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26 de agosto de 2015

Alguém precisa dizer a Dilma o que acontece no país

  • Fica difícil aceitar o que diz a presidente Dilma Rousseff sobre a crise econômica. Ela deve pensar que todos somos idiotas. Não tem cabimento ela dizer agora que não tinha conhecimento da crise econômica quando os índices mostravam claramente que a situação era séria. Como funcionava sua assessoria econômica?;
  • Pior ainda é sua 'surpresa' ao tomar conhecimento de que petistas e aliados estavam envolvidos nos casos de corrupção na Petrobras. Logo ela que durante todo o tempo esteve ligada à empresa como presidente do seu Conselho de Administração, ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente da República. Isso é prova de incompetência total. Logo ela, a grande gerente que Lula apresentou ao eleitorado;
  • Fica bastante claro que a presidente Dilma está totalmente isolada em Brasília. Será que ela não lê jornal, não vê os noticiários da TV e nem acessa as redes sociais? Seus assessores teriam levantado uma enorme barreira para que ela não saiba o que acontece no mundo exterior. É bom que algum 'traidor' diga a ela qual seu índice de aprovação.

Mais uma vez Dilma e o PT procuram desviar o assunto

  • Se há uma coisa em que os petistas são comprovadamente eficientes é a arte de desviar o assunto quando a situação lhe é desfavorável. No mesmo dia em que o vice-presidente Michel Temer deixa a coordenação política do Governo, fato que pode ter desdobramentos que provoquem aumento da crise política, a presidente Dilma anuncia que vai extinguir dez ministérios e mil cargos em comissão;
  • Nesse momento de 'mea culpa', Dilma também confessou estar arrependida por não ter acreditado na crise econômica, não tomando às vésperas da eleição medidas que agora toma. Nesse show de contradições para mudar o foco, ela tenta criar uma imagem de 'paz e amor' quando suas medidas são aquelas que ela dizia na campanha que seriam as de Aécio Neves, caso se elegesse;
  • Dizendo-se contrária à ideia do tucano de reduzir o número de ministérios, Dilma afirmou na ocasião que aquilo seria fruto de uma "cegueira tecnocrata". Quando ela reduz os ministérios não é mais "cegueira tecnocrata"? Com a redução anunciada, ainda continuam 29 pastas. Um exagero. O que significam mil cargos em comissão num total de mais de 18 mil? Menos de 10%. E quando Lula assumiu eram 7 mil cargos;
  • Enquanto Dilma joga sua cortina de fumaça, ela deve procurar explicar por quê o Governo até agora não tomou nenhuma atitude em relação ao presidente da CUT, Vagner de Freitas, aquele que falou em pegar em armas para defender Dilma - ela tem agora Renan Calheiros como defensor -, que faz parte do Conselho de Administração do BNDES, uma raposa tomando conta do galinheiro.

A próxima semana vai ser bastante movimentada

  • Este final de semana está cheio de fatos políticos que deixam os observadores sem saber por onde começar a comentar. O primeiro fato, sem dúvida o mais retumbante, foi a denúncia contra o deputado Eduardo Cunha e o senador Fernando Collor que o procurador-geral da República, Rodrigo Janet, fez ao Supremo Tribunal Federal (STF);
  • Aí aparece a notícia de que o vice-presidente Michel Temer avisou que vai deixar a a coordenação política do Governo, desgastado com o desprestígio que vem recebendo da parte da presidente Dilma, que vem tomando atitudes que seriam da competência dele. Se Temer sair do Governo é um sinal de que o PMDB poderá estar deixando de fazer parte da base aliada;
  • Enquanto isso, a Operação Lava-Jato dá sinais de que novos nomes de peso vão ser indiciados por envolvimento com propinas da Petrobras. A qualquer momento vai ser divulgada uma nova pesquisa apontando mais uma queda do índice de Dilma, chegando agora a 6%. Além disso, há também os julgamentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Para o PT, gritar "Fora FHC" em 1999 não era tentativa de golpe

  • Incoerência é mesmo uma característica dos petistas. Em 26 de agosto de 1999, poucos meses após Lula perder a eleição para Fernando Henrique Cardoso, a CUT realizou uma passeata em Brasília na qual o tema era "Fora FHC". No palanque, o ex-presidente fez discurso no qual falou: "Se FHC avaliasse as pesquisas como negação à sua política e tivesse bom senso, quem sabe chegasse à conclusão de que sair é melhor";
  • Naquela ocasião, a aprovação de Fernando Henrique era de 12%, maior que os 7% que Dilma tem hoje. O presidiário José Dirceu, que era o presidente do PT, disse que FHC afirmara que aquilo era uma tentativa de golpe. Até o hoje ministro Aloizio Mercadante andou também apoiando o "Fora FHC", além de Brizola, Vicentinho e até Stédile, comandante do 'Exército Vermelho';
  • Hoje, alguns gatos pingados petistas estão nas ruas defendendo a presidente Dilma do que chamam tentativa de golpe dos militares de brasileiros que domingo pediram "Fora Dilma", e também pedindo "Fora PT" e "Fora Lula". Dando seu troco, agora é a vez de FHC afirmar: "O povo espera que Dilma tenha bom senso e peça para sair". Nada como um dia após o outro.

Domingo o povo disse que não quer mais Dilma no poder

  • Se foram 879 mil pessoas, como disse a manchete de 'O Globo' de segunda-feira, ou até mesmo menos gente participando das manifestações do último domingo, uma coisa ficou muito clara: os manifestantes em sua maioria pediram a saída da presidente Dilma, fizeram críticas ao ex-presidente Lula e ao PT, e deram apoio à Operação Lava-Jato e ao juiz Sérgio Moro;
  • Não deixa de ser coerente o apelo de Fernando Henrique Cardoso para que a presidente renuncie ou pelo menos peça desculpas aos brasileiros por haver mentido na campanha e, pior ainda, por estar causando tantos estragos no bolso do eleitor/contribuinte. Acontece que Dilma aparenta não ouvir a voz das ruas lhe reprovando. Não diz nada e fica mandando recados para o povo através de porta-vozes despreparados;
  • Para culminar o deboche, os petistas estão convocando uma manifestação a favor do Governo para quinta-feira, um dia útil. Isso demonstra que os participantes vão faltar ao trabalho ou estão desempregados. Todavia, há uma hipótese bastante válida. Os que vão sair às ruas são remunerados com dinheiro público, e nós é que pagamos o salário deles para que sirvam de claque;
  • Por fim, os manifestantes poderão ser aqueles 'voluntários' que vão bater palmas para Dilma em troca de um sanduíche de 'mortandela', um copo de suco transparente e mais R$ 35,00, que ninguém é de ferro. Quem trabalha e estuda vai ter sérios problemas de locomoção, e o comércio será prejudicado. Mas eles estão 'se lixando' para isso.

18 de agosto de 2015

Protestos contra políticos têm que ser feitos todos os dias

  • Na verdade, temos que protestar todos os dias. O Brasil é o país do conchavo. São reuniões e acertos sempre corporativistas, para defender interesses pessoais ou de grupos políticos. Já tivemos a 'coincidência' de um encontro de Dilma Rousseff com o presidente do Supremo, Ricardo Lewandovski, em Portugal, totalmente fora do roteiro e da agenda da presidente da República;
  • Às escondidas, Dilma se reúne com o ex-presidente Lula. O presidente do Supremo se reúne com advogados de réus da Operação Lava-Jato. Ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros, novo aliado do Governo, se reuniu com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a poucos dias de ele ser sabatinado pelos senadores com vistas à sua recondução ao cargo. Detalhe: Renan é indiciado pela Lava-Jato. E mais: Dilma indicou um aliado de Renan para ministro do STJ, mesmo sendo o segundo mais votado;
  • Mais um motivo para protesto: a Polícia Militar do Rio de Janeiro recebeu da presidente Dilma, comprado por R$ 8 milhões e 200 mil, um aparelho que mede a quantidade de público em eventos como o de domingo passado, mas não o utiliza para não mostrar o volume dos protestos contra Dilma, de quem o governador Pezão é aliado;
  • Tudo é feito com o principal objetivo de manutenção do poder, mas de nada que seja em benefício do povo. Ao contrário, a cada dia surgem casos de total falta de interesse por parte dos governantes de devolver em obras e serviços os impostos pagos pelos cidadãos, por sinal os mais elevados do mundo;
  • Dessa forma, o maior prejudicado nisso tudo, o eleitor/contribuinte, tem que protestar todos os dias, seja nas redes sociais, na rua, na escola, no trabalho ou até nos bate papos informais. Os políticos, em sua maioria, estão debochando do povo, que não pode mais continuar assistindo a tudo isso sem reagir.

Protestos mostram: são ruins as imagens de Dilma, Lula e PT

  • Muita gente está fazendo comparações entre os números de participantes nas manifestações deste domingo com os das anteriores. Para os governistas, a menor quantidade de gente ontem teria sido um fracasso. Acham até que a imagem da presidente Dilma está positiva. Isso, só uma nova pesquisa poderá provar, mas pelo que se viu em todo o Brasil, o índice pode estar menor que os 7% atuais;
  • Tanto a oposição como os governistas avaliam que as manifestações deste domingo tiveram focos bem definidos. Os principais alvos foram Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e o PT. No que diz respeito a Lula, os indícios apontados pela Operação Lava-Jato de que ele ganhou muito dinheiro fazendo lobby e 'palestras' patrocinadas pela empresa Odebrecht decepcionaram muitos de seus seguidores;
  • Outro motivo que afastou muita gente foi, sem dúvida, a ameaça do presidente da CUT falando de pegar em armas, em pleno Palácio do Planalto. Como Dilma e seus ministros da Defesa e da Justiça e as autoridades militares ficaram em silêncio, é certo pairou no ar alguma insegurança em quem queria protestar de modo pacífico;
  • Agora, resta-nos esperar o reinício das atividades da Câmara e do Senado, além, é claro, da Operação Lava-Jato, onde novas delações irão acontecer, deixando Lula bastante preocupado. Se os números de manifestantes nas ruas foram maiores ou menores, é certo que os protestos serão diários nas redes sociais, porque é no bolso do povo onde tudo isso está se refletindo.

MST e CUT são movimentos sociais ou tropas armadas?

  • Estão por demais evidentes os motivos que levaram o presidente da CUT, Vagner Freitas, a afirmar: "Em defesa da presidenta Dilma, estaremos nas ruas entrincheirados com armas na mão", num evento no Palácio do Planalto. É lógico que ele se inspirou em Lula quando algum tempo atrás também fez uma ameaça: "Nós sabemos brigar também, sobretudo, quando o João Pedro Stédile colocar o exército dele do nosso lado";
  • Dilma Rousseff também deu sua contribuição para o clima de guerra do 'nós contra eles' tão ao gosto do PT e dos chamados 'movimentos sociais', quando afirmou: "Pauleira é pauleira". Parece que todos estão a fim de brigar, do confronto. Por sua vez, o povo também está a fim de 'brigar, mas é contra as falcatruas que os governistas estão praticando e que se refletem no seu bolso;
  • A mais recente das ameaças, a do presidente da CUT, foi feita na presença da presidente Dilma, sem que ela o recriminasse, limitando-se a falar umas palavras sobre o direito que as pessoas têm de discordar do Governo. Mas isso é pouco. Incitar a violência é crime, e a atitude de Vagner Freitas não foi menos que isso. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, presente ao evento, deve uma explicação à sociedade;
  • Em verdade, todas essas ameaças são fruto do desespero que toma conta dos petistas, porque as revelações da Operação Lava-Jato devastaram a credibilidade do Governo. As ameaças têm por objetivo amedrontar os manifestantes, mas o tiro pode sair pela culatra e servir para aumentar o número de pessoas que sairão às ruas, num movimento social sem precedentes.

O 'presidente-adjunto' Lula assume de vez o poder

  • Desde que a presidente Dilma afirmou que o ex-presidente Lula não havia saído do Governo ele levou isso a sério e assumiu a função de 'presidente-adjunto' da República. Ele convoca ministros para reuniões nas quais estabelece ações de governo. Até a própria presidente vai a São Paulo para receber orientação de Lula. Para não ocupar espaço no Palácio do Planalto, o gabinete do 'presidente-adjunto está instalado no Instituto Lula;
  • No mesmo local também funciona a 'sede' do PT. É lá que Lula analisa e define as estratégias do partido para a defesa de Dilma, dele próprio e do Governo, principalmente neste momento de baixa aprovação da presidente às vésperas de uma manifestação que se afigura como das maiores já vistas no Brasil. O presidente do PT, Rui Falcão, vai até o Instituto para ouvir Lula, que nunca vai à sede do partido;
  • Tudo isso serve para comprovar que a pessoa com menos poder na República é exatamente quem deveria estar no comando. Dilma Rousseff delegou poderes ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e ao vice-presidente Michel Temer para conduzir ações da exclusiva dela. Até o presidente do Senado, Renan Calheiros, foi 'nomeado' salvador da pátria, com soluções para a crise do Governo;
  • No final das contas, chegamos à conclusão de que Lula é o maior manda-chuva do país, mesmo sem exercer nenhum cargo, tal a subserviência com que tanta gente demonstra ao abrir mão de atribuições que lhes cabe no comando do país. Deve por isso que muitos se acham no direito de opinar sobre qualquer coisa, como fez o presidente da CUT conclamando os petistas a pegar em armas para defender uma presidente sem autoridade.

Continua bem ativo o show de incoerências do PT

  • O festival de incoerências dos petistas continua, tendo o ex-presidente Lula como a estrela principal. A partir daí, seus seguidores passam a agir da mesma forma. Na Marcha das Margaridas, ontem, havia uma enorme faixa dizendo: "Fica, Dilma. Em defesa da democracia". Num evento 'chapa-branca', era coerente. Mas numa outra faixa lia-se: "Fora Cunha";
  • Essas duas faixas sintetizam a incoerência petista. Para eles, querer o afastamento da presidente da República é golpe, porque ela foi eleita pelo povo? E pedir a cabeça do presidente da Câmara, não é golpe? Ele também foi eleito para o cargo pela maioria do eleitorado dele, que são os deputados. Democracia só vale quando é para o que lhes interessa?;
  • Tudo bem que Eduardo Cunha está cheio de acusações sérias de envolvimento com as propinas da Petrobras, mas Renan Calheiros agora é o grande paladino das medidas do Governo para sair da crise em que se meteu. Pode haver incoerência maior? Mais uma vez prevalece o antigo ditado "Farinha pouca? Meu pirão primeiro";
  • Chega de falar em tentativa de golpe! O que o povo não está suportando é uma inflação sem controle; fábricas estão fechando e causando desemprego; os hospitais públicos sucateados atendem mal; muitas das escolas nem aulas têm; e os cargos de direção (ministros inclusive) sendo preenchidos por pessoas incompetentes;
  • Golpe quem está sofrendo é o povo. E é no seu bolso. Se uma maioria de eleitores colocou a presidente Dilma na Presidência da República, esse mesmo povo tem o direito democrático de não a querer mais ali. E existem meios democráticos para isso, sem golpe. Não adianta espernear tanto. Domingo que vem o povo vai às ruas para dizer isso.