Como sempre
ocorre, o constante aparecimento de fatos novos ligados aos políticos faz com
que assuntos polêmicos sejam momentaneamente esquecidos. É o caso da
famigerada lista fechada, que é um sistema
de votação de representação proporcional onde os eleitores votam apenas em partidos, e não nos candidatos.
Neste sistema, cada partido apresenta previamente a lista de candidatos, onde
são ordenados de modo crescente, e o número de eleitos será proporcional ao
número de votos que o partido obtenha. Com isso, os candidatos que ficam no
topo da lista tendem a se eleger com mais facilidade. A criação das listas é
feita geralmente de duas formas: estática, quando a ordem dos candidatos é
pré-estabelecida no momento da criação, pelo líder do partido ou pela
quantidade de votos nas eleições internas dos partidos, e essa ordem não pode
ser mudada pelo eleitor; e dinâmica, quando o eleitor tem possibilidade de
modificar a ordem dos candidatos. A forma dinâmica é o sistema preferencial, porque o
eleitor estabelece a ordem dentro da lista, e o voto por aprovação onde o
eleitor decide se aprova ou não o candidato. Se o Congresso Nacional levar
adiante o projeto de reforma política incluindo a tal lista fechada já é tida
como certa uma violenta reação popular, visto que os maiores interessados nela
são exatamente parlamentares envolvidos na Operação Lava-Jato, em busca do
abrigo do foro privilegiado, acreditando que o sistema a ser adotado o
estático, com seus nomes fazendo parte do topo da lista, de acordo com o poder
e prestígio dentro do partido.
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9 de abril de 2017
8 de abril de 2017
O juiz Marcelo Bretas, o “Moro” do RJ, tem reforço na sua segurança
O rigor da versão fluminense do juiz Sérgio Moro poderá causar riscos à
sua vida. O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2),
desembargador André Fontes, determinou ontem o reforço na segurança do juiz
Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Este foi o
primeiro ato assinado por Fontes, que tomou posse na quinta-feira. A decisão
atende a um pedido do magistrado que está à frente da Operação Lava-Jato no Rio
de Janeiro. Segunda-feira que vem, o presidente do TRF2 se reunirá com o juiz
Marcelo Bretas. Ele quer manifestar o apoio institucional da segunda instância
ao trabalho feito por ele nas operações Saqueador, Calicute e Eficiência, fases
da Lava-Jato, estão sob a responsabilidade de Bretas;
A Operação Saqueador, investiga esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no valor de R$ 370 milhões, os principais envolvidos são o dono da empresa Delta, Fernando Cavendish, e o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, por participação em esquema do desvio de dinheiro de obras feitas pela Delta Construtora. Na Operação Calicute, 16 pessoas foram indiciadas por crimes que incluem corrupção passiva e ativa de organização criminosa e lavagem de dinheiro na gestão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. A ex-primeira-dama do Estado Adriana Ancelmo, também envolvida na Operação Calicute por recebimento de propinas, chegou a ficar presa na ala feminina da unidade Bangu 8 do, mas agora cumpre prisão domiciliar no apartamento da família, no Leblon, zona sul do Rio. O ex-governador Sérgio Cabral permanece preso na ala masculina de Bangu 8. As investigações apuraram que R$ 220 milhões foram pagos em propinas por grandes empreiteiras para garantir obras públicas. Na Operação Eficiência, que é um desdobramento da Operação Calicute, segundo o MPF, o empresário Eike Batista, dono do grupo EBX, pagou US$ 16,5 milhões ao ex-governador Cabral. Eike também está preso na Penitenciária de Bangu 9.
Juiz solta os cinco membros do TCE-RJ, mas eles ficam suspensos seis meses
Um assunto que
não sai de pauta apesar dos inúmeros acontecimentos trágicos que acontecem no
mundo é a prisão de cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio
de Janeiro (TCE-RJ), presos no dia 29 de março na Operação Quinto do Ouro,
deflagrada pela Polícia Federal PF). O ministro do Superior Tribunal de
Justiça (STJ), Félix Fischer, mandou soltar ontem os Na mesma decisão, o
ministro determinou que os investigados fiquem afastados das funções por 180
dias. A decisão atinge os conselheiros Aloysio Neves, Domingos Brasão, José
Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar e José Maurício Nolasco. As foram pedidas
com base nas delações do ex-presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes de Carvalho
Filho. De acordo com as investigações da PFl, os alvos da operação são acusados
de fazerem parte de um esquema de pagamentos de vantagens indevidas que pode
ter regularmente desviado valores de contratos com órgãos públicos para agentes
do Estado, em especial membros do TCE-RJ e da Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro (Alerj). Felix Fisher já havia prorrogado no último domingo a prisão
provisória dos conselheiros do TCE-RJ. Os alvos da Operação O Quinto do Ouro
são investigados por fazerem parte de um esquema de pagamentos de vantagens
indevidas que pode ter regularmente desviado valores de contratos com órgãos
públicos para agentes do Estado, em especial membros do TCE-RJ e da
Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), de acordo com informações da Polícia
Federal. Como se recorda, Durante
a operação, o presidente da Alerj, Jorge Picciani, foi alvo de condução
coercitiva. Picciani é suspeito de organizar pagamentos de propina da
Fetranspor aos conselheiros do TCE-RJ. O
esquema seria relacionado ao período do governo do ex-governador Sérgio Cabral
(PMDB), preso desde o ano passado.
7 de abril de 2017
Pezão defende Cabral e nega que ambos tenham recebido propinas
O governador do Rio de
Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), prestou depoimento ontem, na sede do Ministério
Público Federal (MPF) da capital fluminense, como testemunha de defesa do
ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso desde outubro do ano passado na
Operação Calicute. Como seria de se esperar, Pezão negou ter conhecimento sobre
qualquer repasse de propina a Cabral enquanto foi governador do estado, ao ser
questionado, em videoconferência, pelo juiz Sergio Moro, se Cabral já havia
feito algum comentário sobre as propinas. O governador confirmou que fez
reuniões com integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), mas rechaçou
que tenha discutido repasse de propinas oriundas do esquema de Sérgio Cabral e
que envolvia conselheiros do tribunal presos na semana passada na Operação O
Quinto do Ouro. Ele comentou as acusações: "Essa reunião foi para cobrar
porque todos nós éramos cobrados tanto pela população, nos atrasos de obras e
pela demora na liberação de recursos que vinham de Brasília e que submetíamos
ao TCE. O motivo da reunião foi esse", disse Pezão, acrescentando
que vai processar quem o acusou de ser beneficiário de propinas em torno de R$
900 mil para pagamento de despesas pessoais. "Vou processar quem falou,
mas não tive acesso (à delação), quem falou que eu recebi",
acrescentou;
Em delação premiada,
Jonas Lopes Neto, filho do ex-presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes, disse que o
governador teria recebido R$ 900 mil em recursos ilícitos por meio de seu
subsecretário de Comunicação, Marcelo Amorim. Mais uma vez Pezão
desmentiu: “É uma mentira deslavada. Eu nem conheço Jonas Lopes
Neto. O Marcelo já depôs. Eu tenho muita tranquilidade quanto a isso. Quem
conhece a minha vida, conhece o meu padrão de vida. Isso aí foge a qualquer
propósito. A única coisa que eu sei é que vou processá-lo pela mentira. Eu
tenho uma vida pública de 32 anos e vocês nunca vão me ver fazer uma ação como
essa”. Referente à suspeita de superfaturamento na terraplanagem do
Comperj, Pezão classificou de mentira. Perguntado se acreditava na inocência do
ex-governador Sérgio Cabral, de quem foi vice, e que atualmente está preso em
Bangu 8, Pezão respondeu: “Estão dando o direito dele se defender.
Eu convivi com o homem público Sérgio Cabral, com a família dele eu tenho um
profundo respeito. Se ele errou, cumpra as penas que têm de ser cumpridas”.
Pezão vai depor novamente à Justiça Federal hoje, desta vez ao juiz Marcelo
Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal. Ele novamente será testemunha de
defesa de Sérgio Cabral em processo por corrupção, lavagem de dinheiro e crime
contra o sistema financeiro nacional dentro da Operação Calicute, um
desdobramento da Lava-Jato, realizada em novembro de 2016 e que levou Cabral à
prisão.
6 de abril de 2017
O povo já não suporta mais, pois está desiludido com os Poderes da República
Aquele espetáculo do julgamento da chapa
Dilma Rousseff/Michel Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já era
esperado. Os pronunciamentos de magistrados e as nomeações de novos ministros
para a Corte, além das declarações de advogados dos dois indiciados davam a
entender que a decisão final certamente somente ocorreria no final do ano que
vem. O próprio presidente do TSE, Gilmar Mendes, que também integra o Supremo
Tribunal Federal (STF), dá a entender que o julgamento tende a se arrastar até
2020. Uma coisa, no entanto, é o fato de os políticos não entenderem que a população
está desiludida com os poderes da República e que eles estão levando o povo
pera um caminho muito perigoso. Caso continuem agindo assim, a população sairá
às ruas, mas não serão meras passeatas, mas podendo ter uma forte dose de violência
sem controle, visto que a revolta é muito clara, como se vê nas redes sociais.
Até houve uma pessoa, com alguma dose de humor, que aproveitássemos a aprovação
da terceirização de manifestantes, trazendo-os do Paraguai, onde contrariados
com uma alteração na Constituição daquele país invadiram o Senado, quebraram
tudo, incendiaram o prédio e botaram os senadores para correr. Como resultado,
o projeto foi retirado. mas não
estamos longe de que algo semelhante aconteça no Brasil. Fica
aqui o aviso.
5 de abril de 2017
Com cinco conselheiros do TCE-RJ presos, como ficarão as suas mordomias?
O recente episódio que levou cinco
conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) nos leva a
questionar se o Estado do Rio de Janeiro, totalmente falido, continuará pagando
aos ilustres julgadores das contas do Governo o salário de R$ 39.471,11, mais
auxílio-moradia de R$ 4.377,73, mesmo para os que moram na capital; despesa com
combustível no valor e R$ 1.985,00; auxílio-educação de R$ 1.067,00 para até três
dependentes; auxílio-saúde de R$ 660,00; e auxílio-alimentação de R$ 968,00.
Parece que é muita coisa, e é. E cabe mais uma pergunta: durante a “hospedagem”
dos conselheiros presos na cadeia seus auxiliares e diretos assessores continuarão
custando mensalmente aos cofres públicos R$ 430 mil, mesmo sem os mesmos
estarem em exercício? O quinteto do TCE-RJ se junta a centenas de políticos que
se encontram com o “rabo preso” principalmente na Operação Lava-Jato. É quase
certo que toda essa gente já tenha feito sua declaração anual de Imposto de
Renda usando o formulário de Desconto Simplificado, lançando 90% dos seus
ganhos no espaço destinado a Rendimentos Isentos e não Tributáveis” no item “Propina”.
O sério perigo é que caiam na “Malha fina da Operação Lava-Jato e o ‘fiscal”
Sérgio Moro lhes aplique uma elevada multa, sem direito a parcelamento. Vamos
aguardar.
4 de abril de 2017
O julgamento da chapa Dilma/Temer ainda vai demorar muito
Começou hoje, no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), o julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma
Rousseff/Michel Temer, por crime de abuso de poder econômico na eleição de
2014. O processo é de inciativa do PSDB, que pretendia anular o resultado do pleito,
reivindicando que a vitória fosse atribuída ao seu candidato, senador Aécio
Neves (PSDB-MG). Hoje, os tucanos são os principais aliados do presidente
Temer, que assumiu a presidência com a cassação do mandato de Dilma. Para
complicar mais ainda, a Operação Lava-Jato revelou que a campanha deles foi
financiada com dinheiro sujo proveniente de propinas com desvios da Petrobras.
Porém, o processo acabou tramitando, e agora, tanto a defesa de Dilma como a
Temer procuram de todos os modos adiar a conclusão, algo que foi conseguido
hoje. O TSE, após votos de ministros e pedidos da defesa, aprovou que novas
testemunhas sejam ouvidas e também um prazo de cinco dias para as alegações
finais no julgamento da chapa. A sessão de julgamento da ação em que o PSDB pede
a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014,
começou com meia hora de atraso, com a leitura do relatório, o resumo de toda a
tramitação do processo, pelo relator, ministro Herman Benjamin;
Há uma variedade de
hipóteses sobre o que possa acontecer no final do julgamento. Em decisões
anteriores, a Justiça Eleitoral TSE cassou o mandato do titular e do vice,
porém tornando o titular inelegível, mas mantendo os direitos políticos do
vice. Nesse caso, Dilma ficaria inelegível, mas Temer, se quisesse, poderia
tentar a reeleição. Na verdade, ficamos numa encruzilhada, porque no caso
de condenação dos dois, teremos uma eleição indireta, com uma grande quantidade
de parlamentares indiciados na Lava-Jato elegendo possivelmente um deles para
um mandato-tampão. A defesa do presidente da República luta para separar as
contas dele das de Dilma, mas fica difícil acreditar um não tivesse
conhecimento dos recursos para a campanha, e muito mais das origens dos mesmos.
As deleções premiadas, em especial as do principal assessor do presidente José
Yunes, são bastante claras e mostram que a dupla foi eleita com dinheiro sujo
de propinas vindas das empreiteiras. Não pode se desprezar o fato de que o
senador Renan Calheiros (PMDB-AL) começou a ensaiar uma briga como Temer,
usando o mesmo expediente que aplicou no impeachment de Fernando Collor, do
qual era líder parlamentar, quando teve seus interesses pessoais contrariados,
como agora. E o mais interessante é ver que o PT, até então chamado de partido
da oposição está na mesma trincheira do PMDB, que a esta altura não é mais
chamado de golpe.
3 de abril de 2017
A violência no Rio de Janeiro é evidente, mas não se deve espalhar boatos
Se existe algo que está acontecendo na
Internet de modo por demais negativo é a proliferação de notícias sem
confirmação dos fatos ou de sua veracidade. Quem toma conhecimento delas passa
adiante de acordo com o seu ponto de vista. Em pouco surgem acaloradas discussões
a favor ou contrárias. É o que está ocorrendo com a tragédia na menina Maria Eduarda
que morreu baleada com vários tiros enquanto participava de uma aula de Educação
Física na quadra da escola onde aluna e atleta. Hoje espalharam a notícia
afirmando que os tiros que mataram Maria Eduardo, de acordo com uma perícia
sobre os projéteis, constatava que eram de armas de grande poder letal que não fazem
parte dos armamentos da Polícia. Sendo assim, os tiros mortais foram dados por
marginais, que costumeiramente se utilizam de armas muito mais poderosas que as
utilizadas pelos policiais. Tudo tem lógica, mas nenhuma palavra oficial houve
para autorizar que alguém divulgue o fato como definitivo. Para ilustrar a
falta de responsabilidade de alguns, postaram uma foto com uma menina portando, risonha, uma metralhadora, dando a entender que ela seria ligada aos
bandidos. Seria até namorada de um deles. Maria Eduarda não tem o perfil das
jovens que moram em comunidades como a dela que sejam coniventes com o tráfico.
Elas não frequentam escola, e quando se matriculam quase não vão às aulas;
2 de abril de 2017
As falcatruas dos políticos são justificadas com ‘conversa pra boi dormir’
Enquanto no Estado do Rio de Janeiro “a vaca
vai pro brejo”, literalmente, vê-se que este animal está sempre presente dos
casos de corrupção que afetam não só os fluminenses, como também os ocorridos
em âmbito nacional. Primeiramente, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ainda não
explicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) aquela venda fajuta de gado que usou
para justificar as despesas de uma amante e da filha fora do casamento,
episódio que o levou a renunciar à presidência do Senado Federal fórmula
aplicada para salvar seu mandato eletivo. Já o ex-deputado Eduardo Cunha
(PMDB-RJ) tentou justificar os milhões de dólares que tinha no exterior,
alegando que triturou, enlatou e exportou carne para a África. O gado bovino também
foi a justificativa de José Carlos Bumlai, a amigo de Lula, acusado de ter
feito um empréstimo de R$ 12 milhões camuflado para o PT, dizendo que o
dinheiro serviu para quitar uma dívida sua na aquisição de sêmen de boi. Por
fim, tem o deputado estadual Jorge Picciani (PMDB-RJ), que preside a Assembleia
Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pela quinta vez, que fez fortuna vendendo
sêmen de boi, mas cujos compradores há tempos não estão mais atuando neste tipo
de negócios. Naquilo que nos diz respeito, achamos que tanta desculpa para negócios
escusos não passam de “conversa pra boi dormir”.
1 de abril de 2017
Não dá para esconder, mas o Rio de Janeiro está vivendo uma guerra civil
Está bastante difícil a vida para os
cariocas. Nos últimos dias, parece que aumentaram os casos de violência tanto
contra a população como até mesmo contra os bandidos. Os assaltos à mão armada,
muitas vezes como o frio assassinato gratuito da vítima, ou o simples roubo de
um celular velho são muitas vezes acompanhados da ação de policiais executando
os bandidos. Já passou a hora de as autoridades tomarem rigorosas medidas para
colocar um freio nesta situação. Está por demais evidente que a população está
vivendo dias de terror, com medo de sair às ruas. O cidadão está ficando atrás
das grades ao invés dos bandidos, o que se comprova com tantas instalações de
segurança, como cercas e muros com dispositivos de choque elétrico. Já a
bandidagem está solta e quando algum marginal é preso filigranas jurídicas são
aplicadas e em poucos dias voltam às ruas para continuidade de seu “trabalho”;
No que se refere aos policiais, não é
tolerável que continuem sendo assassinados muna média de um por dia, como vem
acontecendo. Ele sai de casa e não sabe se volta vivo, ou num caixão. Não podem
nem residir perto de comunidades dominadas por traficantes, porque se for
identificado passará a fazer parte das estatísticas de policiais mortos. É inadmissível
que uma estudante/atleta seja baleada em plena aula de Educação Física com
quatro tiros, alguns nas costas, durante um confronto entre bandidos e
policiais, estes certamente com armas menos potentes que as dos marginais. Da
mesma forma, não podem policiais despreparados sair executando bandidos
friamente, aplicando aquele célebre ditado dizendo que “bandido bom é bandido
morto”, inventando autos de resistência para justificar o que também não passa
de assassinato. As cenas de um policial executando um bandido mostrada na TV
não podem ser toleradas. Ainda mais quando o policial protagonista tem um
histórico de 37 participações em tais eventos. Não está nada correto e está
passando a hora de acabar esse autêntica guerra civil que está sendo vivida
pelos cariocas.
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