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8 de março de 2016

Gleisi ataca e ameaça Sérgio Moro em vídeo do PT e em entrevista

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) decidiu atacar o juiz federal Sérgio Moro para defender o ex-presidente Lula, suspeito de comandar o esquema de corrupção que funcionou durante uma década na Petrobras e de ter se beneficiado financeiramente do esquema criminoso de propinas. Ela é investigada na Operação Lava-Jato por receber propina do Petrolão, alvo de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva qualificada, e é figura central da Operação Pixuleco II (18ª fase da Lava-Jato);

Não satisfeita com o ataque, depois de distribuir vídeo através da rede do PT, a senadora petista, em entrevista ao jornal paranaense "Folha de Londrina", foi ainda mais longe e ameaçou Sérgio Moro: “Quem tem que temer conflitos é quem causou tudo isso”, disse ela, referindo-se ao magistrado. Em vídeo divulgado no YouTube, Gleisi Hoffman, que se postou ao lado de Lula durante o discurso que o ex-presidente fez após depoimento à Polícia Federal, ataca o juiz responsável na primeira instância do Judiciário pelos processos decorrentes da Operação Lava-Jato. Ela atribuiu a Sérgio Moro a culpa pelos eventuais distúrbios que o PT está organizando pelo País. “A pessoa que coordenou isso é que tem se preocupar muito com a instabilidade política que pode causar a este País”, ressaltou;

“Juiz Moro não faça isso, faça as coisas corretas”, disse Gleisi Hoffman em vídeo gravado pelo PT e postado no Facebook no último sábado. A senadora afirma que a condução das investigações da Lava-Jato não são corretas porque ousaram investigar Lula. “Somos contra os excessos cometidos e também somos contra quando a investigação é dirigida. Por quê só Lula? Por quê essa coerção para que ele fosse depor? Por quê não outros que também estão sendo denunciados? Isso, nós não podemos permitir”, disse, insinuando que o PT reagirá às iniciativas de investigar Lula;

A senadora do PT, que articula no Paraná uma grande mobilização para combater o que os canalhas petistas chamam de “golpe contra a democracia”, finge ignorar que os muitos desdobramentos da Lava-Jato são um tardio acerto de contas da Justiça com a quadrilha que chegou ao poder central em janeiro 2003. Na última sexta-feira, questionada pela "Folha de Londrina" se as mobilizações como as que ela está organizando no Paraná não podem desencadear novos conflitos, Gleisi Hoffman voltou a atacar e ameaçar o juiz Sérgio Moro: “Quem tem que temer conflitos é quem causou tudo isso, a pessoa que coordenou isso é que tem que se preocupar muito com a instabilidade política que pode causar a este País”, disse ela numa clara referência ao juiz da Lava-Jato.

Dinheiro do povo não pode pagar viagem de Dilma de apoio a Lula

A defesa imediata de Lula feita pela presidente Dilma está sendo objeto de repetias críticas pelas redes sociais. A ida dela à residência dela em São Bernardo do Campo é comparada à sua demora de 24 horas para sobrevoar a área atingida pelo rompimento da barragem da Samarco em Mariana, Minas Gerais, e de sete dias para visitar as vítimas da tragédia. Num outro episódio, ainda no seu primeiro mandato, uma enchente provocada por fortes chuvas no Estado de Santa Catarina, ela só apareceu por lá também depois de uma semana, mesmo assim depois de advertida por seus principais assessores. Já havia muitas críticas se espalhando na mídia  então mudaram a tese de que ela não deveria juntar sua imagem a tragédias;

Quando há conveniência eleitoreira, a presidente á aconselhada e sujar os pés de lama. Quando ocorreu uma enchente que arrasou a cidade pernambucana de Palmares, em 2010, com o transbordamento do Rio Una, Dilma manteve os sapatos limpos, mas desfilou em carro aberto pelas ruas da cidade acenando para as pessoas que estavam no trajeto, muitas delas desalojadas ou desabrigadas. Era ano de eleição para seu primeiro mandato. Em janeiro de 2011, enchentes e deslizamentos de terra atingiram o Estado do Rio de Janeiro;

Os municípios mais afetados foram 
Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal. Foram constatadas 916 mortes, além de 345 desaparecidos. Normalmente, um presidente da República, pela sua posição,é um magistrado. Dilma talvez não saiba disso. Se não, muito menos atacaria um outro poder, quando criticou o juiz Sérgio Moro. É certo que ela tem direito a transporte oficial até por motivos de segurança, mas a visita fora de agenda à residência de Lula foi totalmente de ordem particular, cabendo à Presidência da República recolher aos cofres públicos o dinheiro do povo gasto nessa farra partidária do PT.

Pode isso? Dilma usa ato público oficial para defender Lula

"Não tem o menor sentido conduzir Lula sob vara para prestar depoimento", afirmou a presidente Dilma, repetindo termo utilizado na sexta-feira pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela tem o direito de defender seu criador, mas parece ter escolhido o local e momento inadequados. Dilma está viajando pelo Brasil para "inaugurar coisas que sequer foram feitas" ou fazer anúncios de "coisas que sequer saíram do papel", usando essas cerimônias pagas com dinheiro do povo para defender Lula e "baixar  sarrafo" no juiz Sérgio Moro e na Polícia Federal (PF), co sempre na presença apenas de militantes e aliados do PT;
Só isso seria uma prova de culpa de Lula e de Dilma no cartório e já basta para prisões e fazer com que devolvam o que roubaram, e que parem com essa história de "ir pro pau". É vergonhosa a postura de Dilma e isso comprova que o crime organizado está no poder, mais uma vez, graças as eleições fraudadas e compradas com dinheiro roubado da Petrobras. Com a homologação da delação feita pelo senador do PT, Delcídio Amaral, que deve ocorrer nos próximos dias, se o procurador-geral Rodrigo Janot, o ministro do STF Teori Zavascki, não aprontarem das suas, Lula terá de encarar a PF outra vez. E mais, aprovada a delação no STF, a mesma terá novas buscas e apreensões, conduções coercitivas e outras medidas contra Lula e demais denunciados pelo senador nas mais de 400 páginas de seus depoimentos aos procuradores.

7 de março de 2016

Qual o melhor presidente da história? Se roubou, que seja preso

Pesquisas mostram que Lula é apontado por considerável parcela da opinião pública como um dos melhores presidentes da República que o Brasil teve até agora. Ele próprio se declarou como o melhor presidente de todos os tempos, num ataque de inegável "modéstia". Acontece que as mesmas pesquisas indicam que ele teve participação nas falcatruas apuradas pela operação Lava-Jato e que foi beneficiado por meio de propinas pessoalmente com dinheiro desviado da Petrobras através de doações para sua campanha eleitoral de 2006, "doações" ao Instituto Lula, pagamento de palestras que não têm nenhuma gravação ou vídeo, e ainda dinheiro ilegal recebido por um de seus filhos. Porém, em vista disso, há também quem o considere como um ladrão;

Todos os presidentes da República sempre fizeram alguma coisa positiva pelo Brasil, Nos últimos tempos tivemos Getúlio Vargas implementando da legislação trabalhista (CLT) e criando o salário mínimo. Mais adiante, Juscelino Kubitschek saiu rabiscando o mapa do Brasil com dezenas de estradas e levando o centro do poder para o Planalto Central, construindo Brasilia. Fernando Henrique Cardoso manteve a estabilidade de nossa moeda, criada pelo seu antecessor Itamar Franco, de quem era ministro da Fazenda. Até mesmo Fernando Collor teve seu mérito quando permitiu a venda de produtos importados. Quanto a Lula, seu mérito principal foi a fusão de programas sociais até então existência e principalmente a extensão dos mesmos para milhões de pessoas;

Se alguns dos citados praticaram falcatruas e se beneficiaram delas se utilizando de empresas que têm contratos com o Governo, todos têm que ser investigados, pois as empresas não mudam de comando a cada eleição e as relações entre Governo e as empresas acompanham desde todos eles, o que determina seus faturamentos, quer sejam lícitos ou não. O que se deseja é a punição de todos e até a investigação dos que estão investigando e não estão levando adiante como deveriam a conclusão dos processos. O Brasil não está ligado no passado de nenhum presidente da República, mas sim no presente que está minando o bolso dos cidadãos e o futuro das crianças e jovens de hoje .

6 de março de 2016

As Forças Armadas alertam: não querem desordem no país

Já passou da hora de a presidente Dilma avisar ao ex-presidente Lula, a Rui Falcão, presidente do Diretório Nacional do PT e também ao aloprado que sugeriu a morte do juiz Sérgio Moro que parem imediatamente do incitar os militantes - ou seriam milicianos? - do PT a diminuírem as provocações e as insinuações aos contrários a Lula com a ameaça de confrontos nas ruas com a desculpa de estarem defendendo a honra de seu líder político. Houve até quem falasse em pegar em armas para tal missão. Eles dois só falam em sair às rus para enfrentar no braço quem se manifestar contra Lula e o Governo. O ex-presidente foi mais longe quando usou palavras de baixíssimo calão ao s referir ao juiz que comenda a Operação Lava-Jato;

O Palácio do  Planalto está fazendo contatos com os movimentos sociais que lhe dão apoio instruindo-se para que "baixem a bola". A preocupação é muito grande depois que os militares fizeram nesta sexta-feira contatos com ministros, governadores de Estados considerados estratégicos, como Rio de Janeiro e São Paulo, além de líderes de partidos políticos colocando as tropas à disposição caso haja necessidade de garantir a ordem pública. Os comandantes militares disseram que por causa  dos confrontos nas ruas de São Paulo e no Aeroporto de Congonhas, enquanto Lula esteve depondo no posto da Policia Federal (PF) lembraram que a Constituição Federal, dispõe em seu Art. 142, que cabe às Forças Armadas garantir a ordem pública;

A presidente Dilma também precisa se concentrar na sua defesa, uma vez que a delação premiada do senador Delcídio Amaral pode provoca grandes estragos, tanto no Supremo Tribunal Federal (STF), como no Tribunal Supremo (TSE). E ainda tem a resolução dos paridos de oposição para levarem adiante o pedido de impeachment dela com base nas acusações feitas pelo seu antigo líder na Senado. E tem mais problemas. Os fatos deste final de semana e os xingamentos de Lula servirão certamente  para aumentar um número de pessoas que sairão às ruas no próximo dia 13, domingo que vem, e nao será para enaltecer seu governo nem da apoio a Lula. 

5 de março de 2016

Lula e o PT não devem nem podem promover a violência

"Me senti como um prisioneiro", disse o ex-presidente Lula a uma plateia de militantes petistas depois de cerca de três horas no posto da Polícia Federal (PF) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Para alguns juristas, foi isso mesmo que aconteceu, pois quando acontece a condução coercitiva a pessoa durante o tempo em quê é conduzido até o retorno ao seu domicílio ele está privado do seu direito constitucional de ir e vir, algo que se caracteriza como uma prisão. Naquele momento, Lula estava se fazendo de vítima diante de seus fanáticos seguidores, fazendo-os acreditar que o "Grande Guia" teria sido sequestrado pela PF por ordem de juiz Sérgio Moro. O ex-presidente mostrou ser um bom ator quando deu a entender que chorava. Dirigentes do PT, à frente o presidente nacional do partido Rui Falcão, passaram a repetir o discuso de Lula;

Diante das câmeras de TVs, até a presidente Dilma saiu em defesa daquele que um dia quis que ela mudasse de partido para não prejudicar a imagem dele na sua pretensão de tentar voltar ao Palácio do Planalto, pois as crises econômica e política do Governo poderiam desgastá-lo uto à opinião pública. Logo Dilma que se negou a defender o PT antes, declarando: "Não sou presidente de um partido só, sou presidente de todos os brasileiros". Pressionada pela condução coercitiva de Lula e pela delação do senador Delcídio Amaral, ela voltou a ser "presidente de um partido", passando uma borracha naquilo que dissera com tanta ênfase;

Diante do que assistimos ontem em frente ao prédio onde Lula reside, em São Bernardo do Campo, em frente às sedes do diretório do PT e do Instituto Lula, na sede da Cooperativa dos Bancários e no saguão do Aeroporto de Congonhas, quando grupos favoráveis e contrários ao ex-presidente se enfrentaram até com alguma violência, são por demais perigosas as convocações de Lula e de Rui Falcão, presidente nacional do PT, para que os militantes saiam às ruas para defenderem seu líder maior. Isso é muito perigoso! Como se dizem democráticos, os petistas podem defender Lula, mas os contrários têm o mesmo direito. A melhor definição sobre o depoimento do petista é do procurador-regional da República e integrante da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Carlos Fernandes de Lima: "Esse é um momento de sermos republicanos. Não há ninguém isento de investigação neste país".

4 de março de 2016

Delcídio Amaral empurra Lula e Dilma para Curitiba

"Delcídio Amaral é um mentiroso. Ele não é confiável", disse o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, tão logo foi divulgada reportagem no site da revista "IstoÉ", na qual são mostrados trechos da delação feita pelo senador que colocam o ex-presidente Lula e a presidente Dilma na orta do gabinete do juiz Sérgio Moro, implicados na Operação Lava-Jato. Tenho um amigo no Facebook que afirma não ser petista, mas é capaz de me apontar uma arma quando escrevo alguma coisa contra esses seus dois ídolos. Às vezes ele chega ao ridículo em suas defesas. Ele também tentou desqualificar Delcídio Amaral fazendo uma postagem com uma foto do senador e informando que ele era filiado ao PSDB e que depois filiou-se ao PT, não deixando de ressaltar que no governo FHC (o "fantasma" de sempre) ele foi diretor de Gás e Energia da Petrobras, entre 2000 e 2001, quando trabalhou com Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, dois dos delatores da Operação Lava Jato;

Por causa da reportagem, a presidente Dilma convocou uma reunião de emergência com seus conselheiros mais próximos: ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União) e Edinho Silva (Comunicação Social) além do assessor-especial da Presidência, Gilles Azevedo, para formularem estratégias objetivando diminuir o quanto possível o impacto provocado pela repercussão dos fatos. Dilma começou chamando a reportagem mentirosa no que lhe dizia respeito, a acabou por soltar um palavrão ouvido por quem estava próximo do local da reunião, chamando o senador "filho da p...". Isso mesmo, aquela senhora de via irregular ou de vida fácil, com diziam os mais antigos. A notícia revoltou senadores governistas e da oposição, considerando o palavreado chulo de Dilma como um desrespeito ao Senado Federal;


Mas cabe aqui uma indagação. Se Delcídio Amaral não era confiável, por quê em abril de 2015, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff como líder do governo no Senado e no Congresso Nacional? Se não é confiável e também é mentiroso, podemos interpretar que ao representar o Governo ele sempre mentiu? Então suas falas na tribuna eram mentirosas? Será que o senador mente quando desmente a reportagem sobre sua delação. Não sabemos, pois é não é confiável. Mas, atenção! Ele desmente a possível entrevista, mas não desmente em nenhum momento as denúncias. Sendo assim,presidente Dilma, fique atenta que a qualquer momento o "japonês da PF" pode aparecer no Palácio do Planalto, no Palácio da Alvorada e ou na Granja do Torto.

3 de março de 2016

Dilma entrega obra eleitoreira e Maricá fica debaixo de água

Podemos ter a certeza de que foi orientação de João Santana, marqueteiro e conselheiro político da presidente Dilma Rousseff. No final do ano passado ela se apressou em fazer uma festa de inauguração do condomínio Carlos Marighella - olhem bem de quem é o nome do conjunto residencial -, obra do programa Minha Casa Minha Vida, no distrito de Itaipuaçu, em Maricá, cidade cujo prefeito é Washington Quaquá, do PT, que também é presidente diretório estadual do partido. Não é coincidência que a obra tenha sido inaugurada às pressas para prestigiar o prefeito companheiro com vistas às eleições municipais de outubro. Nessa pressa de ter uma "agenda positiva", entregam-se obras sem os devidos cuidados técnicos;

Em razão disso, das 1.472 entregues, 700 foram invadidas pelas águas das fortes chuvas da última segunda-feira, ou seja, quase metade dos imóveis. As residências ficam no andar térreo dos prédios e a água chegaram a atingir um metro e meio de altura. Ontem, as águas baixaram para 70 centímetros, mas os moradores estão desabrigados ou desalojados. As obras do condomínio custaram ao Governo Federal R$ 92,7 milhões, que vai ter que gastar mais um pouco para recuperar os imóveis e indenizar seus titulares, que perderam fogão, geladeira, camas e roupas. O terreno, que fica a 18 quilômetros da Lagoa da Barra de Maricá, foi cedido pela prefeitura;

A obra entregue antes da hora com objetivos eleitoreiros provocou um sério atrito entre o governador Pezão e o prefeito Quaquá, que acusa o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) de descaso por não ter feito obras de limpeza dos canais que cortam a cidade, o que causou o alagamento. O Inea não deu autorização para a prefeitura abrir um canal ligando a lagoa ao mar facilitando o escoamento das águas. O prefeito diz que há dois anos vem pedindo ao Inea a liberação das obras, mas o órgão só respondia que estava avaliando. Como sempre ocorre, o Inea afirma que não recebeu qualquer solicitação formal da prefeitura e que espera receber o pedido. Isso quer dizer que para solucionar o problema que afetou mais de 7 mil famílias falta apenas uma folha de papel? Esse é o modelo petista de governar.

2 de março de 2016

Petistas não querem perder a 'boquinha' das estatais

Parece que o PMDB está para ser mais oposição que aliado do Governo. Os peemedebistas estão mais uma vez se juntando ao PSDB, como aconteceu com o projeto do senador José Serra (PSDB-SP), sobre a exploração do pré-sal, aprovado depois de um acordo com o Governo. Desta vez é para aprovarem a Lei de Responsabilidade Fiscal das Estatais de autoria do senador tucano Tasso Jereissati (PSDB-CE). O PT não quer a aprovação do projeto, apesar de considerável parte do partido ter alguma simpatia por ele. O motivo principal está nas restrições para a composição dos conselhos de administração das estatais, o grande cabide de empregos para "companheiros" formado a partir do primeiro mandato do ex-presidente Lula e mantido por Dilma Russeff. Nos conselhos estão ministros que recebem salários até superiores ao da presidente da República;

O projeto do senador Jeressaiti prevê que somente profissionais com experiência nos respectivos mercados podem integrar os conselhos. Para deixar os petistas mais zangados, a proposição do tucano proíbe a indicação de ministros, secretários estaduais, dirigentes de partidos, parlamentares, titulares de cargos em comissão e parentes até o terceiro grau. É nesse ponto que os petistas protestam. Lembramos que a presidente Dilma era ministra-chefe da Casa Civil no primeiro mandato de Lula também era presidente do Conselho de Administração da Petrobras, quando aprovou a célebre compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, causando prejuízo milionário à estatal. Somando os salários de ministra com os jetons do conselho, ela faturava mais que Lula. É grande a chiadeira dos petistas, que estão procurando o ministro-chefe da Casa Civil, Ricardo Berzoini, para que ele tente evitar a votação do projeto, que entrará em pauta nos próximos dias, evitando que percam mais essa "boquinha" paga com dinheiro público.

1 de março de 2016

Queda de Cardozo prova que Lula é quem manda no Governo

Não há nada para se duvidar que foi ex-presidente Lula quem obrigou José Eduardo Cardozo a pedir exoneração do cargo de ministro da Justiça. De tanto criticar o titular da pasta e cobrar da presidente Dilma a exoneração de Cardozo, o mesmo não aguentou a pressão e pediu para sair do cargo. A principal queixa de Lula era que a Polícia Federal é um órgão do Ministério e que ele nada fez para impedir que a Operação Lava-Jato chegasse até o ex-presidente e sua mulher. Forçado pela presidente Dilma e pela cúpula do PT, José Eduardo Cardozo vinha atuando como advogado de defesa de Lula, talvez até a contragosto, mas descaradamente. Como Dilma não queria dispensar a colaboração dele em assuntos jurídicos o nomeou para o cargo de advogado-geral da União. Mesmo assim, não é de sua atribuição defender Lula, mas sim a presidente;

A grande dúvida a saber como vai atuar o novo ministro da Justiça, Wellington César, indicado pelo chefe da Casa Civil, Jaques Wagner. Ele foi procurador-geral na Bahia durante o governo de Jaques Wagner naquele estado e andou engavetando literalmente processos que apontavam 'malfeitos' de petistas praticados naquele tempo. Em meio a essas trocas, Luís Inácio Adams saiu do cargo de advogado-geral da União, sendo substituído por Luiz Navarro Britto, que é consultor jurídico do Senado. Tudo indica que estamos diante de mais uma tentativa de blindar Lula, mas não podemos esquecer das afirmações dele e agora de Dilma que a Polícia Federal e o Ministério Público nos governos petistas têm total liberdade de ação, como se isso já não estivesse estabelecido na Constituição Federal;

Ainda bem que o grupo de jovens procuradores capitaneados pelo também jovem juiz Sérgio Moro já deixaram bem claro que estão dispostos a dar um freio nessa onda de corrupção que se espalha pelo Brasil. Eles contam com o apoio de 70% da população para levarem adiante o combate à corrupção desenfreada e a punição de todos os que são responsáveis por toda essa crise moral, política e econômica, que provoca desemprego e atinge no bolso os cidadãos de bem. É bom que a nova equipe jurídica da presidente Dilma entenda que o povo está atento e vai fazer sérias cobranças se tentarem continuar agindo que fizeram até agora.