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12 de dezembro de 2018

Procuradores da Fazenda se rebelam contra Paulo Guedes

Nem mesmo assumiu o cargo, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, já enfrenta uma rebelião dos procuradores da Fazenda Nacional, que ameaçam entregar todos os cargos de chefia e parar o funcionamento do órgão se Guedes nomear o atual diretor do BNDES Marcelo de Siqueira para comandar a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) órgão vinculado ao ministério que é responsável por atuar na cobrança judicial das dívidas que as empresas e pessoas físicas têm com a União. A PGFN também dá pareceres jurídicos sobre as decisões do Ministério da Fazenda, que será incorporado à nova pasta da Economia. Os procuradores alegam que Siqueira não é funcionário da PGFN e, portanto, não teria nenhum conhecimento da área para comandar o órgão. Pelo menos 80 procuradores já anunciaram à equipe de transição que vão deixar o cargo assim que Guedes confirmar a indicação de Siqueira. O presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), Achiles Frias, disse, porém, que são quase 300 procuradores com cargos em comissão que vão entregar os cargos. Eles prometem partir para o confronto e boicote de Siqueira. No total, são 2.100 procuradores em todo o País. "Assim que Siqueira for nomeado, ninguém vai trabalhar com ele. Não vai ter ninguém para trabalhar com ele", disse Frias. Segundo ele, todos os procuradores vão entregar os cargos de chefia. "Eles não se sentirão confortáveis para trabalhar com uma pessoa que não sabe o trabalho que nós fazemos", disse. A categoria não tem restrições a nomes desde que seja um procurador da PGFN. Enfim, aí está uma prova de corporativismo total por parte dos procuradores.

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