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8 de dezembro de 2017

Bandido famoso não é celebridade, delegado!

Pode até ser razoável entender que policiais civis tenham motivos para postar nas redes sociais selfies ao lado do traficante Rogério 157 após sua prisão como se fossem troféus, uma vez que desde setembro estava escondido nas proximidades da Rocinha. Até o delegado Gabriel Fernandes, que comandou a operação, também fez selfie. Afinal, funcionou o trabalho de inteligência e o bandido, chefe do tráfico naquela favela, foi capturado sem que houvesse necessidade de se dar um único tiro. No entanto, melhor seria se não houvesse fotos com o policial sorrindo, da mesma forma que Rogério 157. Ainda está na memória de todos aquela declaração do ministro Torquato Jardim, da Justiça, acusando o Polícia fluminense de conivência com a bandidagem. Fica na cabeça das pessoas uma dúvida: as fotos representam uma comemoração ou uma prova de promiscuidade com o crime organizado. Melhor é que tal fato não se repita.

O palhaço Tiririca falou mesmo sério?

Depois de sete anos de mandato, o deputado federal Tiririca foi finalmente à tribuna e anunciou que sairia da vida política com vergonha. Disse que aquela era também a última vez estaria ali. Tiririca quase não faltava aos trabalhos da Câmara, mas durante os seus mandatos não apresentou nenhum projeto. Nas eleições de 2010 e 2014 alcançou mais de um milhão de votos, levando para o Parlamento alguns deputados com poucos votos por força do sistema de soma dos votos recebidos pelos partidos. Para muitos, o pronunciamento do deputado-palhaço foi um gesto de dignidade, enquanto para outros não passou de uma jogada de marketing, talvez servindo de teste para medir sua popularidade, e, de acordo com o resultado, lançar seu nome como candidato à Presidência da República. Uma coisa ficou evidente após o discurso de Tiririca. Nenhum deputado fez um aparte para contestá-lo. Ele falou em nome de milhões de brasileiros que não suportam mais o comportamento da grande maioria dos políticos do Brasil.

7 de dezembro de 2017

General Rômulo Bini faz críticas ao Supremo

O general Rômulo Bini é mais uma voz do meio militar a se manifestar sobre a atual conjunta e cenário político do país, em relação a 2018. Tais palavras foram ditas por um dos mais respeitados generais do Exército Brasileiro. Trata-se de um ex-chefe de Estado-Maior do Ministério da Defesa, que se encontra agora na reserva. O militar se manifestou recentemente a respeito da atual conjuntura política nacional, com vistas à próxima disputa eleitoral no pleito de 2018 e também sobre o cenário “conturbado” de crise enfrentada pelo país. Sobre as eleições do ano que vem, o general Bini também reclamou da demora da Justiça em definir a situação do ex-presidente Lula. Ele afirmou que o Brasil precisa encontrar soluções para os enormes impasses que vivemos, para que nenhuma ilegalidade esteja acima do interesse do povo brasileiro. “As forças vivas da Nação, movidas pelos homens de bem, incluindo as Forças Armadas, não podem permitir que condutas irresponsáveis e antipatrióticas se tornem costumeiras em nossa vida pública, por atingirem frontalmente os princípios éticos e morais que conduzem um regime democrático e que resultarão num arremedo de democracia”, declarou;


Outro exemplo foi o incompreensível pedido de vista de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) após sete votos favoráveis a pôr fim à imunidade parlamentar, um enorme anseio da sociedade. Para o militar, o pedido não visa um conhecimento maior da causa, mas sim um prazo ampliado que possibilite o Congresso Nacional concluir a votação de emenda constitucional do mesmo tema. “Se considerarmos que duas centenas de congressistas são processados no STF, a queda da imunidade provavelmente não passará – e nem todos os brasileiros serão iguais perante a lei. Será uma contraposição entre o Judiciário e o Legislativo, advindo certamente outra crise entre eles. Tais exemplos demonstram que no mais alto nível da República o sistema de pesos e contrapesos não funciona como deveria e prima pelo desequilíbrio, sendo, por isso mesmo, comprometido e não confiável, justamente por predominarem os conchavos, os interesses individuais e de grupos, a troca de vantagens e de benesses à sombra de um Congresso subornável e de uma Justiça ‘partidária’. As medidas cautelares, o pedido de vista do ministro e a atitude comprometida, tríade degradante para muitos brasileiros, reforçam o descrédito dos nossos três Poderes perante a sociedade”, concluiu o general Bini.

Uma vovó de mala cheia, com 51 milhões

As investigações sobre as propinas recebidas pelo ex-ministro Geddel Vieira de Lima e pelo seu irmão, deputado Lúcio Vieira de Lima, revelaram que a mãe deles, dona Marluce, era quem administrava a distribuição da grana, e que era alugado por ela o apartamento em Salvador ao lado do em que residia Geddel, onde ficaram guardadas as malas e bolsas com R$ 51 milhões. Quando estourou a denúncia, ela saiu em defesa do filho e disse: "Meu filho não é bandido, ele é doente". Ela acertou. E a doença dele é hereditária. Passou dela para os dois filhos. O que surpreendeu foi a decepção com a imagem da vovó bonachona com que dona Marluce se apresentava, que as pessoas gostariam que fosse sua não passava de uma chefe de quadrilha.

5 de dezembro de 2017

Cadê os salários dos funcionários, Pezão?

Qual é o motivo da demora em solucionar um assunto que está sendo estudado há tantos meses? O que ainda falta para que alguns servidores públicos ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro recebam os salários de setembro, outubro e novembro, além do décimo terceiro salário de 2016 e metade do de 2017, que seria pago no meio do ano? O governador Pezão resolveu torturar principalmente os idosos anunciando a regularização dos salários e em seguida marcando nova data. Agora, nem um novo dia ele prevê, ficando quando muito num "talvez". Como será o Natal dessa gente. E como eles pagarão suas contas de água, luz, telefone e, pior ainda, planos de saúde sempre ávidos em aumento das mensalidades? Onde estão os parlamentares do Rio de Janeiro? Participando de almoços e jantares com o presidente Michel Temer negociando verbas em troca de votos para aprovação de projetos de interesse do Governo. Que Deus tenha piedade dos funcionários e que dê aos políticos o castigo que tanto merecem.

Raquel Dodge 'enquadra' Gilmar Mendes

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) que restaure a prisão preventiva de Jacob Barata Filho, o famoso "rei dos ônibus", que foi solto no último sábado pelo ministro Gilmar Mendes. Esta é a terceira vez que o magistrado concede habeas corpus ao seu amigo empresário. Raquel Dodge argumentou que não era da competência de Gilmar Mendes decidir sobre o o habeas corpus, pois a atribuição é do ministro Dias Toffoli, a quem cabe analisar os casos da "Operação Cadeia Velha", que prendeu Barata, e que já negou pedidos de soltura dos deputados Jorge Picciani e Paulo Melo. Vê-se que o "soltador-geral da República", padrinho de casamento de uma filha do empresário com um sobrinho de sua mulher, Guiomar Mendes, é claramente suspeita, ao ponto de passar por cima da competência de outro ministro e de tribunais aos quais compete a decisão. Mais uma vez fica evidente que o ministro Gilmar Mendes está precisando ser devidamente enquadrado pelo STF e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com a palavra a ministra Cármen Lúcia, presidente dos dois órgãos. Ela não pode mais ficar omissa, sob pena de colaborar com a desmoralização do Poder Judiciário.

4 de dezembro de 2017

Gilmar atropela competência de ministro do STF

Na sua ânsia de soltar principalmente o empresário dos serviços de transporte Jacob Barata, – já foram três vezes – o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou ao ponto de invadir atribuição de um companheiro da Corte. É que de acordo com procuradores do Ministério Público Federal (MPF) a competência para decidir sobre casos relativos à "Operação Cadeia Velha" é do ministro Dias Toffoli. A interferência de Gilmar Mendes aconteceu no recurso contra a prisão de Barata decretada pelo juiz Marcelo Bretas na "Operação Ponto Final". Uma decisão do Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2) somente poderia ser reformada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), e a desse apenas pelo Supremo. Uma equipe da Procuradoria-Geral da República (PGR) analisou o caso e hoje a procuradora-geral Raquel Dodge decide ainda hoje se questiona ou não a decisão do "soltador-geral da República". Já passou a hora de o ministro parar de debochar contra o povo e, pior ainda, contra a própria Justiça.

2 de dezembro de 2017

Falta de inteligência, nos dois sentidos

Não produziu nenhum resultado uma operação das forças de segurança realizada na Ilha do Governador. Cerca de 1.500 homens das Forças Armadas, da Polícia Militar (PM) e da Polícia Federal (PF) estiveram na comunidade do Barbante, local em que bandidos atacaram e depredaram um Posto de Policiamento Comunitário, e também na Vila Joaniza. Com tantos homens, não apreenderam nem armas nem drogas, só quatro motos roubadas. Os órgãos de segurança continuam agindo sem qualquer tipo de planejamento e com total falta de inteligência, nos dois sentidos.

1 de dezembro de 2017

Gilmar Mendes solta Jacob Batata pela terceira vez

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar nesta sexta-feira, pela terceira vez, o empresário do setor de ônibus do Rio de Janeiro Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) Lélis Teixeira. Gilmar Mendes já havia determinado em agosto, por duas vezes, que os dois fossem soltos. Mas decisões judiciais os levaram à prisão novamente. Barata Filho e Lélis Teixeira são alvos da Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Os dois são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção que atuou no setor de transportes do RJ, com a participação de empresas e políticos do estado, que teria movimentado R$ 260 milhões em propina. No mês passado, Jacob Barata Filho e de Lélis Teixeira foram presos novamente, na “Operação Cadeia Velha”, que apura os crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ao analisar o pedido de liberdade, Gilmar Mendes afirmou que a prisão, determinada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), de segunda instância, foi decretada após decisão da Segunda Turma do próprio STF, de outubro, que substituiu a prisão por medidas alternativas, especialmente o afastamento deles das empresas e de entidades do transporte público. "Os indicativos são de que a falta de avaliação da decisão do Supremo Tribunal Federal não decorre de simples omissão. No ponto em que determinou a prisão preventiva do ora paciente, a decisão do Tribunal Regional Federal sugere o propósito de contornar a decisão do STF", escreveu o ministro. A nova prisão foi determinada pelo TRF-2 porque, em busca e apreensão na casa de Jacob Barata Filho, foram encontrados documentos sugerindo que ele continuava operando em empresas de transporte, o que descumpriria a determinação de se afastar do setor. Para Gilmar Mendes, no entanto, a defesa não foi ouvida para esclarecer sobre isso nem houve justificativa quanto à "urgência" da prisão. No STF, a defesa negou que os documentos demonstrem descumprimento do afastamento. Em julho deste ano, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro encaminhou à Procuradoria Geral da República (PGR) um pedido de suspeição de Gilmar Mendes no caso envolvendo a prisão de Jacob Barata Filho. O MPF-RJ argumentou à época que o ministro é padrinho de casamento da filha do empresário. O Ministério Público também disse, na ocasião, que um dos advogados de Jacob Barata Filho também é advogado de Gilmar Mendes. A PGR, então, analisou o caso e pediu ao Supremo Tribunal Federal que declare suspeita a atuação de Gilmar Mendes no caso. Na ocasião, o então procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu ainda que todas as decisões tomadas pelo ministro fossem anuladas. Quando o pedido do MPF-RJ se tornou público, Gilmar Mendes respondeu, em nota: "As regras de impedimento e suspeição às quais os magistrados estão submetidos estão previstas no artigo 252 do CPP, cujos requisitos não estão preenchidos no caso". Sobre o fato de ter sido padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho, o ministro fez a seguinte indagação a jornalistas que o questionaram sobre o assunto: "Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso?  Vocês acham que isto é relação íntima, como a lei diz? Não precisa responder”.

Deputados do RJ continuam debochando da população

Após o impacto da falta de comida no Hospital Rocha Faria, mais outras notícias causam revolta nos moradores do Estado do Rio de Janeiro. Quando aumenta o número de casos de falta de segurança, ficamos sabendo que uma autêntica frota de “latas-velhas” é utilizada principalmente pela Polícia Militar (PM-RJ) para atender aos casos, cujos veículos são “consertados” com peças de segunda mão doadas por oficinas mecânicas próximas às guarnições policiais. Há o caso de uma loja vendedora de pneus que ao invés de mandar recauchutar os antigos que foram trocados substitui os de algum veículo da PM que estejam carecas. Outra loja, de peças, faz a mesma coisa quando vende uma nova, e ainda dá mão de obra gratuita para fazer o reparo, informando ainda que conserta de graça uma média de dois veículos por dia. Para configurar o deboche e a falta de seriedade dos deputados estaduais, a Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) teve uma planilha rejeitada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) para aquisição de 750 veículos no valor total de R$ 66.323.853,34 por constatar após pesquisa junta a concessionárias e à tabela Fipe que os valores reais dos carros deveria ser R$ 49.264.925,20, ou seja, um superfaturamento de R$ 17.058.928,70, num percentual de 34,63%, cujo destino já podemos deduzir sabendo-se que no ano que vem haverá eleições. Quando pensávamos que tudo isso era o limite, vem a notícia informando que além da tentativa de compra dos 750 carros superfaturados a Alerj abriu licitação para aquisição de capas de couro com brasões gravados para as poltronas e para a reforma das 70 cadeiras do plenário. Não terminou ainda a onda de aquisições. Existe também uma licitação para aquisição de materiais odontológicos, além uma ambulância e equipe médica para o Palácio Tiradentes, também conhecido como “Cadeia Velha”. Finalizando, enquanto PMs não têm como andar de carro, deputados e funcionários da Alerj gastaram dinheiro público para viajar de avião para participar dos mais variados tipos de eventos. O deputado Felipe Soares (DEM) viajou para Porto Alegre a fim participar de uma homenagem à Igreja Internacional da Graça de Deus, liderada pelo pastor R. R. Soares, pai do parlamentar. O deputado Geraldo Pudim (PMDB), que não é presidente da Alerj, voou até Brasília para participar do “Encontro de Presidentes das Assembleias Legislativas”. Vários outros gastos sem justificativa foram relatados. Mais uma vez fica evidente que cabe aos eleitores fluminenses caprichem na escolha dos nomes que irão eleger no ano que vem. Pensem bem na hora de apertar a tecla verde “Confirma” na urna eletrônica.