Continua "chovendo" avião no Brasil. O início de 2019 está sendo difícil. Agora caiu mais uma aernave. O Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBM) confirmou a queda de um avião de pequeno porte em Belém na manhã de hoje. A aeronave caiu dentro de uma residência na rua Ferreira Filho, próximo a um residencial, ao lado da delegacia do Benguí. De acordo com as informações do CBM, foram identificadas três vítimas. Duas estavam dentro da aeronave, e a terceira vítima era vigilante e estava na residência onde o avião caiu. O vigilante sofreu escoriações. As vítimas de dentro da aeronave ficaram presas nas ferragens. A morte do copiloto, identificado como Lucas Ernesto Santos, foi confirmada pelo CBM, já o piloto, Bruno Alencar, foi retirado na aeronave, sofreu traumatismo craniano e está sendo atendido dentro da ambulância do Samu. A matrícula do avião é PT-JIC, modelo Cessna Aircraft 210L. O monomotor podia transportar até cinco pessoas. Ele era particular. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Inspeção Anual de Manutenção e o Certificado de Aeronavegabilidade da aeronave estavam em dia. Seja o que for, estamos vivendo um péssimo momento e só nos resta pedir a Deus que nos dê paz.
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13 de fevereiro de 2019
Mais uma notícia ruim: Com 96 anos, morre Bibi Ferreira
Não para de acontecer notícia triste neste início de ano. A mais nova informa que a maior diva do teatro musical brasileiro, Bibi Ferreira, morreu na tarde desta quarta-feira, vítima de parada cardíaca. Ela estava em sua casa, no Flamengo, quando passou mal. Bibi Ferreira nasceu num tempo em que ser ator não era status social e nem sequer profissão regulamentada. Mas por ser filha de quem foi, da bailarina espanhola Aída Izquierdo e do ator Procópio Ferreira, um dos responsáveis pela profissionalização do ofício no país, Bibi viveu e contribuiu para a passagem do então sub-ofício a uma profissão capaz de transformar artistas em semideuses da cena, em divindades vivas. E Bibi se tornou uma delas, ou melhor, a maior delas. Atuou com firmeza até os seus 96 anos, como um mito vivo, em atividade, e com plena consciência do que fez e do que ainda gostaria de ter feito. E quando lhe perguntavam sobre aposentadoria, Bibi respondia: "Eu me aposentar? Olha bem! Não penso nisso por três razões: estou muito bem, ia ficar tudo muito triste, e preciso trabalhar", disse ao completar 90 anos. O mundo está ficando a cada dia mais pobre com a morte de tantos tesouros dos mais variados ramos da atividade.
Quem é no Brasil que fiscaliza os fiscais?
Na série de tragédias que vem entristecendo o país quase que diariamente, há algo que se repete em cada uma delas. Os órgãos encarregados de atestar se os dispositivos de segurança estão funcionando corretamente, quando encontram irregularidades designam fiscais para que acompanhem a correção dos problemas detectados. Eles dão parecer favorável liberando, mas daí a pouco tempo ocorre uma tragédia causada exatamente pelo dispositivo aprovado. Falta uma rigorosa fiscalização sobre estes fiscais. Imaginemos que o monitoramento de uma usina nuclear seja feito com mesma "competência" utilizada no controle das nossas barragens. Oremos.
12 de fevereiro de 2019
TST define: Greve contra privatização é ato abusivo
O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio da Seção de Dissídios Coletivos, decidiu segunda-feira que greves e paralisações contra a privatização de empresas estatais é ato abusivo. Sendo assim, trabalhadores que deixarem de exercer suas funções para protestar contra a venda dessas companhias à iniciativa privada podem ter os salários descontados. A decisão foi fechada por quatro votos a seis, com o ministro Ives Gandra Martins Filho definindo o resultado. De acordo com ele, greves não podem ter objetivos políticos não relacionados às relações de trabalho e esse tipo de protesto não se trata de uma causa trabalhista. No entendimento do relator da matéria, ministro Maurício Godinho, greves deste tipo visam a manutenção dos empregos e, por isso, não podem ser consideradas políticas. Na ocasião, os ministros ainda discutiram e avaliaram a greve realizada por funcionários da Eletrobras em junho de 2018, quando foi anunciado que as negociações para a venda da estatal estavam avançando. Segundo a companhia, a paralisação resultaria em problema no abastecimento de energia elétrica do Brasil todo.
O ano de 2019 começa provocando muitas dores
O Brasil tomou hoje mais um soco no queixo. Depois de tentar se recompor das diversas tragédias que andam povoando o país neste início de 2019, principalmente com as mortes de 10 jovens promissores jogadores das categorias de base do Flamengo num incêndio aparentemente criminoso no Centro de Treinamento Nunho do Urubu, mais uma péssima notícia é divulgada pela mídia: a morte em uma queda de helicóptero um dos maiores jornalistas do Brasil, Ricerdo Boechat. Além de ser âncora de um jornal da TV bandeirantes à noite, ele conduzia um programa na rádio da mesma rede pela manhã, momento de grande audiência. A maioria dos táxis que circulava no Rio de Janeiro estava sintonizada em Boechat, e os passageiros acabavam por aumentar a quantida de ouvintes, passando a sintonizá-lo nos dias dias de folga, feriados ou nas férias. Era uma espécie de ídolo deles. Houve casos de muita ajuda de Boechat, e o mais famoso foi quando ajudou um deles a adquirir seu veículo. No Rio, eles promoveram um buzinaço para lembrar aquele que era dos seus maiores defensores. Autoridades dos três Poderes falaram sobre sua vida, principalmente de suas qualidades de jornalista. Emocionante foi er tantos colegas de profissão de emissoras concorrentes falando dele com a voz embargada e com lágrimas nos olhos. Muitos colegas do programa matinal da rádio chegaram a soluçar e tiraram o programa do ar. Realmente, vamos torcer para que dias melhores venham por aí, apesar da chuva torrencial prevista para esta quarta-feira, que encontrará a antiga "Cidade Maravilhosa" cheia de esgotos entupidos, ralos cobertos de lixo e nenhuma prodivência dos poderes públicos para evitar mais uma tragédia.
Maioria do Judiciário apoia o pacote de Sérgio Moro
Uma pesquisa feita pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) mostrou que a maioria dos juízes brasileiros apoia o pacote de ações anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. A AMB ouviu mais de 3 mil megistrados, que totalizam 18 mil em atividade no país em todas as instâncias, entre eles os 22 ministros que integram os tribunais superiores. Um dos ítens que obteve maior índice de aprovação está um que é adotado nos Estados Unidos, o "plea bargain", quando o acusado se declara culpado e consegue benefícios sem a necessidade de julgamento. Entre os magistrados de primeira instâcia, a aprovação foi de 89%. Os juízes de segunda instância tiveram um índice de aprovação de 92,2%, enquanto o índice dos ministros de tribunais superiores chegou a 82,4%. Uma outra proposta de Sérgio Moro que teve grande aprovação dos magistrados é o que diz respeito à realização de vídeoconferência para interrogatório e instrução penal, com 96.1% dos juízes de primeira instância aprovando a ideia, 96,1% dos de segunda instância, e 94,1% dos ministros de tribunais superiores. Por fim, a pesquisa aprensentou alto índice de aprovação dos que torcem pelo uso de uma linguagem mais acessível nas audiências, com menos utilização do "juridiquês", o que agilizará as decisões. Segundo o ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tudo servirá para tornar mais ágil o trabalho do Judiciário.
Fla assume responsabilidade, mas CT pode ser interditado
O Flamengo assumiu "todas as suas responsabilidades" diante da tragédia que resultou na morte de dez garotos no Centro de Treinamento (CT) Ninho do urubu e se comprometeu a indenizar "o mais rápido possível" os familiares das vítimas. O acordo será costurado junto à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPERJ), o que não significa que dirigentes do clube não possam ser responsabilizados criminalmente pelo incêndio. Amanhã o Ninho do Urubu passará por vistoria e poderá ser interditado. A definição foi feita em reunião realizada na tarde desta segunda-feira na sede do Ministério Público do Estado. "Falamos da nossa vontade de indenizar essas famílias o mais rápido possível", disse o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, em pronunciamento logo após a reunião. Mais uma vez, ele se negou a responder perguntas dos repórteres. O defensor público Geral do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Pacheco, explicou que a indenização não será apenas financeira. "Haverá também acompanhamento psicológico, social e de saúde", explicou, acrescentando: "O Clube de Regatas do Flamengo se comprometeu a compor uma câmara de conciliação, junto com a Defensoria Pública, o MPE-RJ e o do Trabalho a fim de que não só os atletas sobreviventes, mas os familiares principalmente tenham uma justa e rápida indenização". No encontro, o Flamengo assumiu sua responsabilidade sobre o incêndio. A afirmação é de Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado: "A presidência do Flamengo assumiu todas as suas responsabilidades em relação ao evento (incêndio do CT), se comprometeu a dar todo tipo de acolhimento às famílias e entregou à Defensoria Pública a condução dessa negociação com as famílias para um reparo imediato". Na terça-feira, peritos do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Prefeitura do Rio, Governo do Estado e dos Ministérios Públicos do Estado e do Trabalho visitarão o Ninho do Urubu. Vamos realizar a partir de amanhã terça perícias amplas no Centro de Treinamento do Flamengo, com todas as estruturas governamentais, a fim de que possamos analisar em que condições se encontra o CT, e se há necessidade de uma interrupção plena ou parcial das atividades", explicou Gussem.
11 de fevereiro de 2019
Negligência e impunidade já mataram 1.774 pessoas
Nos últimos anos, de 2002 a 2018, um total 1.774 pessoas foram vítimas de acidentes aéreos, desabamentos, incêndios e naufrágios que poderiam ter sido evitados, ou com resultados menos trágicos, se as regras estabelecidas em lei tivessem sido observadas, se houvesse fiscalização corretas e se os alertas fossem acionados. O mais revoltante é saber que mesmo com milhares de vítimas, até hoje nenhuma condenação da Justiça aconteceu, havendo absurdamente casos de réus absolvidos e crimes prescreveram. Enfim, nenhum culpado foi apontado. Vejamos a série destes eventos: 1 - queda do avião da TAM em Congonhas (SP), em 2007 = 199 mortos; 2 - enchente no Vale do Itajaí (SC), em 2008 = 135 mortos; 3 - desmoronamento do Morro do Bumba, em Niterói (RJ), em 2010 = 214 mortos; 4 - enchente na Região Serrana do RJ = 918 mortos; 5 - explosão num restaurante no Rio, em 2011 = 4 mortos; 6 - desabamento do Edifício Liberdade, no Rio, em 2012 = 17 mortos; 7 - incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), em 2013 = 242 mortos; 8 - rompimento da barragem do Fundão (MG), em 2015 = 19 mortos; 9 - naufrágio de uma lancha na Bahia = 19 mortos; e 10 - dasabamento de um edifício no Centro de São Paulo = 7 mortos. Ao fim deste triste relatório, causa revolta que haja tanta irresponsabilidade sem que tenha havido alguma punição, tanto da Justiça Civil como da Penal. Este não é o Brasil que o povo quer hoje e nem no futuro.
As enchentes no Rio ainda surpreendem alguém?
Há um ditado de diz "Deus é brasileiro". Talvez seja carioca, sem dúvida. A topografia da cidade mostra que temos vales cortados por rios e córregos assoreados e cercados de montanhas habitadas em imóveis de grande porte construídos irregularmente. Tais áreas, além de planas, são totalmente impermeabilizadas. Por tudo isso, os cariocas, principalmente as autoridades, não deveriam se surpreender com o resultado das fortes chuvas que caíram sexta-feira passado e causaram a morte de sete pessoas. Em vista disso, a tendência é que as enchentes possam voltar e mais gente tenha problemas. Estão faltando ações da Prefeitura buscando soluções que evitem tantos transtornos para a população.
10 de fevereiro de 2019
Flamengo e Prefeitura são responsáveis pelo incêndio
A solidariedade e a tristeza continuam, mas as informações mostram que os meninos das categorias de base do Flamengo que morreram carbonizados no Ninho do Urubu poderiam ter escapado do incêndio que matou dez atletas que tinham 14 e 16 anos. Quase trinta garotos moravam num alojamento instalado em seis contêineres sem qualquer condições para isso. Na hora em que o incêndio começou no último deles, os jovens dormiam pesadamente e não tiveram tempo para escapar. Poderiam ser acordados se o clube, atendendo a exigência do Corpo de Bombeiros, tivesse instalado sensores que jogam água, que certamente os acordaria e eles tentariam escapar. Acontece que só havia uma porta em frente ao primeiro quarto. Se os 26 jovens chegassem lá ao mesmo talvez ficassem travados no local e poderiam ser pisoteados entre si. O clube dá explicações pouco convincentes. A revoltante realidade é que o clube não atendeu aos questionamentos do Corpo de Bombeiros e nem a Prefeitura interditou o local após aplicar mais de 30 multas pelo omissão do Flamengo. Cabe agora a Poder Judiciário tomar as medidas que punam os responsáveis, além de ressarcir as famílias pelos danos atuais e futuros, embora nada disso possa pagar nem apagar a dor da perda de um ser tão jovem.
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