Muita gente reclama
da morosidade do Supremo Tribunal Federal (STF) para conclusão de processos
principalmente aqueles que envolvem casos de corrupção praticada pelos
políticos. Afinal, cada ministro tem milhares deles para relator o emitir seu
voto. Quando entram em pauta são gastas muitas horas para serem votados depois
de longas e verborrágicas leituras por parte de cada um dos ministros presentes
ao plenário, quando citam jurisprudência e enquadramento em legislação variada.
Quando tal leitura se torna muito longa, é comum, quando a sessão do STF chega
ao final do dia, que o presidente da Corte suspenda os trabalhos e remarque a
continuação para o dia seguinte, e quase sempre o volta da discussão acaba
ocorrendo somente alguns dias depois, (como em fins de semana ou vésperas de
feriados). Melhor seria se cada ministro disponibilizasse aos demais o teor de
suas justificativas de voto e que nas sessões plenárias se limitassem a votar
“Sim” ou “Não”. Num mesmo dia diversos processos seriam votados e concluídos,
desafogando o elevado número em poder dos ilustres membros do Supremo. Quanto
aos cidadãos interessados em saber detalhes e como cada ministro se posicionou,
bastaria acessar o site do STF e ler todo o teor do voto deles. É bem provável
que a linguagem seria bem menos sofisticada, uma vez que por não haver
transmissão ao vivo das sessões, o que faz com que muitos deles aproveitem a
“plateia” para mostrar seu conhecimento jurídico e domínio da Língua
Portuguesa, mesmo utilizando o idioma “jurisdiquês”. Fica aqui, portanto, a
sugestão.
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16 de outubro de 2017
14 de outubro de 2017
Senado não poderá se esconder atrás do voto secreto no caso de Aécio
A Justiça
Federal em Brasília concedeu liminar na noite de ontem proibindo o Senado
Federal de fazer votação sigilosa na sessão que vai decidir sobre o afastamento
e recolhimento noturno do senador Aécio Neves (PSDB-MG), marcada para
terça-feira. A decisão atende a uma ação popular movida pela União Nacional dos
Juízes Federais O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta semana que
medidas cautelares que afetem o exercício do mandato de parlamentares devem
passar por análise da Câmara e do Senado. Para
que as restrições sejam derrubadas, é preciso que a maioria absoluta do
plenário, pelo menos 41 senadores, vote contra a decisão da Primeira Turma do STF.
Autor da ação popular, o juiz Eduardo Luiz Cubas comemorou a liminar: “O
Brasil necessariamente passa por uma crise de transparência. O Senado da
República não pode, jamais, se esconder atrás do voto secreto”. A
última vez que o Senado votou uma punição do STF contra um parlamentar foi no
caso da prisão do ex-senador Delcidio do Amaral, em novembro de 2015. Entre
alguns senadores há o sentimento de a situação de Aécio Neves, hoje, é mais
delicada do que duas semanas atrás, quando o plenário se preparava para votar a
derrubada das medidas cautelares, mas tirou o tema da pauta para esperar a
decisão do Supremo sobre o caso. A avaliação é que ao se arrastar, a crise em
torno de Aécio desgasta o senador, o partido dele e o próprio Senado.
13 de outubro de 2017
PT faz jogo de cena dizendo que vota contra Aécio
O PT mais uma vez mostra sua
especialidade em tentar enganar os menos avisados e aos seus militantes
fanáticos. O partido recuou na decisão de votar a favor do retorno de Aécio
Neves (PMDB-MG) ao Senado, isto porque a fatura já está liquidada em benefício do
senador tucano. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Aécio
consolidou o apoio da maioria dos senadores e não tem mais necessidade dos
votos petistas. O voto secreto será apenas para esconder o que dará na mesma se
for aberto. O PT pode, agora, voltar a posar de defensor da honestidade no
exercício do mandato, além de apresentar-se coerente, já que os seus
parlamentares implicados em lambanças também estão a salvo do Supremo, depois
que o tribunal se autocassou para afastar parlamentares sem aval do Congresso.
Eunício Oliveira arquiva 12 pedidos de impeachment
Dois dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que
medidas cautelares contra parlamentares só serão aplicadas com permissão das
Casas Legislativas e se não atrapalharem os parlamentares, a revista
"Veja" divulga a seguinte notícia: "Eunício Oliveira, presidente
do Senado Federal, mandou para o arquivo 12 pedidos de impeachment que estavam
parados naquela Casa Legislativa. Metade deles tinha como alvo as cabeças de
ministros do Supremo, além de outros seis, incluindo a de Rodrigo Janot".
Depois do inesperado voto da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, não há
nenhuma surpresa na iniciativa de Eunício Oliveira de cuidar da manutenção dos
mandatos de parlamentares enrolados na Justiça. Ele é um deles, convém
ressaltar.
12 de outubro de 2017
Agora é assim: uma quadrilha decide se um dos seus pode ser preso
“Jabuticaba é uma fruta que
só existe no Brasil” é uma frase bastante utilizada para
exemplificar qualquer coisa que seja praticamente impossível de ser encontrada ou observada
em qualquer outra parte do mundo. Ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF)
trouxe à luz sua mais recente “jabuticaba”. O plenário da Corte decidiu que uma
quadrilha tem o direito de decidir se um de seus integrantes pode ser preso ou
não. Ao Congresso Nacional, com 33 senadores e 152 deputados federais eleitos
em 2014 que responderam ou respondem a inquéritos no STF, caberá decidir se um deles
irá para o xadrez. Num país sério. Aqueles 182 parlamentares poderiam tomar tal
decisão. Mar foi isso o que decidiu o Supremo no caso do senador Aécio Neves
(PSDB-MG), que está com seu mandato suspenso e com determinação da Primeira Turma do STF. A decisão do Supremo foi dividida – 6 votos pró
Aécio, e 5, contrários, e o desempate aconteceu com o surpreendente voto da
ministra Cármem Lúcia, presidente da Corte, de quem se esperava uma posição
exatamente de modo diferente. Os ministros que votaram a favor do senador tucano
não surpreenderam (Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Marco
Aurélio Mello e Alexandre de Moraes), pelas decisões polêmicas em que sempre se
colocam. Os juristas se dividem e opinam concordando ou discordando da decisão,
mas o que resulta de tudo isso é a desilusão dos eleitores, que poderão causar
grandes surpresas no resultado das urnas em 2018, com o risco de entregarem o
comando do país a um “salvador da pátria” que talvez nos leve a um escuro poço
sem fundo.
11 de outubro de 2017
Deu ruim pra Dilma, que teve bens bloqueados pelo TCU
O Tribunal de Contas da União (TCU) bloqueou hoje os
bens da ex-presidente Dilma Rousseff, por conta de sua atuação na aquisição da
refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras. Dilma era ministra da
Casa Civil e comandava o Conselho de Administração da Petrobras. O bloqueio,
que tem validade de um ano, foi aprovado pelo plenário da corte. O bloqueio de
bens também atinge os ex-membros do Conselho de Administração da estatal Antônio
Palocci, José Sergio Gabrielli, Claudio Luis da Silva Haddad, Fabio Colletti
Barbosa e Gleuber Vieira. Cabe recurso da decisão do tribunal, que atinge a
diretoria colegiada da petroleira que, em 2006, aprovou a aquisição da
refinaria americana. Segundo o TCU, a compra de Pasadena acarretou em prejuízo
de US$ 580 milhões à Petrobras, "em razão desses gestores terem adotado
critérios antieconômicos para definir o preço da refinaria". O ministro da corte de contas Vital do Rêgo,
relator do processo, acatou as recomendações de bloqueio que foram feitas por
técnicos do tribunal e pelo Ministério Público junto ao TCU. Em 2006, quando
votou favoravelmente à compra de 50% da refinaria de Pasadena, Todos os demais
seguiram seu voto. Em março de 2014, quando foi questionada sobre a aprovação
da compra da refinaria, Dilma declarou que só apoiou a medida porque recebeu
"informações incompletas de um parecer técnica e juridicamente
falho";
O "resumo executivo" sobre o negócio Pasadena foi elaborado em 2006 pela diretoria internacional da Petrobras, comandada por Nestor Cerveró, que defendia a compra da refinaria como forma de expandir a capacidade de refino da estatal no exterior. Indicado para o cargo pelo ex-ministro José Dirceu, na época já apeado do Governo Federal por causa do “Mensalão do PT”. Em agosto, o TCU já havia condenado Cerveró e Gabrielli a ressarcir US$ 79 milhões (cerca de R$ 250 milhões) por dano ao erário na compra de Pasadena. A corte impôs ainda, a cada um, multa de R$ 10 milhões, o arresto dos bens para assegurar o ressarcimento e determinou que sejam inabilitados para o exercício de cargos em comissão e funções de confiança por oito anos. Na prática, no entanto, a quitação dos montantes é improvável, pois o patrimônio já rastreado de ambos não alcança o valor cobrado pelo tribunal. Cabe recurso contra a decisão. O bloqueio de bens ocorre após o tribunal receber e analisar as argumentações e defesas de cada um dos membros do conselho. A decisão afirma que "todos aqueles que participaram da valoração da refinaria de Pasadena no momento de aquisição dos 50% iniciais devem ser responsabilizados pelo débito total, pois o próprio contrato se valia daqueles valores para calcular o preço das ações remanescentes". Segundo o TCU, o Conselho será responsabilizado "pela integralidade do débito e não apenas pelo dano decorrente da aquisição da primeira metade da refinaria".
O Brasil parece ser o país dos ‘inocentes’ injustiçados
Dizem que
o lugar que tem mais pessoas injustiçadas é a cadeia com presos se declarando
inocentes, mesmo que condenados por 7 a 0 um, júri depois de demorado
julgamento. No meio político brasileiro acontece o mesmo. Por exemplo, o
presidente Michel Temer, apesar de ter sido gravado numa conversa nada
republicana com o empresário Joesley Batista, na calada da noite nos porões do
Palácio Jaburu, alega inocência e ainda chama o acusador de mentiroso. O
senador Aécio Neves (PMDB-MG) vai na mesma linha quando declara que R$ 2
milhões que um vídeo mostra sem entregue por uma pessoas ligada a um empresário
em sua residência e que seria pagamento de propina, de acordo com um delator,
justifica dizendo ser um empréstimo para aquisição de imóvel, como se ele não
tivesse crédito em qualquer banco para o investimento. Já outro “inocente” é o
ex-deputado Rocha Loures, gravado correndo com uma mala contendo R$ 500 mil,
dizendo até hoje não saber para quem era o dinheiro nem onde a mala está. Outro
que alega inocência na maior cada de pau é o ex-deputado Eduardo Cunha ao dizer
que seu operador de longo tempo, Lúcio Funaro, que o ajudou a desviar milhões
de reais, mentiu em sua delação. Para culminar, o ex-presidente Lula, o “homem
mais honesto do país”, mesmo condenado em vários processos por corrupção,
afirma que nunca recebeu propina, apesar do elevado crescimento do patrimônio
de sua família. Fora do ambiente político, aparece o presidente do Comitê
Olímpico Brasileiro (CPB), Carlos Arthur Nuzmann, preso por contra de votos no
Comitê Olímpico Internacional (COI) para garantir a escolha do Rio de Janeiro
como sede da Olimpíada de 2016, e teve 16 barras de ouro encontradas num cofre
na Suíça, que tentou, depois da descoberta pela Polícia Federal (PF), incluir
na sua declaração do Imposto de Renda (IRPF) fora do prazo, declara que nunca
participou de nada irregular. Depois de todos estes fatos, como a Justiça tem o
dever de punir quem pratica malfeitos, parece que todos nós devemos ficar em
alerta, porque há o risco de sermos presos e ainda obrigados a ressarcir os
cofres públicos.
10 de outubro de 2017
‘Honorários de sucumbência’ disfarçam vencimentos acima do limite
Está em vigor uma lei
que define o teto de gastos para os órgãos públicos, tendo como parâmetro a Lei
de Responsabilidade Fiscal (LRF). Constatou-se nos últimos dias que diversos
setores do poder central ultrapassaram tais limites, dentre eles o Tribunal de
Contas da União (TCU) e a Defensoria Pública da União (DPU). Ao TCU cabe
fiscalizar as contas dos órgãos públicos, e é um dos que descumprem a lei. Nenhuma
demonstração de preocupação com o fato é demonstrada pelo tribunal, e a equipe econômica
do Governo não explica ao cidadão/contribuinte se alguma providência foi tomada
para punir os órgãos infratores. Enquanto isso, advogados e outros membros da
Advocacia-Geral da União (AGU) passaram a ter direito a receber honorários de sucumbência,
ou seja, percentual pago pela parte vencedora em processos judiciais contra a própria
União e que não é considerado como salário, com o que recebem remuneração superior
ao teto estabelecido para servidores públicos, que é o vencimento fixado para
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), dinheiro que até então era
destinado ao Tesouro Nacional;
Vão aqui algumas
sugestões para compensar o cidadão comum da mesma forma. O Governo poderia
muito bem criar especialmente para os aposentados do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) que recebem um salário mínimo os seguintes benefícios, sem perigo
de ultrapassar o vencimento dos ministros do STF: “Auxílio contra estresse”; “Auxílio
hospital do SUS”; “Auxílio para remédio nunca encontrado nas farmácias populares”;
“Auxílio alimentação”; e “Auxílio psicológico para os que moram em área de
risco”. Se nenhuma das sugestões acima for acatada, haverá uma verdadeira
injustiça, uma vez que ao invés de “honorários de sucumbência” os cidadãos vão
acabar sucumbindo por conta de todas as falcatruas de desvios de dinheiro
público, tanto para advogados privilegiados como pela falta de recursos para as
áreas de Saúde, Educação e principalmente Segurança.
9 de outubro de 2017
Políticos corruptos de vários partidos empurram o eleitor para Bolsonaro
Um estudo recente da
Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas
(FGV-DAPP) constatou que 65% dos brasileiros acham que é mais importante do que
protestar nas ruas é votar nas eleições. Ao contrário do que possa parecer, não
estamos vivenciando um marasmo do povo, mas a razão de não se sair às ruas é a
grande mobilização que se observa nas redes sociais das Internet, como Facebook,
WhatsApp e Instagram, com violentos protestos contra a atuação dos políticos dos
poderes Legislativo e Executivo, cuidando de seus próprios interesses, em
especial com a aprovação de leis que os protejam de punição pelas falcatruas
praticadas, e até do Judiciário por causa da demora em punir os responsáveis
pelos malfeitos. Alguma esperança de renovação do quadro político do Brasil
ficou comprovada no estudo da FGV, segundo o qual 55% dos entrevistados afirmam
que não reelegerão os mesmos candidatos nos quais votaram nas últimas eleições.
O resultado de tudo isso está provocando o vertiginoso crescimento da
candidatura de Jair Bolsonaro, com adesões de tucanos decepcionados com seus
líderes, em especial Aécio Neves a quem deram mais de 51 milhões de votos em 2014
para presidente da República. Petistas também aderem a Bolsonaro ao verem de líder
maio, o ex-presidente Lula, sendo condenado por corrupção, além de políticos do
PMDB, partido que não elege presidente mas sempre vem nas últimas décadas governando
o país desde Fernando Henrique até Michel Temer. Aproveitando este momento,
Jair Bolsonaro diz com ele o Brasil conviverá com “a lei e a ordem”, e ainda
batendo no peito e desafiando que alguém aponte seu nome entre as centenas de
políticos acusados e/ou investigados por desvio de dinheiro público. É bom nos
prepararmos para aquilo que as urnas poderão revelar no ano que vem.
7 de outubro de 2017
Na onda dos catalães, Estados do Sul fazem ‘plebiscito’ separatista
Neste sábado, as populações dos três Estados
do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) foram convocadas para
participar de ima consulta popular que defende a criação de um novo país. A
iniciativa da consulta, chamada de Plebisul, é do movimento “O Sul É o Meu País”.
Anídria Rocha, empresária e coordenadora-geral do movimento, revela que
a grande motivação dos responsáveis pelo movimento é o pequeno retorno
que a população do Sul recebe dos tributos que paga à União, afirmando: “Os
três Estados não querem mais ser os burros de carga de Brasília”. Ela
disse ainda ter consciência de que o Art. 1.º da Constituição Federal fala da
união indissolúvel dos Estados, municípios e Distrito Federal, uma chamada
Cláusula Pétrea da Constituição, que não pode ser modificada. Além da
consulta popular informal realizada hoje, o movimento pretende, em 2018,
oficializar a manifestação mediante plebiscito. Vamos apresentar um projeto de
lei solicitando a realização de um plebiscito, de forma oficial, contendo a
pergunta que estamos fazendo na consulta popular deste sábado: “Você quer que
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?” As
opções de resposta serão “Sim” e “Não”. “Gostaríamos de realizar esse
plebiscito em outubro de 2018, junto com as eleições gerais do próximo
ano. Anídria diz também ter consciência de que as duas primeiras consultas
populares, a realizada em 2016 e a deste sábado, têm caráter meramente informal,
sem qualquer consequência jurídica. Sobre as motivações dos separatistas,
Anídria Rocha diz: “Hoje, todos os impostos que recolhemos seguem para
Brasília. Retornam para nós apenas 20% do que pagamos ao Tesouro Nacional.
Estamos cansados de ser o burro de carga de Brasília. Nós mandamos dinheiro e
mais dinheiro para lá, e o que nos devolvem são migalhas”, não
descartando a possibilidade de apresentar recursos a duas entidades
internacionais, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização das
Nações e Povos Não Representados (UNPO);
Para o especialista Daniel Vargas, professor de Direito
Constitucional da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, iniciativas
como a esta do movimento “O Sul É o Meu País” nada têm de ilegais enquanto
ficarem limitadas à realização de consultas populares como a deste sábado,
acrescentando: “Surgem então essas revoltas, em determinados locais, com grupos
sociais no limite, defendendo iniciativas populares como essa de O Sul É o Meu
País. Do ponto de vista político, esse é um gesto que possui significado.
Afinal de contas, os responsáveis pelo movimento estão chamando a atenção para
problemas que ocorrem no país. Do ponto de vista jurídico-constitucional, é
óbvio que a independência de Estados e entes da Federação não é admitida. O
Brasil adotou a República e a Federação como suas formas de Estado e de
governo, e o que se entende é que essas decisões não podem ser alteradas. É o
que chamamos em Direito Constitucional de Cláusula Pétrea. Por isso, uma
iniciativa como essa de emancipação dos Estados do Sul, se for além de uma
simples consulta à população, poderá suscitar uma intervenção federal, conforme
dispõe o Inciso I do Artigo 34 da Constituição Federal, para impedir que esse
processo se concretize”.
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