-

19 de novembro de 2011

Serra está certo. Dilma é responsável pelos seus ministros corruptos

Serra diz que ministro corrupto é de Dilma
O pretenso candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, declarou que é preciso responsabilizar a presidenta Dilma Rousseff pela escolha dos ministros que recentemente andaram saindo do Governo após a divulgação pela imprensa de denúncias sobre suspeitas de corrupção deles e de seus auxiliares, além de desvios de dinheiro público para o Caixa 2 dos partidos a que pertenciam os ministros e ainda para o bolso de alguns membros privilegiados dos partido. "Há uma tendência de jogar tudo nas costas do Lula. Não é que o Lula não tenha responsabilidade, mas não é ele sozinho. É o governo dele e o novo governo", afirmou Serra. Na opinião dele, o número de ministros envolvidos em suspeita de corrupção é muito alto para um governo que tomou posse há menos de um ano. "Para um governo recém-formado, do total de ministérios, que são pouco mais de 20, quase um terço já foi comprometido", afirmou. "Houve algo errado nas nomeações. E quem os elegeu foi a Dilma, foi ela quem os escolheu. Ela tem a responsabilidade pelo que está ocorrendo. Ninguém é obrigado a aceitar de um governo anterior a nomeação de futuros ministros";

A realidade é que José Serra não está errado. Todo mundo sabe que, por coincidência ou não, os ministros que já caíram - e mais Carlos Lupi, do Trabalho, a 'bola da vez' - foram todos indicados pelo ex-presidente Lula, certamente no objetivo de manter algum esquema político/financeiro, tendo em vista o que foi constatado em termos de desvios de recursos da União. Durante a campanha eleitoral do ano passado, a oposição sempre bateu na tecla de Dilma seria um 'poste' a ser eleito por Lula, a fim de que ele exercesse um terceiro mandato de modo indireto, começando pela formação do ministério. Várias demonstrações do poder de Lula já aconteceram. Quando do primeiro escândalo, no Ministério dos Transportes, o ex-presidente foi até Brasília e realizou reuniões com ministros e até com Dilma para tentar solucionar a crise. Agora mesmo, apesar de doente, Lula chegou a participar pelo viva-voz de um telefone de uma reunião entre Dilma e Carlos Lupi, após o que está prevalecendo a orientação dada pelo patrono de Dilma;

Dado razão ao que disse José Serra, não se pode deixar de lado o fato de que por mais que Lula tenha influência sobre Dilma Rousseff - afinal ela é uma invenção e 'cria' dele -, o povo a elegeu para que exerça o mandato em toda sua plenitude. Ela nomeou quem quis, pois não podemos esquecer o fato de que ela era a grande 'gerente' do governo Lula, desde a queda de José Dirceu do cargo de ministro da Casa Civil, com certeza sabendo de tudo o que faziam de 'alfeitos' aqueles que ela nomearia para seu primeiro escalão. Dilma, entretanto, não contava com a onde de denúncias das revistas semanais, em especial da 'Veja', vendo-se obrigada a forçar ministros a 'pedirem para sair', estando agora com Carlos Lupi atravessado na sua garganta. Aliás, que será a novidade deste fim de semana? Parece-nos que a partir de sexta-feira à noite muita gente fica sem dormir na Esplanada dos Ministérios em geral, e, em especial, no Palácio do Planalto.

Cipoais da ignorância

Transcrevo a seguir, por entender ser oportuno, artigo com o título acima de autoria de Carlos Lúcio Gontijo, poeta, escritor e jornalista:

A educação é instrumento fundamental tanto para o desenvolvimento econômico quanto para a evolução da cultura, carente de público que prestigie o teatro, o cinema, a música instrumental, as artes plásticas, o artesanato e, principalmente, a poesia e a literatura, que não têm como frutificar em ambiente de baixo nível educacional, no qual prospera o domínio da imagem, com as pessoas entorpecidas diante das telas de televisão, nas quais a excelência da autodefinição chegou antes de se instalar uma grade de programação capaz de contribuir para a formação de cidadãos autossuficientes e menos dependentes de ações e benefícios governamentais em prol de sua sobrevivência.

Assisto aos jornais perdendo leitores não pela concorrência direta da internet, mas pelo fato de jamais terem trabalhado como deviam em favor de uma educação mais bem estruturada, atuando como elemento de criação de gosto pela leitura. Contudo, ao contrário disso, os veículos de comunicação impressa optaram por diminuir seus espaços voltados a matérias opinativas e à promoção das artes, enchendo suas páginas com noticiário relativo a crimes e exaltação a todo tipo de futilidades, como se estivessem desnorteados com a perda do monopólio sobre a notícia, ocorrido com o advento da internet.

Infelizmente, nossos jornais se preocupam mais com a defesa de seus interesses financeiros, comerciais e políticos do que com o destino da educação nacional. Em Minas Gerais, por exemplo, os mesmos jornais que praticamente “encobriram” a greve dos professores estaduais mineiros, que deixou alunos do ensino fundamental e médio sem aulas por mais de três meses, atuou com extrema ligeireza na divulgação de números – segundo o governo para exclusivo uso interno –, dando-nos conta de que 28% dos professores se mostraram despreparados ao responder questões aplicadas a alunos da rede pública de ensino, conforme pesquisa feita por João Filocre, ex-secretário de Educação do Estado, na qual os professores de física erraram 28%, enquanto os de português e geografia naufragaram no percentual de 26%.

Todavia, é bom lembrar que os levantamentos descortinados são oriundos da lamentável constatação de Minas Gerais se nos apresentar como o Estado que pior remunera seus professores, que recebem R$616,00 por 40 horas semanais. Rio Grande do Sul, com R$791,00, e Rondônia, com R$950,00, são os que vêm a seguir no que diz respeito ao descumprimento do salário mínimo, de R$1.187,00, estipulado pela legislação para os professores públicos da educação básica, com a exclusão das famigeradas gratificações e outros penduricalhos.

Dessa forma, não nos causa espanto algum nos depararmos com professores sem recursos para a busca de aprimoramento e reciclagem, acompanhados por tantos analfabetos funcionais e tantos universitários que só leram na vida as obras literárias indicadas para realização de vestibular e os livros técnicos necessários à sua formação profissional, fenômeno que transforma o exercício do dom da palavra escrita em fardo árduo de carregar entre os cipoais brasileiros da ignorância fertilizados pela visão que toma o gosto pela leitura como uma pedra no caminho do lazer, que tem na reflexão um elemento indesejável e distante de todo e qualquer momento de alegria e prazer, como se o ato de pensar fosse sinônimo de entretecimento e infelicidade.

18 de novembro de 2011

CCJ rejeita projeto para imprensa 'esconder' pesquisa eleitoral

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados rejeitou nesta quinta-feira Projeto de Lei que objetiva proíbir a divulgação de resultados de pesquisas eleitorais através dos veículos de comunicação. A proposta absurda é de autoria do ex-deputado Vicentinho Alves (PR-TO) e será arquivada se não houver recursos para apreciação do Plenário. O relator do projeto, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  deu seu parecer pela inconstitucionalidade. Segundo ele, a matéria é de competência privativa da União, além de ferir a plena liberdade de comunicação social e de informação jornalística, que estã previstas na Constituição Federal;

Qual teria sido a intenção de Vicentinho? Qual a razão para ele querer levar a Câmara a aprovar uma forma de censura aos órgãos de comunicação? Será que ele já está antevendo que diante de tantos 'malfeitos' praticados por ministros e seus auxiliares nos últimos tempos e amplamente divulgados na mídia vã acabar fazendo despencar os índices de intenção de votos em favor dos candidatos governistas, daí seria muito bom que o povo não soubesse do resultado das pesquisas? Afinal, entre os 'malfeitores' estão um ministro de seu partido e uma vasta relação de outros filiados ao PR;

Sabemos muito bem que os resultados das pesquisas têm influência na decisão de muitos eleitores na hora de votar, mas isso faz parte de vários fatores, a partir da obrigatoriedade do voto, o que leva muitos a se orientarem nas pesquisas, votando em candidatos que tenham possibilidade de se eleger, para não perderem tempo indo às urnas e votando em que não tenha nenhuma chance. Mas a culpa disso está na própria legislação, que em última análise não é nada democrática. Já é mais do que sabido que muitos eleitores se esquecem em quem votaram poucos dias após o pleito. As pesquisas acabam sendo uma forma de orientá-los sobre como votar;

Sendo assim, é para se louvar o fato da CCJ da Câmara ter rejeitado a proposição de Vicentinho, pois qualquer forma de impedir a divulgação de qualquer dado que venha em auxílio ao eleitor será sempre bem vinda, pois servirá para diminuir o número de votos nulos e brancos, algo de torna as eleições mais desvalorizadas do que são, com o agravante de que muitos dos eleitos, com base ou não em pesquisas, venham a decepcionar seus eleitores ao praticarem os famigerados 'malfeitos'.

16 de novembro de 2011

O Maranhão fica no Brasil?

A 'família real' do Maranhão
Para nascer, 'Maternidade Marly Sarney';

Para morar, escolha uma das vilas: 'Sarney', 'Sarney Filho', 'Kiola Sarney' ou 'Roseana Sarney';

Para estudar, há as seguintes opções de escolas: 'Sarney Neto', 'Roseana Sarney', 'Fernando Sarney', 'Marly Sarney' e 'José Sarney';

Para pesquisar, apanhe um táxi no 'Posto de Saúde Marly Sarney' e vá até à 'Biblioteca José Sarney', que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um  tal de José Sarney;

Para inteirar-se das notícias, leia o jornal 'O Estado do Maranhão', ou ligue a TV na 'TV Mirante', ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as rádios 'Mirante AM' e "Mirante FM', todas do tal José Sarney. Se estiver no  interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da 'TV Mirante', todas do mesmo proprietário, do tal José Sarney;

Para saber sobre as contas públicas, vá ao 'Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney' (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);

Para entrar ou sair da cidade, atravesse a 'Ponte José Sarney', pegue a 'Avenida José Sarney', vá até à 'Rodoviária Kiola Sarney'. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas 'maravilhosas' rodovias maranhenses e aporte no 'Município José Sarney';

Não gostou de nada disso? Então, quer reclamar? Vá, então, ao 'Fórum José Sarney', procure a 'Sala de Imprensa Marly Sarney', informe-se e dirija-se à 'Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney'.

Seria cômico se não fosse tão triste...   Infelizmente, o texto é verdadeiro...

“Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro”

No momento em que se celebra a "ocupação" da favela da Rocinha, sem explicar porque o Rio de Janeiro tolerou o controle exercido por uma década pelos traficantes, em uma comunidade de quase meio milhão de pessoas, é hora de reler o artigo do jornalista Sylvio Guedes, editor-chefe do 'Jornal de Brasília':

É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro.

Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.

Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente.

Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon.

Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.

Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.

Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca – e brasileira, por extensão.

Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato. Festa sem cocaína era festa careta.

As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.

Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.

Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastaquera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade.

Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado.

São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.

Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir:

“Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro.”

Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.

15 de novembro de 2011

Mais uma de Lupi. Falta só Dilma demiti-lo

Lupi desce do avião e diz que nele não viajou
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, concedeu registro a sete sindicatos patronais no Amapá para representar setores da indústria que, segundo o próprio governo local, não existem no Estado, informa reportagem publicada na 'Folha de São Paulo'de hoje, informando ainda que os certificados saíram a pedido do deputado Bala Rocha (PDT-AP), dirigente do partido de Lupi, que afirma ter se utilizado da condição de militante do partido do ministro, o PDT. A reportagem também deixa claro que as certidões foram dadas pelo ministério em abril e agosto de 2009 com a assinatura de Carlos Lupi, tendo a inscrição "certifico e dou fé", além da assinatura do então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros. O ministério diz que não atendeu a interesses políticos para conceder o registro aos sete sindicatos do Amapá e que seguiu os "procedimentos previstos nos normativos legais que tratam da matéria";

No caso do ministro do Trabalho, um fato vem chamando a atenção dos observadores políticos, que é a demora da presidente Dilma Rousseff  tomar alguma iniciativa de convencer Carlos Lupi a 'pedir para sair', ao lado da variedade de declarações se defendendo das denúncias, algumas delas consideradas por muitos como desrespeitosas à Chefe da Nação, que depois de desculpas da parte dele foram até transformadas em 'declaração de amor', para a maioria considerada com autêntico deboche. Os ministros que já caíram - Alfredo Nascimento (PR), dos Transportes; Wagner Rossi (PMDB), da Agricultura; Pedro Novais (PMDB), do Turismo; e Orlando Silva (PCdoB), do Esporte - espernearam bastante antes de 'pedirem para sair', mas os fatos anunciados após as denúncias não serviram de sustentação aos mesmos. Houve até alguns que foram incentivados por Lula, que os havia indicado, para que lutassem para se manter nos cargos e que tivessem 'casco duro' para resistir às acusações. Não deu para eles e acabaram deixando os ministérios;

O que está deixando muita gente desconfiada é com aquela declaração de Lupi que a presidente Dilma não o demitiria, nem numa provável reforma ministerial. Por qual razão ele foi tão enfático. Já que ela era a grande 'gerente' do Governo, como Lula sempre dizia, especialmente durante a campanha eleitoral do ano passado, é muito provável que soubesse de muita coisa que possa envolver o ex-presidente. Quem sabe? Essa última denúncia é muito séria. O ministério foi avisado por ofício pela Federação das Indústrias do Estado do Amapá, em fevereiro de 2009, de que esses sindicatos não tinham representação. Como resposta, a pasta alegou que "não cabe ao ministério apurar se os integrantes da entidade possuem indústria no ramo ao qual pretendem representar" e que apenas sindicatos poderiam fazer esses questionamentos. Como assim? Está na hora da presidente Dilma dar uma satisfação a opinião pública, que só espera uma atitude dela, que é a imediata demissão do ministro falastrão;

Hoje, outra notícia deixa Carlos Lupi em maus lençois, que é a comprovação de que viajou em avião no qual não deveria ter entrado, pois havia conflito de interesses entre o Ministério do Trabalho e quem patrocinou suas viagens, com o agravante de que ele havia desmentido que tivesse feito tal viagem e que sequer soubesse de quem se tratava. O patrocinador questionou a memória do ministro a a foto em ele aparece descendo as escadas do avião comprometedor, numa demonstração de que Lupi mentiu durante depoimento feito diante de parlamentares, numa comissão legislativa. Isso não foi muito bom e certamente ele está na corda bamba, a não ser que Dilma Rousseff esteja de 'rabo preso' e nada possa fazer para ficar livre do inconveniente ministro que herdou de Lula.

14 de novembro de 2011

O que há por trás da invasão dos maconheiros da USP

Não deixa de causar espanto as alegações dos estudantes que invadiram a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) e que de lá somente saíram à força, mesmo depois de uma decisão hudicial dando prazo para deixassem o local. Simplesmente eles são contra a presença da Polícia Militar no 'campus' da universidade, reivindicação surgida após policiais prenderem três universitários fumando maconha em área da USP. Nenhum reivindicação foi feia em relação à qualidade do ensino, melhores instalações, professores mais bem preparados e até menor preço para o 'bandejão'. Apenas não querem que o polícia impeça alguns viciados de darem um 'tapa no beiço', fazer uma 'viagem' na fumaça. Querem fumar maconha sem serem incomodados. E - pior ainda - fazem uma 'assembleia' com 2 mil alunos tomando decisões em nome de mais de 80 mil outros, que não lhes deram procuração para representá-los;

Positivamente, essa gente não está nem aí para os estudos, por por ser em universidade pública é pago com dinheiro do povo, ou seja, proveniente de impostos. Além do mais, usam frases de conotação meramente politica, característica das direções dos diretórios acadêmicos, em sua quase totalidade compostos por militantes de partidos de esquerda radical. No caso da USP, nota-se que o episódio tem muito a ver com a campanha das eleições municipais do ano que vem. Os estudantes queriam que o polícia 'baixasse a borracha'  neles para em seguida posarem de vítimas, ponto a culpa na Polícia Militar de São Paulo, encarregada de fazer cumprir a decisão da Justiça pela reintegração de posse do reitoria. Isso porque a PM é subordinada a Geraldo Alckmin, do PSDB, e a ordem é eleger o candidato do PT, Fernando Haddad, do PT, escolhido por Lula para tentar acabar com a hegemonia do PSDB no Estado e na Capital de São Paulo;

Em meio a tudo isso, o que se vê é uma total subversão da ordem. Para chamar a atenção, usaram a prisão dos três maconheiros para criar fatos novos que venham a prejudicar a imagem de um tucano. Ainda bem que a ordem foi reestabelecida a USP e esse grupo de baderneiros vai assistir em breve a uma alteração na visão dos universitários, que já estão elegendo para dirigir diretórios acadêmicos aqueles que tenham reivindicções verdadeiras e que sejam interesse dos alunos, jovens que em futuro bem próxino estarão mudando a atitude do grandes líderes, para passarão a ter a mesmo visão e objetivos.

12 de novembro de 2011

Ministros não caem no grito, Carlos Lupi, são os fatos que os derrubam


"Eu vou mudar esse ciclo de ministro sendo derrubado no grito. Comigo não".Esta declaração é do (ainda) ministro Carlos Lupi, do Trabalho, durante homenagem a ele prestada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando recebeu os títulos de Cdadão Benemérito e Cidadão do Estado Rio. No auge de sua empolgação, Lupi se comparou a Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola e ainda foi mais longe ao dizer que ele acabará com a derrubada de ministros de Dilma Rousseff. Não esqueceu de dar algumas alfinetadas na imprensa. No entanto, ele terá muitas explicações a dar. Esta semana outra vez a revista 'Veja' traz mais alguma coisa para Lupi continuar balançando no cargo. Está no site da revista: "O ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, terá mais uma oportunidade de mostrar que é um "osso duro de roer". Reportagem de VEJA desta semana mostra que, em dezembro de 2009,  o ministro cumpriu agenda oficial usando um avião privado, alugado pelo dono de uma rede de ONGs. Pior: o dono de ONGs integrou a comitiva e, meses depois, ganhou um contrato (entre outros que já detinha, alguns deles investigados por irregularidades) para atender a projetos da pasta de Lupi na mesma região visitada com a aeronave. Como diz a reportagem, "mais uma daquelas clássicas confraternizações entre interesses públicos e privados, cuja despesa acaba sempre pendurada na conta do contribuinte";

Por mais que Carlos Lupi receba demonstrações de apoio do Governo, alguma coisa continua no ar. Por orientação do Palácio do Planalto, nenhuma convocação feita na Câmara dos Deputados direcionada e auxiliares diretos de Dilma Rousseff - Carlos Lupi e Agnelo Queiroz, em especial - foi aprovada, com a 'base aliada' recebendo orientação para rejeitar todas. O que será que eles não poderão responder? Carlos Lupi ainda declarou enfaticamente na Alerj: "Quem não deve não teme. Nosso corpo é fechado". Mas não vai dar nenhuma explicação aos deputados e muito menos à opinião pública. Quanto ao governador de Brasília, a revista 'Época' traz interessante matéria sobre o crescimento de seu patrimônio, exatamente no período em que foi ministro. E para Lupi é a imprensa que quer derrubar ministros 'no grito';

Por mais que o ministro Lupi esperneie, a imprensa continua trazendo ao público conhecimento de 'malfeitos' de outros ministros. Hoje está na mídia a informação de que a Controladoria Geral da Uniao (CGU) suspendeu um contrato milionário do Ministério das Cidades, no valor de R$ 6 milhões e 900 mil assinado pelo ministro Mário Negromonte com uma empresa de eventos, no qual foram encontradas várias irregularidades, com indício dessa empresa ser 'laranja' de uma outra que tem processos na Justiça e condenações pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por desvios de verbas, ou seja, dinheiro público. Além disso, a empresa havia ficado em décimo lugar no processo de licitação, mas acabou sendo contratada;

O ministro Carlos Lupi tem que ficar atento e 'baixar a bola', pois as falcatruas apontadas pela imprensa, quase todos os fins de semana, só pode provocar algum tipo de grito, o do povo, que já deve estar ficando cansado de a toda hora tomar conhecimento de que o dinheiro proveniente de seus impostos anda sendo constantemente, e há vários anos, desviado para as contas bancárias de alguns privilegiados da 'base aliada' dos governos de Lula e Dilma Rousseff.

10 de novembro de 2011

Gastos com remédios não são despesas com Saúde?

A legislação do Importo de Renda tem um dispositivo bastante incoerente, que é não permitir que a compra de medicamentos seja deduzida na Declaração Anual do Imposto de Renda como despesa com Saúde. Enquanto todas as demais despesas com médicos e planos de saúde, por exemplo, podem ser deduzidas, sem limite, os remédios não podem ser aceitos, que é estranho, pois não há caso de alguém saia de um consultório sem uma receita de medicamentos para a doença. Além do mais, os preços dos remédios estão sempre sendo majorados, existindo ainda os casos suspeitos de que alguns médicos têm sempre uma receita para seus clientes, muitas vezes desnecessários, mas tendo alguns deles acertos com determinados laboratórios, não sabem quais, mas que certamente envolve algum tipo de comissão. Isto é possível, pois afinal estamos no Brasil;

Mas há ainda alguma esperança de esse erro ser corrigido. É que tramita na Câmara dos Deputados projeto do deputado Manoel Junior (PMDB-PB), que permite a aposentados e pensionistas com 60 anos ou mais deduzir do Imposto de Renda as despesas com medicamentos para uso próprio. O gasto deverá ser comprovado com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. A proposta inclui os remédios na parte que trata da lista as deduções possíveis de serem feitas na Declaração Anual do IR. De acordo com o testo da proposta, o gasto deverá ser comprovado com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário:

O Deputado Manoel Junior afirma que, apesar de a lei já permitir a dedução de despesas com saúde, sua proposta amplia as possibilidades de desconto, beneficiando os idosos. "É um contrassenso permitir a dedução de despesas com médicos e não contemplar os remédios, haja vista a frequência com que um paciente sai de uma consulta médica orientado a se medicar, principalmente o idoso", disse ele. Atualmente, na declaração de rendimentos da pessoa física, poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias;

Há no citado projeto um privilégio para aposentados e pensionistas com 60 anos ou mais de idade que não se pode discutir, pois é a fase da vida em as pessoas ficam mais sujeitas e doenças. A dedução das despesas com remédios, no entanto, deveria ser extensiva a todos, pois se trata realmente de despesas com Saúde, tenham as pessoas a idade que tiverem.

8 de novembro de 2011

Ministro Lupi garante que só sai do Governo se for abatido à bala

“Eu não sairei do ministério enquanto não estiver provado, comprovado. Para me tirar só abatido à bala", afirmou o ministro Carlos Lupi nesta terça-feira, na primeira entrevista coletiva após as acusações de cobrança de propina no Ministério do Trabalho. Lupi foi incisivo ao declarar que não sairá do cargo até que se comprove as supostas irregularidades contra ele e servidores da pasta. Ele também deixou claro que tem apoio da presidente Dilma Rousseff para se manter no cargo, a quem conhece há 30 anos. "Duvido que a Dilma me tire, ela me conhece muito bem. Não aceito que joguem na lama o PDT.", disse o ministro em tom exaltado, desafiando que comprovem, com nomes e sobrenomes, as acusações de cobrança de propinas. E enfatizou: “Eu desafio aparecer o nome de Carlos Alberto Lupi em qualquer ato de corrupção”, afirmando que também se colocou à disposição dos parlamentares para ir ao Congresso Nacional e até mesmo à revista 'Veja' para explicar que nem ele nem o partido tem relação com as acusações;

O ministro disse ter recebido da presidente Dilma a orientação de continuar trabalhando e se defendendo das acusações. "A presidente disse para eu tocar o barco, até porque não há nenhuma acusação que me atinja diretamente", disse ele depois de ter conversado com a presidente na segunda-feira. Segundo ele, ao ser questionado pela presidente se lutaria até o fim, Lupi sentenciou: “Vou lutar até o último minuto da minha vida até ver isso devidamente esclarecido”. Ao lado de Lupi, o líder do PDT na Câmara dos Deputados, Giovanni Queiroz (PDT-PA), afirmou que se o ministro for afastado do cargo, a legenda deixará o governo federal. “O ministro Lupi não tem substituto. Se sair o ministro Lupi, sai o PDT do governo”, disse o líder pedetista na entrevista coletiva ao lado ministro. “Não é uma ameaça. Não temos o que ameaçar. O partido não vê a queda do Lupi por corrupção. Por isso, não há razão nenhuma para ele ser pressionado pelo partido”, completou;

Parece que Carlos Lupi está querendo provar que faz parte da 'Ordem dos Cascos Duros', cujo grande guru é o ex-presidente Lula, tal a veemência com que afirma que não cairá por causa das denúncias de que ONGs estariam sendo forçadas a pagar 'pedágio' para terem recursos liberados no objetivo de executarem programas aprovados pelo Ministério do Trabalho. No entanto, outro ponto a ser observado é a declaração do deputado Giovanni Queiroz de que em caso de queda de Lupi o PDT não continuaria fazendo parte do Governo. Aí já seria uma novidade, pois o que se tem visto é ministro caindo porém coma respectiva pasta continuando como uma espécie de capitania hereditária do partido a que pertencia o ministro responsável pelos 'malfeitos' denunciados e comprovados e que deveriam ter sido evitados, mas que não foram observados pelo mesmo, numa comprovação de no mínino má gestão;

Mas as palavras de Lupi poderão se perder no espaço, pois os outros ministros que caíram também fizeram veementes defesas de suas honras, mas foram convidados a 'pedir para sair'. Carlos Lupi ainda tem muita coisa para informar e esclarecer e talvez haja economia de balas de abater ministros.