteriores. Ela estava com do Assessor de Assuntos Internacionais, Gilberto Carvalho (alguém que fala por Lula no Governo), uma espécie de "ministro" não oficial. Isso comprova que o titular da pasta faz somente figuração;
  • Em outros eventos promovidos pela ONU, Dilma andou sempre na contramão. Quando o tema foi meio ambiente, ela não assinou nenhum acordo. Mas o pior ficou por conta da condenação aos fanáticos que estão cortando pescoços a torto e a direito. Ela discursou defendendo que haja negociação com eles, no que foi acompanhada por sua colega argentina. O discurso de Barack Obama deixou Dilma sem chão;
  • E tem mais uma mancada diplomática. No momento há nada menos que 28 embaixadores que não conseguiram apresentar suas credenciais à presidente por estar envolvida na campanha. Na comunidade diplomática isso tem um nome: descortesia. Com isso, 28 países estão sem representantes no Brasil;
  • E tem fanáticos que conseguem bater palmas para esses desastres. Coitado de Osvaldo Aranha.

11 de setembro de 2014

Excesso de recursos faz do eleitor um verdadeiro palhaço


  • Existe na Justiça brasileira, em todas as suas diferentes áreas, um dispositivo que a cada dia se evidencia como altamente danoso para que juízes e tribunais exerçam suas atribuições e alcancem seu objetivo plenamente. Trata-se do famigerado Recurso. Uma simples folha de papel com três linhas digitadas faz com que um processo fique paralisado durante anos;
  • Diante disso, quem deveria estar preso fica em liberdade, e muitas vezes comete novo crime, mas um novo recurso adia também uma decisão final sobre esse novo delito. Há um outro lado nessa questão. Quem tem, por exemplo, alguma indenização para receber, por causa de algum recurso fica anos sem ser indenizado, principalmente quando o réu é o Poder Público. São muitas as ocasiões em que o benefício fica para herdeiros;
  • Nos dias atuais, por força das eleições, tomamos conhecimento de que milhares de candidatos fazem campanha mesmo estando impugnados com base na Lei da Ficha Limpa. É porque através de recursos eles podem fazer campanha e até concorrer. Se o recurso for negado, a inscrição do candidato não teria validade e seus eleitores poderão ser considerados como ludibriados. Os votos são atribuídos à legenda partidária do candidato, e o famigerado sistema proporcional provoca a eleição de quem o eleitor não votou;
  • Temos casos em que alguns candidatos estão com mandatos a pouco mais que três meses para se encerrar e que estão sendo exercidos sub judice. Já é hora de se acabar com isso e fazer com que as decisões da Justiça sejam rápidas e definitivas. O eleitor não pode nem deve fazer papel de palhaço.

5 de setembro de 2014

Alguém sabe como se mede a cor da pele de uma pessoa?


  • Está hoje na mídia a informação de que a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) baixou norma segundo a qual não inscreverá em seus exames vestibulares candidatos que façam declaração falsa da cor de sua pele com o objetivo de se beneficiar da cota de negros para obtenção de vaga em faculdades. De modo bastante absurdo, é o próprio vestibulando que diz qual é a sua cor;
  • Já teve caso de um aprovado em vestibular que se declarou negro obter vaga numa faculdade, ao mesmo tempo em que seu irmão gêmeo idêntico foi reprovado no mesmo vestibular porque havia declarado que sua cor era branca;
  • Para mim, essa política de cotas serve para estimular o racismo. Conheço um médico que viu sua filha ser reprovada cinco vezes para o curso de Medicina. O sonho dela era seguir a carreira do seu pai, mas ela, apesar de ter pele negra, sempre rejeitou o privilégio do benefício da cota. No último vestibular que havia feito obteve média 8,1, mas viu negros ganharem vagas com média pouco acima de 5,0, e resolveu desistir. Estimulada pelo pai, fez as provas outra vez e passou em primeiro lugar;
  • Há uma solução para o controle desse problema. Na Certidão de Nascimento está registrada a cor da pessoa. Nela há um declarante e a assinatura de duas testemunhas, além da assinatura do tabelião, que tem fé pública. Valeria o está escrito num documento oficial. Se o candidato ao vestibular se declara negro e na certidão ele é branco, que recorra aos meios legais na Justiça para fazer jus ao benefício;
  • Aliás, fica aqui uma indagação: como é que se mede a cor da pele?

4 de setembro de 2014

É sempre a mesma coisa: Educação, Saúde e Segurança.


  • Essas três palavras são as que mais aparecem durante a campanha eleitoral. De quatro em quatro anos, praticamente quase todos os candidatos prometem solucionar os problemas que existem nesses três segmentos que afetam a sociedade. No entanto, os problemas cada vez aumentam mais e as promessas feitas pelos candidatos não são cumpridas;
  • Por causa disso, já tramita no Congresso Nacional projeto criando a Lei de Responsabilidade Eleitoral (LRE), que estabelece regras para o cumprimento de promessas feitas em campanha, a ponto de tornar inelegível aquele que não cumprir o que prometeu. É querer demais, sabemos, que os principais descumpridores de promessas aprovem uma lei que certamente atingirá a maioria deles; 
  • Como a tendência das próximas eleições é de mudanças, é hora de os eleitores punirem nas urnas os candidatos que nas eleições anteriores fizeram promessas que não cumpriram, já os tornando "inelegíveis" antes da vigência da LRE, bem como elegendo candidatos que tenham o compromisso de aprová-la;
  • Em 5 de outubro, o eleitor terá oportunidade de fazer uma boa "faxina", renovando a maioria das Casas Legislativas do país, numa demonstração de que quer ser mais respeitado por seus representantes.

30 de agosto de 2014

Tem até pastor "fazendo o diabo" para salvar eleição de Dilma

Dá para se notar que os candidatos que eram considerados pelos comentaristas e cientistas políticos como quase certos no segundo turno (Dilma Rousseff e Aécio Neves), com a atual presidente com possibilidade até de ser reeleita no primeiro turno, estão vivenciando novos tempos, a pouco mais de um mês das eleições. A morte de Eduardo Campos e a entrada de Marina Silva na corrida presidencial é que proporcionou essa mudança nos rumos da disputa;

Pesquisas de intenção de voto apontam um constante crescimento de Marina Silva na preferência do eleitorado. Então, em se tratando de campanha eleitoral é lógico que quem esteja caindo apele para os mais variados recursos, e passam, entre outros meios, a atacar o favorito;

Esse comportamento, por extensão, é utilizado por militantes. O que se vê hoje são comparações com governos anteriores e também alguns golpes baixos. Até líderes religiosos tentam induzir seguidores a votar em candidatos que apoiam e que estão em queda nas pesquisas. Tem até pastor petista seguindo orientação de Lula e "fazendo o diabo" na tentativa de salvar Dilma de uma derrota até pouco tempo improvável. Pode isso, pastor? E vejam bem. Marina Silva é evangélica da Assembleia de Deus.