-
Mostrando postagens com marcador CPMI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CPMI. Mostrar todas as postagens

18 de dezembro de 2012

'Pizza' da CPMI do Cachoeira acaba tendo apenas duas páginas

Folhas do relatório do relator da CPMI do Cachoeira servem para rascunho
  • Por 21 votos a 7, integrantes da CPMI do Cachoeira aprovaram hoje o relatório do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF). O relatório proposto por Odair Cunha (PT-MG) foi rejeitado, antes da análise do texto proposto por Pitiman, por 18 votos contra e 16 a favor. O texto do relatório aprovado tem duas páginas e não pede indiciamentos. Solicita apenas que todas as investigações sejam remetidas ao Ministério Público e à Polícia Federal. O relatório de Odair Cunha que foi rejeitado trazia pedido de indiciamento de 29 pessoas e de responsabilização de 12. Entre estes estavam o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o deputado Carlos Lereia (PSDB-GO), o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), o prefeito de Palmas, Raul Filho, e o presidente da construtora Delta, Fernando Cavendish. Quanto ao governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), nem pensar;
  • O deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) foi eleito e empossado como novo relator da CPMI do Cachoeira, após os parlamentares rejeitarem o relatório elaborado pelo deputado Odair Cunha. "Penso que a única solução seria encaminharmos todos os trabalhos realizados por esta CPI para o Ministério Público Federal e para a Polícia Federal para que, pelos meios próprios previstos, possam dar prosseguimento às investigações e possam, ao final, com a segurança que os processos como esse requerem, darem o tratamento próprio às investigações como um todo e a cada caso tratado em particular", diz o texto do relatório aprovado. O novo relator sugeriu ainda que o Congresso escolha dois senadores e três deputados para acompanhar em 2013 e em 2014 o andamento das apurações, mas teve que retirar essa proposição do texto diante dos protestos. Com o texto de Pitiman aprovado, a CPI do Cachoeira termina seus trabalhos após oito meses sem ter conseguido aprovar um relatório final;
  • De acordo com a assessoria jurídica da CPMI, no caso dos pedidos de indiciamento, o Ministério Público Federal (MPF) terá que analisar se haverá inquérito ou ação penal. O pedido de responsabilização é feito para que o detentor de cargo público responda por crime de responsabilidade, com possibilidade de perda do cargo e dos direitos políticos. No caso do governador, quem decide se abre o processo é a Assembleia Legislativa; nos de deputado federal ou senador, a Câmara e o Senado; no de prefeito, a Câmara Municipal; e no de procurador, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)
  • Mas o que fica marcado nessa história são algumas declarações de integrantes da CPMI..“O requerimento que já aprovamos envia ao Ministério Público Federal tudo que já apuramos [...] Vou me negar a votar algo que é tão pouco. Não podemos ver uma CPI reduzida a duas folhas. Isso é algo ridículo”, disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Já o deputado Silvio Costa (PTB-PE), também criticou o voto em separado do deputado Pitiman dizendo: “Você produziu uma pizza, com t de trapalhada. Com todo o respeito à inteligência das pessoas. Não dá para transformar esta CPI numa papagaiada destas”. E finalmente, eis que que disse o deputado Rubens Bueno (PR): "Em plena festa natalina, este relatório é uma presepada”.

22 de novembro de 2012

Relator subserviente da CPMI do Cachoeira pode ter relatório rejeitado

  • A posse do ministro Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) está colocando em segundo plano mais uma maracutaia promovida pelo PT e demais partidos integrantes da 'base aliada' do Governo. Trata-se do contestado relatório da CPMI do Cachoeira, cujo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), afirmou que ainda poderá “aperfeiçoar” o documento com suas conclusões sobre os seis meses de trabalho da comissão. Após uma série de críticas de vários integrantes da comissão, até mesmo de petistas, a leitura do relatório foi adiada para a próxima semana depois que o relator petista pediu mais tempo para discutir com colegas alterações no texto;
  • “O parecer é meu, mas o relatório é da comissão. Eu quero perseguir um relatório que seja o pensamento da maioria. Sempre é possível aperfeiçoar”, afirmou o Odair Cunha, que não adiantou quais os trechos do documento que poderão vir a sofrer alguma alteração. Alguns parlamentares admitem que o relatório será derrubado, mesmo que realize modificações. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) afirmou: “Esse relatório não tem uma lógica investigativa, é uma perseguição política. Então, não tem como mudar. Temos que derrubar”. Um grupo de parlamentares ditos independentes entregou nesta quinta-feira ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, uma espécie de relatório paralelo em forma de representação para que o Ministério Público Federal (MPF) aprofunde as investigações de dados que não foram analisados pela CPMI;
  • As maiores críticas ao relatório do deputado Odair Cunha diz respeito à sugestão para que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM) investigue se o procurador-geral da República, Roberto Gurgel agiu corretamente no inquérito que deu origem às denúncias, e muito mais pelo fato de ter omitido os nomes dos governadores de Brasília, Agnelo Queiroz (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que comprovadamente tiveram, e talvez ainda tenham, ligações com Carlinhos Cachoeira, em especial o carioca, amigo íntimo de Fernando Cavendish, ex-presidente da Construtora Delta. E ainda há a parte que diz respeito ao indiciamento de jornalistas que divulgaram notícias que desagradaram aos aliados do Governo Federal;
  • Em meio a toda essa confusão, fica caracterizado que o relator, um obscuro deputado mineiro, está a serviço da cúpula do PT, principalmente sob ordens de Lula, que foi o incentivador da criação da CPMI que tinha por objetivo ofuscar o julgamento do 'Mensalão do PT', e criando problemas para vários integrantes do PSDB, uma vez que o ex-presidente sempre falava que o mensalão não tinha acontecido. Seja como for, o relatório final ainda tem o mesmo objetivo de vingança com os tucanos, mas a condenação de figurões do PT deixa em maus lençóis o subserviente relator. Vamos ver no que vai dar isso.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/parlamentares-entregam-relatorio-paralelo-da-cpi-do-cachoeira-pgr-6798129#ixzz2CyZjGB9l
© 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.