Não foi sem motivo
que o presidente Michel Temer indicou para uma vaga no Supremo Tribunal Federal
(STF), aberta com a morte do ministro Teori Zavascki, o então titular do
Ministério da Justiça de seu governo e filiado ao PMDB, partido de Temer, Alexandre
de Moraes, que é um reconhecido constitucionalista. Sua missão no STF está
sendo comprovada como sendo para “estancar a sangria” que a Operação Lava-Jato
vem causando e poderá causar em políticos investigados pelo grupo comandado
pelo juiz Sérgio Moro. As insistentes declarações dele sobre a necessidade de
se discutir outra vez a prisão de condenados após a condenação em segunda instância,
prejudicando a Lava-Jato, servem como prova disso. Há poucos dias a presidente
do STF, ministra Cármem Lúcia, teve oportunidade para colocar um freio em tudo
isso, mas proferiu o voto de desempate na decisão referente ao julgamento dos
políticos deixando para seus companheiros decidir quem irá ou não responder a
processos. Cármem Lúcia teve chance de colocar em sua biografia algo positivo
se solicitasse ao ministro Alexandre de Moraes para que parece de tentar
facilitar a vida daqueles que praticaram atos de corrupção com desvio de
dinheiro público, e também que se preocupasse em colocar em pauta a decisão sobre
o fim do foro privilegiado, que ele pediu vistas e levou meses para devolvê-lo,
atitude de evidente procrastinação. Tais providências serviriam para dar agilidade
aos trabalhos do Supremo. Além de tudo isso, se a tese do ministro novato do
STF for aprovada, uma imensa insegurança jurídica ocorrerá e poderá provocar um
caos com os praticantes de qualquer tipo de crime apelar para a isonomia,
ficando todos à espera da decisão final após o tal do “transitado em julgado”. Mas,
pelos seus últimos atos, é querer muito da presidente do Supremo.
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24 de outubro de 2017
'Balcão' de Michel Temer continua comprando votos
Não há a menor dúvida sobre o fato de que os impostos que
pagamos pontualmente têm valores muito acima daqueles que são cobrados aos
grandes empresários e aos políticos (muitos deles também empresários de
sucesso), com a diferença de que se nós nos atrasarmos somos penalizados,
enquanto o Governo propõe e consegue a aprovação de leis concedendo desconto ou
perdoando dívidas de quem dispõe de muito mais recursos financeiros do que o
cidadão comum, cuja maioria é honesta e cumpridora de suas obrigações. Para deixar
o cidadão mais perplexo, nos deparamos com um presidente da República
"investindo" bilhões de reais com o único objetivo de comprar votos
para escapar do julgamento de mais uma denúncia do Ministério Público Federal
(MPF) que poderá afastá-lo do cargo. Para garantir seu mandato, Michel Temer
não tem nenhum constrangimento de reduzir em 60% o valor das multas por crime
ambiental, garantindo cerca de 200 votos a seu favor da bancada ruralista, e
chegando ao cúmulo de alterar as regras do trabalho escravo, numa autêntica
"revogação" da Lei Áurea, também em benefício dos ruralistas, entre
os quais a trabalho escravo mais acontece. Tudo isso ocorre para que um
presidente com 95% de rejeição fique até 31 de dezembro de 2018 fingindo
dirigir o país. Mais uma vez fica o alerta para que nós, eleitores, saibamos
escolher quem será aquele que vai receber esta "herança maldita"
deixada por Lula, Dilma e Temer. Que Deus nos abençoe e dê um futuro melhor
para as próximas gerações. Não há a menor dúvida sobre o fato de que os impostos que
pagamos pontualmente têm valores muito acima daqueles que são cobrados aos
grandes empresários e aos políticos (muitos deles também empresários de
sucesso), com a diferença de que se nós nos atrasarmos somos penalizados,
enquanto o Governo propõe e consegue a aprovação de leis concedendo desconto ou
perdoando dívidas de quem dispõe de muito mais recursos financeiros do que o
cidadão comum, cuja maioria é honesta e cumpridora de suas obrigações. Para deixar
o cidadão mais perplexo, nos deparamos com um presidente da República
"investindo" bilhões de reais com o único objetivo de comprar votos
para escapar do julgamento de mais uma denúncia do Ministério Público Federal
(MPF) que poderá afastá-lo do cargo. Para garantir seu mandato, Michel Temer
não tem nenhum constrangimento de reduzir em 60% o valor das multas por crime
ambiental, garantindo cerca de 200 votos a seu favor da bancada ruralista, e
chegando ao cúmulo de alterar as regras do trabalho escravo, numa autêntica
"revogação" da Lei Áurea, também em benefício dos ruralistas, entre
os quais a trabalho escravo mais acontece. Tudo isso ocorre para que um
presidente com 95% de rejeição fique até 31 de dezembro de 2018 fingindo
dirigir o país. Mais uma vez fica o alerta para que nós, eleitores, saibamos
escolher quem será aquele que vai receber esta "herança maldita"
deixada por Lula, Dilma e Temer. Que Deus nos abençoe e dê um futuro melhor
para as próximas gerações.
23 de outubro de 2017
Congresso pode legalizar propinas. Você duvida?
No Brasil está acontecendo tanta coisa estranha que não é
impossível a qualquer momento um senador ou um deputado apresentar um projeto
legalizando as propinas, e também regulamentando negociatas entre o Poder
Público e empresários contratados para a execução de obras e serviços que serão
pagos com dinheiro público. Tudo isso no objetivo de facilitar o enriquecimento
ilícito dos nossos representantes. Também para acabar com as discussões sobre
os gastos com campanhas eleitorais, a qualquer momento o Congresso Nacional
poderá aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) extinguindo as
eleições. A nós caberá financiar tudo isso com o pagamento de impostos, e
faltando dinheiro, é só o Governo aumentar os impostos, como é do seu costume.
21 de outubro de 2017
Pode o réu ficar de bate-papo com o juiz que vai julgá-lo?
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar
Mendes não para de se protagonista de fatos nada condizentes para um integrante
da mais alta Corte do país. Durante as discussões sobre a denúncia da
Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG)
foi constatado que o magistrado teve contado com o senador tucano através de 46
contatos via WhatsApp. Não haveria nada demais nisso se Gilmar Mendes não tivesse em suas mãos nada
menos que quatro processos contra o parlamentar mineiro. E a ética, como é que
fica, ministro? E ele ainda protestou contra a revelação de seus contatos,
dizendo ter havido um exagero, porque não foram 46, mas “apenas” 22. Quer
dizer, então, que um réu pode bater dezenas de papos com um juiz que está às vésperas
de prolatar sentenças sobre crimes que ele teria cometido. Nos últimos dias,
Gilmar Mendes tem se notabilizado por assumir a função de “Soltador-geral da
República”, como foram os casos da revogação de duas prisões do empresário
Jacob Barata com quem tem ligações familiares, e também a absolvição da chapa
Dilma-Temer, mesmo com inúmeras provas de prática de crime eleitoral pela
dupla. O número de ligações é maior do que muita gente recebe com o humorista e
cantor Moacir Franco
oferecendo e falando maravilhas sobre o Omega-3. Quanto ao mais, surge uma
agradável surpresa. A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, da
qual muita gente desconfiava que poderia ser uma espécie de aliada aos
envolvidos da Operação Lava-Jato, está se mostrando como muito mais “Caxias”
que seu antecessor, Rodrigo Janot, com sua coleção de “flechas”, algo que está
provocando muita insônia em gente do PT, PSDB, PMDB, PP e mais um vasto leque
de integrantes da verdadeira Organização Criminosa (Orcrim) que toma conta do país.
Apesar de Gilmar Mendes, está em nossas mãos caprichar nas escolhas dos nomes
que estarão nas urnas em 2018, procurando afastar da vida pública e fazendo
recolherem-se à privada (em todos os sentidos) aqueles que somente pensam em
seus interesses, pouco cuidando do povo que os elege.
Pezão continua massacrando os aposentados (2)
Aposentados ainda desabafam na seção
de cartas de "O Globo":
"Sou solidária ao leitor Hiram
de Moura Rodrigues (ele teve carta publicada ontem) no que se refere aos juros
estratosféricos que os bancos cobram de pessoas que estão sem receber, pois o
estado não paga seus funcionários em dia. Trata-se de duplo castigo: não
receber em dia (além de nem ver a cara do 13º) e ainda ficar com o nome sujo.
Afinal, os bancos não estão sofrendo por falta de dinheiro. Tem de sobra! O
certo seria esses funcionários provarem que dependem do estado." (Márcia
Algranti - Teresópolis)
"Impressiona a falta de respeito
e de consideração ao servidor, ao cidadão, ao ser humano, tanto no ato em si,
como na forma de agir. Milhares de pessoas, de famílias, de servidores do
Estado do Rio de Janeiro, a maioria aposentados e pensionistas, todos idosos,
com três meses de salários atrasados a receber, e há mais de 60 dias sem
receber um tostão sequer. E, além de não nos pagar, o governo não nos presta
qualquer informação, não responde às nossas indagações e não nos dá uma
explicação ou uma satisfação." (Sergio Luiz Villasboas - Niterói)
19 de outubro de 2017
Pezão contínua massacrando os aposentados
Aposentados do RJ
desabafam em cartas ao jornal "O Globo":
"Senhor governador,
até quando vai continuar nos enganando? Estamos sendo massacrados pelo estado,
que se recusa a pagar o que nos deve por direito. Com o maior descaso, priva,
humilha, confisca salários de aposentados e pensionistas, entre outros, sem
qualquer critério de racionalidade, decência, moralidade e respeito. A situação
chegou a todos os limites de tolerância, causando não só a dramática falta de
dinheiro para nossa sobrevivência como atingindo nossa e matando nossa
esperança por um fim tranquilo. Até quando?" (Delia Guaranys - Río)
"De certa forma, as cartas com críticas somente a políticos, esquecendo-se
que o jogo de interesses se espalha em todos os setores da sociedade. Vejamos o
caso dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, com salários atrasados,
incluindo o 13º de 2016. Por que os que recebem em dia não escrevem
demonstrando solidariedade aos que se afundaram em dívidas e pagam juros
altíssimos no cheque especial?" (Hiram de Moura Rodrigues - Rio)
17 de outubro de 2017
Ministro do STF ‘tucano’ determina voto aberto no caso de Aécio Neves
Surpreendendo muita gente, por causa de
sua origem tucana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a votação
hoje, destinada a analisar a eventual revogação do afastamento do senador Aécio
Neves (PSDB-MG) do mandato parlamentar ocorra por meio de voto aberto e nominal.
O magistrado concedeu uma liminar acolhendo um mandado de segurança apresentado
pelo senador Randolfe
Rodrigues (Rede-AP). Hoje, os senadores deverão
apreciar no plenário se dão aval à decisão da Primeira Turma do STF que impôs, em 26 de
setembro, o
afastamento do mandato e o recolhimento domiciliar noturno do parlamentar tucano. "Liminarmente,
determino ao presidente do Senado Federal a integral aplicação do § 2º, do
artigo 53 da Constituição da República Federativa do Brasil, com a realização
de votação aberta, ostensiva e nominal em relação as medidas cautelares
aplicadas pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal ao senador da República
Aécio Neves", escreveu Alexandre de Moraes em seu despacho. Como se recorda, a decisão
da turma do Supremo abriu uma nova crise institucional entre Legislativo e
Judiciário. Com aval do Supremo, no entanto, os senadores devem votar hoje em
plenário se avalizam o afastamento de Aécio do mandato parlamentar e também o
recolhimento noturno determinado pela Primeira Turma. A maioria dos senadores
queria que a votação fosse secreta para que seus eleitores não soubessem quem
votou a favor de Aécio, apesar das inúmeras provas contra ele. O presidente do
Senado, de acordo com assessores, também conversou sobre o assunto com
Alexandre de Moraes na noite de ontem, portanto, antes da decisão em caráter
liminar que determinou que a votação do caso seja aberta. O Regimento Interno
do Senado prevê votação secreta em relação a análise de “prisão de
senador" em casos de flagrante de crime inafiançável. No entanto, em 2001,
o Congresso Nacional promulgou uma emenda constitucional que eliminou a
previsão de votação secreta em situações de prisão de senadores. O artigo 319
do Código de Processo Penal diz, contudo, que recolhimento domiciliar noturno e
suspensão do exercício de função pública são medidas cautelares diferentes de
prisão;
Ao analisar o pedido de liminar de Randolfe Rodrigues para que a votação
seja aberta, Alexandre de Moraes alegou que, "diante de todo o
exposto", ele decretava o não cumprimento do regimento do Senado em
relação à votação secreta. O ministro do STF determinou que o presidente do
Senado cumpra o seu despacho. A votação das medidas cautelares
impostas pela Primeira Turma do Supremo ao parlamentar mineiro está prevista
para iniciar à tarde, mas, se ocorrer, deve se estender até o período da noite.
A sessão pode não ser realizada se o quórum estiver baixo. Para abrir a sessão,
é preciso que, pelo menos, 41 dos 81 senadores tenham registrado presença em
plenário. Aliados de Aécio estudam, inclusive, adiar a análise do caso, se
perceberem que o número de senadores não estiver suficiente para derrubar as
medidas impostas ao tucano. Isso porque 11 senadores informaram que não estarão
em hoje Brasília por estarem de licença ou não estarem no Brasíl. Segundo a
Secretaria-Geral do Senado, se a decisão da Primeira Turma do STF que impôs
medidas cautelares a Aécio for derrubada, o senador do PSDB poderá retornar
imediatamente às atividades parlamentares. Para que as restrições sejam
derrubadas, é preciso que a maioria absoluta do plenário, com quórum de, pelo
menos, 41 senadores, vote contra a decisão da turma da Suprema Corte. No
entanto, se a decisão for mantida, além de ser afastado do mandato e ter de se
recolher à noite, Aécio Neves ficará proibido de manter contato com outros
investigados no mesmo caso e deverá entregar o passaporte.
16 de outubro de 2017
Supremo precisa simplificar método para votar processos com rapidez
Muita gente reclama
da morosidade do Supremo Tribunal Federal (STF) para conclusão de processos
principalmente aqueles que envolvem casos de corrupção praticada pelos
políticos. Afinal, cada ministro tem milhares deles para relator o emitir seu
voto. Quando entram em pauta são gastas muitas horas para serem votados depois
de longas e verborrágicas leituras por parte de cada um dos ministros presentes
ao plenário, quando citam jurisprudência e enquadramento em legislação variada.
Quando tal leitura se torna muito longa, é comum, quando a sessão do STF chega
ao final do dia, que o presidente da Corte suspenda os trabalhos e remarque a
continuação para o dia seguinte, e quase sempre o volta da discussão acaba
ocorrendo somente alguns dias depois, (como em fins de semana ou vésperas de
feriados). Melhor seria se cada ministro disponibilizasse aos demais o teor de
suas justificativas de voto e que nas sessões plenárias se limitassem a votar
“Sim” ou “Não”. Num mesmo dia diversos processos seriam votados e concluídos,
desafogando o elevado número em poder dos ilustres membros do Supremo. Quanto
aos cidadãos interessados em saber detalhes e como cada ministro se posicionou,
bastaria acessar o site do STF e ler todo o teor do voto deles. É bem provável
que a linguagem seria bem menos sofisticada, uma vez que por não haver
transmissão ao vivo das sessões, o que faz com que muitos deles aproveitem a
“plateia” para mostrar seu conhecimento jurídico e domínio da Língua
Portuguesa, mesmo utilizando o idioma “jurisdiquês”. Fica aqui, portanto, a
sugestão.
14 de outubro de 2017
Senado não poderá se esconder atrás do voto secreto no caso de Aécio
A Justiça
Federal em Brasília concedeu liminar na noite de ontem proibindo o Senado
Federal de fazer votação sigilosa na sessão que vai decidir sobre o afastamento
e recolhimento noturno do senador Aécio Neves (PSDB-MG), marcada para
terça-feira. A decisão atende a uma ação popular movida pela União Nacional dos
Juízes Federais O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta semana que
medidas cautelares que afetem o exercício do mandato de parlamentares devem
passar por análise da Câmara e do Senado. Para
que as restrições sejam derrubadas, é preciso que a maioria absoluta do
plenário, pelo menos 41 senadores, vote contra a decisão da Primeira Turma do STF.
Autor da ação popular, o juiz Eduardo Luiz Cubas comemorou a liminar: “O
Brasil necessariamente passa por uma crise de transparência. O Senado da
República não pode, jamais, se esconder atrás do voto secreto”. A
última vez que o Senado votou uma punição do STF contra um parlamentar foi no
caso da prisão do ex-senador Delcidio do Amaral, em novembro de 2015. Entre
alguns senadores há o sentimento de a situação de Aécio Neves, hoje, é mais
delicada do que duas semanas atrás, quando o plenário se preparava para votar a
derrubada das medidas cautelares, mas tirou o tema da pauta para esperar a
decisão do Supremo sobre o caso. A avaliação é que ao se arrastar, a crise em
torno de Aécio desgasta o senador, o partido dele e o próprio Senado.
13 de outubro de 2017
PT faz jogo de cena dizendo que vota contra Aécio
O PT mais uma vez mostra sua
especialidade em tentar enganar os menos avisados e aos seus militantes
fanáticos. O partido recuou na decisão de votar a favor do retorno de Aécio
Neves (PMDB-MG) ao Senado, isto porque a fatura já está liquidada em benefício do
senador tucano. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Aécio
consolidou o apoio da maioria dos senadores e não tem mais necessidade dos
votos petistas. O voto secreto será apenas para esconder o que dará na mesma se
for aberto. O PT pode, agora, voltar a posar de defensor da honestidade no
exercício do mandato, além de apresentar-se coerente, já que os seus
parlamentares implicados em lambanças também estão a salvo do Supremo, depois
que o tribunal se autocassou para afastar parlamentares sem aval do Congresso.
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