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12 de fevereiro de 2019

TST define: Greve contra privatização é ato abusivo

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio da Seção de Dissídios Coletivos, decidiu segunda-feira que greves e paralisações contra a privatização de empresas estatais é ato abusivo. Sendo assim, trabalhadores que deixarem de exercer suas funções para protestar contra a venda dessas companhias à iniciativa privada podem ter os salários descontados. A decisão foi fechada por quatro votos a seis, com o ministro Ives Gandra Martins Filho definindo o resultado. De acordo com ele, greves não podem ter objetivos políticos não relacionados às relações de trabalho e esse tipo de protesto não se trata de uma causa trabalhista. No entendimento do relator da matéria, ministro Maurício Godinho, greves deste tipo visam a manutenção dos empregos e, por isso, não podem ser consideradas políticas. Na ocasião, os ministros ainda discutiram e avaliaram a greve realizada por funcionários da Eletrobras em junho de 2018, quando foi anunciado que as negociações para a venda da estatal estavam avançando. Segundo a companhia, a paralisação resultaria em problema no abastecimento de energia elétrica do Brasil todo.

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