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19 de outubro de 2018

Bolsonaro 53% x Haddad, 47% em pesquisaCUT/Vox Populi:

Uma pesquisa de intenção de votos feita pelo instituto Vox Populi divulgada hoje indica que Jair Bolsonaro (PSL) está com 53% dos votos válidos e Fernando Haddad (PT) com 47%, uma diferença de seis pontos percentuais. O levantamento foi feito terça-feira e ontem, antes da publicação de denúncias envolvendo a possível prática de crime eleitoral da campanha de Bolsonaro. No voto estimulado, Haddad lidera na região Nordeste, com 57% contra 27% de Bolsonaro. O candidato do PSL lidera nas outras regiões, e chega a 21 pontos de vantagem nas regiões Sudeste e Sul. Em termos absolutos, Bolsonaro registra 44% e Haddad com 39%; Brancos e nulos somam 12%; não sabem, 5%. A pesquisa foi contratada pela CUT e contou com duas mil entrevistas em 120 municípios. Em cada nova pesquisa de qualquer instituto fica bastante claro que a vitória de Bolsonaro só não ocorrerá se algum fato muito grave acontecer. Com certeza os ataques contra o ex- capitão do Exército continuarão o dia 26, quando termina a propaganda eleitoral gratuita na TV. As fortes emoções continuarão.

Depois da eleição teremos muita agitação política

Mesmo com a vitória de Jair Bolsonaro praticamente assegurada segundo as pesquisas de intenção de voto, até o início de 2019 viveremos mais algumas emoções na política brasileira. O mais polêmico deputado federal reeleito, Jean Wyllys (PSOL) poderá ficar fora da Câmara dos Deputados em 2019. É que, o ex-prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), recebeu mais de 73 mil votos para deputado federal, mas seu direito ao mandato ainda depende de decisão que deverá ser dada esta semana pelo ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral. Os últimos da lista são Paulo Ramos (PDT), com 25 mil votos e Jean Wyllys teve 24 mil. Se Quaquá ganhar a questão, o TRE efetuará um novo cálculo e o "cuspidor mor" não poderá atingir mais ninguém e ainda perderá o foro privilegiado. Outro assunto que dominará as discussões será a disputa pelas presidências do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. O senador Renan Calheiros (MDB) diz ter 40 votos para se eleger presidente. Já para a Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM) também pleiteia continuar no cargo, mas terá que lutar muito para alcançar seu objetivo, porque novas forças eleitas no último dia 7 querem promover mudanças no quadro político do país. Até o partido de Bolsonaro, com surpreendentes 52 eleitos, além de partidos ligados ao PT lutarão para dirigir a Casa, em especial por causa dos inúmeros projetos que serão apresentados tão logo os trabalhos legislativos tenham início, com o chefe do Executivo sendo obrigado a fazer negociações. Então, vem muita emoção por aí.

Fernando Haddad quer ganhar a eleição no 'Tapetão'

O PT pediu ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para declarar o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, inelegível por oito anos. O pedido foi apresentado em razão de reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" que relata casos de empresas apoiadoras de Bolsonaro que supostamente compraram pacotes de disparo de mensagens contra o PT por meio do WhatsApp. Essa prática, em tese, pode ser ilegal, caso seja considerada pela Justiça doação de campanha feita por empresas. Desde 2015, empresas estão proibidas de fazer doação eleitoral. Segundo o jornal, as empresas apoiadoras de Bolsonaro compram um serviço chamado "disparo em massa" usando a base de usuários do candidato do PSL ou bases vendidas por agências de estratégia digital. Além da inelegibilidade de Bolsonaro, a coligação encabeçada pelo PT também pede a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático das empresas e dos empresários mencionados na reportagem. Antes, pelo Twitter, Bolsonaro afirmou: "Apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita. Sempre fizeram política comprando consciências". Segundo ele, o PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela "verdade". "Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!", escreveu.

18 de outubro de 2018

Bolsonaro provoca reações ao falar sobre a PGR

O candidato a presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), provocou uma série de reações ao falar sobre a nomeação de um futuro procurador-geral da República, dizendo que obedeceria à lista tríplice, nomeando preferencialmente o procurador mais votado na elaboração da lista. Ele é nomeado pelo presidente da República dentre integrantes da carreira com mais de 35 anos de idade, O mandato de Raquel Dodde vence em setembro de 2019. O novo presidente pode reconduzi-la, ou não, ao cargo. Tradicionalmente, antes do fim do mandato de um procurador-geral, a Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) realiza uma votação, que envolve cerca de 1.300 procuradores, para indicar três nomes ao cargo, e seu nome deve ser aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal após arguição pública. O ocupante do cargo tem independência funcional, não estando subordinado ao Poder Executivo. Entre suas atribuições, estão a chefia do Ministério Público da União e de procurador-geral eleitoral, além de presidente do Conselho Nacional do Ministério Público..Sua destituição, pelo presidente da República, depende de autorização do Senado. Segundo a Constituição Federal, o procurador-geral da República deve sempre ser ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal (STF), e também pode promover Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) e também ações penais para denunciar autoridades como deputados federais, senadores, ministros de Estado, o presidente e o vice-presidente da República. Além disso, pode propor, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), representação para intervenção nos Estados e no Distrito Federal e, perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), bem como os casos de crimes contra os direitos humanos.

Hoje é dia de definições para Bolsonaro e Haddad

O dia hoje deve ser de definições para os dois candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). É esperada para a tarde a avaliação de uma junta médica sobre o estado de saúde de Bolsonaro. A partir desses exames, o candidato do PSL disse que decidirá sobre sua participação em debates e viagens para fora do Rio de Janeiro. Depois do ataque que sofreu em 6 de setembro, quando levou uma facada na barriga, Bolsonaro está com uma colostomia, o que exige cuidados e mais atenção em situações de aglomeração de pessoas e eventual tumulto. Nos últimos dias, o candidato indicou que pode participar de dois debates até o segundo turno das eleições. A junta médica - os médicos que o acompanharam no Hospital Albert Einstein, em São Paulo - deve ir à casa do candidato, como fez na semana passada. O candidato do PT tem encontro, em São Paulo, com o grupo denominado "Juristas pela Democracia", que reúne magistrados que apoiam seu nome neste segundo turno. Ao longo do dia, ele ainda tem conversas com grupos de defesa dos animais e concede entrevistas exclusivas para emissoras de rádio e televisão. Haddad deve ir amanhã ao Rio e no fim de semana ao Nordeste, em locais do Nordeste ainda vão ser definidos, mas ele deve escolher o Piauí, a Bahia e o Maranhão, onde os governadores são aliados do PT.

Haddad muda mais uma vez e faz elogio a Moro

O desespero provocado pela derrota praticamente certa pela Presidência da República para Jair Bolsonaro (PSL) apontada nas últimas pesquisas de intenção de voto dos institutos Datafolha e Ibope está fazendo com que o candidato do PT, Fernando Haddad, faça mais uma surpreendente mudança de rumo. A de agora foi um elogio ao juiz Sérgio Moro, a quem nos últimos dias ele fazia ataques com acusações de perseguição ao seu partido em entrevista a um canal de televisão. Haddad disse que o magistrado ajudou o Brasil, com a condenação e prisão do corruptos, esquecendo que o ex-presidente Lula é um deles. O candidato petista fez uma ressalva e afirmou que seu "chefe" foi vítima de um erro de Moro, que condenou Lula sem provas, mas que os tribunais superiores irão corrigir a falha do juiz responsável pela Operação Lava-Jato, que mandou para o xadrez uma boa quantidade de petistas. Na propaganda na TV, Haddad continua pouco divulgando sobre projetos para o possível governo seu, focando apenas em ataques a Bolsonaro

17 de outubro de 2018

Segundo o Ibope, o Rio será governado "Com Juízo"

De nada adiantou os ataques do Eduardo Paes (DEM) contra Wilson Witzel (PSC) no caso do auxílio-moradia no horário de propaganda na TV. O Ibope divulgou o resultado da primeira pesquisa do instituto sobre o segundo turno da eleição para governador no Rio de Janeiro. Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes: Wilson Witzel (PSC), 60% e Eduardo Paes (DEM), 40%. Nos votos totais, os resultados foram os seguintes: Wilson Witzel (PSC), 51%, e Eduardo Paes (DEM), 34%; Em branco/nulo, 9%; Não sabe, 5%; Nos votos totais, a diferença é de 17 pontos percentuais; brancos, nulos e eleitores que não sabem ou não responderam somam 14%. A pesquisa também apontou o percentual de rejeição para governador: Eduardo Paes: Com certeza votaria nele para governador, 21%; Poderia votar nele para governador, 18%; Não votaria nele de jeito nenhum, 48%; Não o conhece o suficiente para opinar, 11%; e Não sabem ou preferem não opinar, 2%. Wilson Witzel: Com certeza votaria nele para governador, 40%; Poderia votar nele para governador; 14%; Não votaria nele de jeito nenhum, 18%; Não o conhece o suficiente para opinar, 26%; e Não sabem ou preferem não opinar, 2%.

Cid Gomes parece não saber o que faz

O senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) gravou um vídeo para o candidato do PT, Fernando Haddad, após Jair Bolsonaro (PSL) ter usado suas críticas ao PT no programa de propaganda eleitoral na TV. O vídeo foi gravado a pedido de petistas, mas a campanha de Haddad ainda não sabe dizer se usará o depoimento na propaganda de TV ou apenas nas redes sociais. Na gravação, Cid diz que afirma seu apoio a Fernando Haddad. O irmão de Ciro Gomes disse que nunca colocou em dúvida seu apoio ao candidato petista, mas aproveitou para reafirmar as duras críticas ao PT. Cid relatou que, no vídeo gravado em apoio a Haddad, ele criticou o uso de sua imagem pela campanha de Bolsonaro e diz que votará no presidenciável petista. Questionado se o irmão dele, também iria gravar apoio a Haddad, Cid respondeu: "E eu lá sei? Desde que ele viajou não falo com ele. Para não dizer que não falei, ontem ele me mandou uma mensagem dizendo que nosso pai estaria exultante, orgulhoso". Após suas críticas ao PT, alguns dirigentes do partido procuraram o senador eleito do Ceará para colocar panos quentes na situação. Entre eles, Aloizio Mercadante e Emidio de Souza, este último um dos principais interlocutores de Haddad.

Fernando Haddad quer ser o novo cabo Daciolo

Desesperado com a quase certa vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, o candidato do PT, Fernando Haddad, acaba de lançar a "Carta ao Povo Evangélico". Ele terá hoje em São Paulo um encontro com líderes evangélicos, mas nenhum deles é dirigente máximo de qualquer denominação ou entidade representativa do segmento. Na ocasião, o petista deverá ler o documento, no qual ele cita trechos bíblicos e diz ser vítima de mentiras sobre sua conduta. A reação de Haddad acontece por causa da última pesquisa do Ibope que constatou um percentual de 74% dos evengélicos que votaram em Bolsonaro no primeiro turno contra 26% em Haddad. Na pesquisa anterior do Instituto Datafolha, o placar tinha sido 69% a 31% para o deputado do PSL. No final da carta, Haddad diz: "A Deus, clamo como o salmista: guia-me com a tua verdade e ensina-me, pois tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em ti o tempo todo (Salmos 25:5)". Fernando Haddad, no entanto, não disse se seguirá o ritual do cado Daciolo indo ao monte todos os dias para orar, mas não estamos livres de ouvir o presidenciável do PT a qualquer momento encerrar sua participação na propaganda eleitoral na TV gritando: "Aleluia! Glória a Deus!".

16 de outubro de 2018

O PSDB e o MDB foram os maiores perdedores nas eleições

No primeiro turno das eleições, os partidos que tiveram maiores perdas no número total de suas bancadas no Congresso Nacional foram o PSDB e o MDB. A liderança continua com o PT, com 56 parlamentares, mas surgiu agora o partido PSL, partido do candidato Jair Bolsonaro, que recebeu votação de cerca de 48 milhões de eleitores, enquanto o candidato do PT obteve 29 milhões. Isto provocou uma votação de 52 parlamentares do partido do ex-deputado. O partido comandado pelo ex-presidente Lula ganhou todas as eleções presidenciais de 2002 a 2014. De acordo com cientistas políticos entre 2002 e 2018, o PT perdeu 10 milhões de votos entre eleitores dda classe C, segmento onde o PT sempre foi forte. Em 2014, a ex-presidente Dilma mesmo ganhando de Aécio Neves (PSDB), obteve 27 milhões de votos No último dia 7, Fernando Haddad teve pouco mais de 17 milhões de votos, contra quas 39 milões alcançados por Bolsonaro E o mais preocupante para o PT é não só a perda de milhões de votos, o que impediria uma reação de Haddad para a decisão do próximo dia 28, mas a declaração de muitos deles de que teriam sido traídos com os desvios de verbas públicas, ao contrário do que pregavam os petistas,e a prisão do principal líder pela condenação por corrupção. Sendo assim, está a cada dia muito difícil para Fernando Haddad conseguir uma ultrapassagem na reta de chegada, como víamos acontecer com o saudoso Ayrton Senna. Mas hoje há uma diferença muito grande entre "pilotos" e "escuderias". Parece que já sabemos quem receberá a bandeirada na reta final da corrida.