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17 de agosto de 2010

Em quem votar? Vale a pena refletir

A seguir, transcrevemos um artigo do Pastor Neucir Valentim, da 1ª Igreja Congregacional de Niterói (RJ), por entender que leva todos a muito refletir sobre em quem votar em 3 de outubro:


Prezados amigos,

Uma reflexão honesta sobre as eleições de 2010

Eleições sempre produzem em muitos o aumento de adrenalina nos debates pessoais entre pessoas que gostam e desejam votar em determinados candidatos, e daí surgem ironias, agressões verbais e até inimizades.

Na igreja, ou entre "evangélicos" não é diferente, geralmente um irmão que deseja votar em determinado candidato ou leva ou dá uma resposta mais contundente ou até dura, para defender o seu pretendente, sobretudo os cargos majoritários como presidentes e governadores.

Portanto, aos mais afoitos, gostaria de lembrar como o nosso país tem a tendência de votar mais em pessoas do que projetos partidários.
Deixamos aqui umas dicas do que podemos entender nas eleições brasileiras para não nos estressarmos à toa.

Em primeiro lugar o voto no Brasil não é ideológico, e como dito acima, a maioria das pessoas vota, pela simpatia que determinado candidato tem ou como se fala em jargão político, no carisma pessoal do candidato.

Em segundo lugar, os candidatos no Brasil não têm compromissos éticos com o passado, sobretudo no campo das alianças partidárias ou pessoais: Não é raro ver um candidato que era inimigo, um do outro, por quem às vezes brigamos com nosso irmão, anos depois estarem juntos e nós separados pela discussão tola em torno deles.

A política brasileira chega ser folclórica nesse aspecto quando olhamos quem apóia quem. Por exemplo, vemos que o Collor em seu jingle diz que apóia Lula que apóia Dilma! Lembra-se de Collor? Sim, o mesmo que deixou muita gente irritada por ele dizer que o Lula não tinha condição de governar o Brasil porque era analfabeto e não sabia distinguir uma fatura de uma nota fiscal. Sim o Collor que disse que se o Lula fosse eleito cassaria a poupança do povo? E depois ele quem cassou? Estão juntos agora, unha e carne, juntos com a Dilma do PT!

Mas pense um pouquinho... Quem denunciou o mensalão (esquema de propina no Congresso Nacional) por ter sido o repassador e ter embolsado mais de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões!)? Faça uma retrospectiva histórica e lembrará que começou com... Roberto Jeferson do PTB, que nessas eleições dá apoio incondicional ao PSDB do Serra e está na organização da campanha do candidato do PSDB... em aliança eleitoral dando o tempo do PTB na TV, aliás, esse mesmo político, hoje cassado, já tinha sido da tropa do Collor contra o Impeachment. Mas não tinha sido o partido de Serra, que pedira as CPIs para descobrir o sistema de corrupção no Congresso!?!

Ufa! Mas tem a Marina Silva, boa moça boa crente, mas está no partido que é conhecido pelas suas bandeiras estatutárias levadas ao extremo como o apoio a liberação da maconha, liberação do aborto, do casamento gay e do evolucionismo! Como essa moça deve passar constrangimentos sabendo que os principais líderes que comporiam seu governo seriam necessariamente os que a elegem e defendem com unhas e dentes tudo contra o que ela crê? (Gabeira, Sirkis, etc. )Mas convenhamos, ela não é tão ingênua assim!!!

Há também os que falam que se eleito tal candidato vai aprovar este ou aquele projeto de lei que vai acabar com a crença religiosa, prejudicar os cristãos, etc.,
Lembre-se que há muito terrorismo eleitoral nessa época. Em 2002 a Regina Duarte foi para a televisão dizendo que tinha medo do Lula, porque ia quebrar o país... Bem parece que ele não quebrou o país não...

Por outro lado, na última eleição o PT disse que o Alckmin ia acabar com a bolsa família, o que dizem que o Serra também há de fazer e o mesmo nega veementemente e diz que vai até aumentar...

Outra história boba é a discussão de que este governo ou aquele foi mais corrupto, ora bolas, desde as capitanias hereditárias que roubam no Brasil, então vamos fazer o seguinte: Ninguém deve ser eleito, ok? Não! Vamos votar no menos corrupto... Talvez, até que surja uma nova denúncia contra quem votamos. Outra questão é o tão falado programa de governo. Alguém governa no Brasil com programa de governo? O Lula não ia pagar o FMI, (ia dar calote). Hoje o FMI pede dinheiro emprestado ao Brasil. Os banqueiros e os empresários iriam sair do Brasil se o Lula fosse eleito, (foi o que disse na época o Mario Amato presidente da FIESP) e hoje, estes setores ganharam muito mais do que no governo que dizia os proteger.

Os programas de partido só valem na época de campanha, fora isso, é puro marketing.

Promessas mentirosas? Todos! O Serra quando foi candidato a prefeito de São Paulo prometeu que se fosse eleito não sairia no meio do mandato para ser candidato a governador... Dois anos depois era candidato a governador, na maior cara de pau, mas não ficou nisso, nos debates para governador de São Paulo, quando perguntado se ia renunciar de novo para ser candidato a presidência, ele disse no debate: Se fosse eleito governador prometia que se renunciasse novamente não votassem mais nele. Não duraram dois anos, ele renunciou para ser candidato a presidência. Tem todo o direito de ser, mas contou com a tradição brasileira de política não falar a verdade!

A Marina Silva é dura com a proposta de governo do PT, mas ela e a Heloisa Elena e o Plínio Arruda (que também é candidato a presidente), saiu do PT porque o mesmo não estava sendo coerente com o plano de governo que eles aprovaram e votaram e agora eles discordam!?!

É coisa de doido...

Se fôssemos colocar aqui todas as contradições e mentiras não sobraria ninguém. Então vamos fazer o seguinte: Cada um escolhe bem o seu candidato, de acordo com a sua consciência, e não tente convencer o outro que o seu candidato é pior, ou melhor, a rigor, na política brasileira, é tudo farinha do mesmo saco.

Sou pessimista? Não de maneira nenhuma! Creio que o processo democrático está sendo aperfeiçoado no Brasil, nunca no país em toda a sua história tivemos seis eleições presidenciais seguidas! Somos um país que está aprendendo a democracia, e isso tudo é um aprendizado... Agora já temos "o ficha limpa..." Opa, derrapei, vão dizer que estou dando apoio ao índio (vice do Serra) porque foi o relator do tal projeto, sim o mesmo que foi obrigado pelo TSE colocar no ar no site do PSDB que o que disse do PT e a ligação com as Farcs era uma calúnia dele, uma mentira... Na verdade, eleição no Brasil ainda é coisa de índio, mas estamos melhorando muito.

Para finalizar: Qual país tem um processo eleitoral cuja urna permite transparência e os votos de mais de 130 milhões de brasileiros são contabilizados em um dia e meio? Temos já algumas lições a dar aos nossos irmãos americanos sobre isso, pois até hoje não contaram as cédulas para eleição do Bush... e olha que já elegeram Obama... uau! Viva o Brasil!

Hoje temos CPIs sobre tudo! As leis estão começando a cassar políticos! Está melhorando muito! Já tivemos governador preso e mais de um cassado!

Por isso, cuidado com o partidarismo, isso é obra da carne e faz mal a igreja de Cristo. Lembre entre as obras da carne está o partidarismo, ou melhor, as inimizades promovidas por esse tipo de pecado.

Que Deus nos dê discernimento e oremos pelo país, que tenhamos os melhores governantes.

15 de agosto de 2010

'Criança Esperança': vale a pena contribuir?

A propósito do grande show de ontem na TV Globo, buscando arrecadar alguns milhões de reais para o projeto "Criança Esperança", que completou 25 anos, recebi um e-mail com cópia de uma carta enviada para Renato Aragão, o Didi, condutor da referida programação anual, na qual Eliane Sinhasique explica a razão de não atender à solicitação que aquele artista cômico faz anualmente através de mala direta, buscando arrebanhar dinheiro para o "Criança Esperança":


Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi.


Querido Didi,


Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências)...


Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.


Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos).


Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.


Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula.


A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.


Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.


Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem.


Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.


O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal.


Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?


Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é 'o cara'. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos.


Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece...


No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.


Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho.


Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.


Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não.


Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.


Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.


Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...

Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.


P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.

PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança. Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.


PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS? MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?


BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas) DIVULGUEM ESSA REVOLTA.... isto deveria chegar em Brasília.


Já a blogueira Juliana Cappelletti, dona do blog A Casa de Mãe Joana, divulga carta que enviou à mesma Rede Globo a propósito de pedido de colaboração para o mesmo projeto "Criança Esperança":


À

CAT REDE GLOBO


Teria enorme prazer em ajudar, caso fosse necessário.


Porém, graças ao nosso presidente da República, a miséria e a pobreza não existem mais no Brasil. Portanto, é totalmente discutível e pouco elogiável que vocês mantenham continuem fazendo esta campanha.


Vocês deveriam se sentir constrangidos em desmerecer, desta forma, o grandioso trabalho feito por Luís Inácio, o maior homem que o país já conheceu.


Vou recomendar a todos os meus conhecidos e amigos que percebam o absurdo de tal campanha.


Jurema Cappelletti

13 de agosto de 2010

'Dilma não é Lula; Serra não é FHC'

A frase está numa placa encontrada em uma rua de Nilópolis (RJ), feita pelo paranóico Mário Lima, um eterno candidato a vereador mas que nunca se elege - em 2008, ele obteve 274 votos concorrendo pelo PSB - e que vive o tempo todo espalhando placas pela cidade como forma de divulgar seu nome. Muitas de suas placas às vezes trazem mensagens pouco entendidas pelos que as lêem, outras, trazem muitas vezes informações úteis. Mas nesta última, Mário Lima está cheio de razão. A preocupação de Dilma Rousseff (PT) em vincular-se a Lula para usufruir da popularidade do presidente de modo que ela se eleja é o principal motivo dela estar sempre querendo trazer para a campanha a comparação entre os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso e de Lula;

Como estratégia para tentar ganhar a eleição, a tática petista é compreensível. Mas em termos de política elevada e de esclarecimento ao eleitor, a prática poderá estar equivocada. Em 3 de outubro, por mais que Lula e seus companheiros queiram promover um plebiscito, isso não é uma realidade. Cada Presidente da República deveria, em tese, dar prosseguimento ao que o anterior não concluiu e realizar aquilo que seu antecessor não fez. No caso atual, por mais que Lula e os petistas não queiram, ouve uma continuidade dos governos de FHC, tanto na manutenção da política econômica como na ampliação dos programas sociais. Isso é o que se esperava;

Uma possível eleição de Dilma não tem que significar uma continuidade de Lula, da mesma forma que Serra se elegendo não tem que  configurar um retorno de Fernando Henrique. Cada um terá que ser ele mesmo, terá que ter luz própria. O povo não está sendo chamado às urnas para um concurso sobre que foi melhor. Quem vencer em outubro em quem irá governar o País. E aí, Mário Lima está certo quando diz: "Dilma não é Lula; Serra não é FHC". O que o povo vai querer saber nos programas de rádio e TV e nos debates é o que lhes espera nos próximos quatro anos;

Fica aqui um recado para Mário Lima: espalhe placas como esses mesmos dizeres, informando ao povo que ele terá que escolher entre Dilma e Serra (Marina e os demais também) sobre o que será o nosso futuro. Se quiser, pode acrescentar uma frase na sua placa: "quem vive de passado é museu".

12 de agosto de 2010

Horário gratuito e debates vão decidir a eleição

Mesmo faltando apenas pouco mais de 50 dias para o primeiro turno da eleição, há quem admita que muita coisa pode acontecer e as posições hoje apontadas nas pesquisas de intenção de voto não estão livres de serem modificadas. Todavia, a maioria acha que o páreo está definido entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), com a decisão ficando para o segundo turno. O primeiro raciocínio é o de que a segunda rodada da eleição será provocada pela votação a ser obtida por Marina Silva (PV), apontada como terceira opção para o eleitorado. Muita gente aposta no horário gratuito no rádio e na TV como um divisor de águas para os eleitores definirem em quem vão votar;

Segundo o site Eleições 2010 - UOL, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira o tempo de cada candidato à Presidência na propaganda eleitoral gratuita.  Dilma terá 10 minutos 38 segundos e 54 centésimos em cada um dos dois blocos de 25 minutos que serão veiculados em cadeia de rádio e televisão. Já o segundo maior tempo é de José Serra, que terá sete minutos, 18 segundos e 54 centésimos. Marina Silva terá um minuto, 23 segundos e 22 centésimos. Os candidatos menos situados nas pesquisas terão os seguintes tempo: Plínio Arruda Sampaio (PSOL) um minuto, um segundo e 94 centésimos. Os outros cinco, Rui Costa Pimenta (PCO), José Maria de Almeida (PSTU), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Ivan Pinheiro (PCB) terão com 55 segundos e 56 centésimos cada um;

É bem verdade que a exposição dos candidatos será muito maior a partir do próximo dia 17 do que ocorrer atualmente. Houve um debate na TV Bandeirantes, num horário em que a TV Globo transmitia uma partida de futebol entre São e Inter de Porto Alegre. Na Band, o índice de audiência foi de 3%, enquanto na Globo o jogo atraiu  31% de espectadores. Mesmo assim, o debate ainda teve alguma repercussão, com o candidato do PSOL, Plínio Arruda Sampaio, parece ter sido o que mais chamou a atenção por suas intervenções cheias de humor. Hoje, já é um nome bastante conhecido pela divulgação de sua performance naquele encontro com os três mais cotados;

Os comentaristas e cientistas políticos em sua maioria acham que a propaganda gratuita pode ter alguma influência conforme a apresentação das "mercadorias" elaboradas pelos respectivos marqueteiros, mas para os mesmos, o que vai fazer com que o eleitor "eleja" em quem votar deverão ser mesmo os debates, pois apesar de algumas emissoras criarem regras que muitas vezes restringem os candidatos de se mostrarem aos eleitores com realmente são e o que têm como metas que dêem às pessoas confiança de que o Brasil deve ser entregue em suas mão, esses experts são de opinião de que o bate-boca entre eles na tela da TV é que serão decisivos:

Então, vamos aguardar os debates, porque naquele da Band e nas entrevistas festas esta semana pela TV Globo já deu para muita gente ver que há candidatos(as) que terão muita dificuldade em transmitir confiança ao eleitor, e aí, o resultado da eleição passa a ser realmente imprevisível.

O Brasil à venda

Com autorização do Ministério da Fazenda, o Ministério do Meio Ambiente concluiu um acordo e agora assinará um contrato com os Estados Unidos para converter uma dívida de US$ 23 milhões em um fundo de proteção de biomas brasileiros.

A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, declarou que esse fundo de proteção destinará recursos para atividades de preservação e proteção da Mata Atlântica, do cerrado e da caatinga brasileiros, e que esta é a primeira operação de conversão de dívida externa autorizada no Brasil, envolvendo a área ambiental.

Diante dessa notícia publicada pela imprensa, começo a me lembrar da quantidade de ONGs estrangeiras, cineastas americanos, canadenses e de tantos outros países, que tem se sentido no direito de aqui declarar como e o que devemos fazer com nossas terras, nossos índios, as usinas hidrelétricas, a preservação de florestas, dos animais, e tantas outras ingerências que certamente provocaria a expulsão de qualquer brasileiro que, estando em outros países, passasse a se manifestar sobre esses assuntos, os quais, claro, em qualquer país do mundo, são assuntos internos dos mesmos, não se admitindo interferências externas sobre nenhum deles.

A Igreja Católica, com suas diversas pastorais, como a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), normalmente dirigidas por padres estrangeiros que sequer falam corretamente o português, opina e exerce atividades nos mais diversos assuntos, como reforma agrária, política, índios, distribuição de renda, além de muitos outros, e nunca é repelida, contrariada ou tem um desses padres estrangeiros expulsos do país por opinar onde não foram convidados a fazer, ou seja, além do evangelho.

Nosso atual presidente da República, ultimamente, tem se envolvido com diversos assuntos internos de outros países, como: a promessa de exílio a uma mulher condenada no Irã, que provocou uma resposta oficial do governo iraniano recusando tal oferta para condenados por crimes de acordo com a legislação daquele país; a tentativa de intermediação pacífica para a não fabricação de armas nucleares pelo Irã, quando o mundo todo, inclusive a ONU, já havia tentado e não conseguido; a emissão de opiniões infundadas sobre o conflito Colômbia e Venezuela, que provocou resposta do governo colombiano apontando a sua desinformação.

Provavelmente por isso admite que estrangeiros opinem sobre assuntos que certamente são de interesse e competência exclusiva de brasileiros. Após a assinatura desse acordo, certamente seremos obrigados a ouvir muito mais palpites e ingerências. Afinal, os americanos estão “pagando” para poder preservar.

Essa provavelmente é a maior estupidez que já vi esse governo cometer. E olha que não foram poucas. Para a enorme maioria dos cidadãos brasileiros, US$ 23 milhões é uma fortuna até inimaginável. Mas não o é para muitos outros, milhares de brasileiros que sabem muito bem o que significa ou até mesmo possuem essa quantia. Imaginemos então em termos de um país. É uma merreca, como se diz atualmente. E vamos vender nossa independência em assuntos internos por isso? Não senhor, Presidente Lula, o povo brasileiro não quer vender, por valor algum, nenhum milímetro do país ou, que seja, de sua independência sobre os assuntos internos.

Não impedindo que se assine esse acordo, o senhor ficará na história como o homem que vendeu nossa liberdade. Que vendeu o Brasil.

Este artigo é de autoria de João Bosco Leal

7 de agosto de 2010

Ficha Limpa continua 'devastando' candidaturas

TSE: Ficha Limpa deve barrar
pelo menos 100 candidaturas

O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski acredita que pelo menos 100 pessoas terão suas candidaturas barradas pela Lei da Ficha Limpa . Até o momento, das 1.030 candidaturas indeferidas, pouco mais de 70 referem-se à nova lei. O ministro é prudente ao fazer uma avaliação de casos como o do ex-governador do Distrito federal, Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato para fugir de um processo de cassação. Segundo ele, é necessário analisar caso a caso o motivo da renúncia. “É preciso verificar se a renúncia se deu por motivos legítimos ou para escapar de punição”, disse. No TSE, os recursos sobre indeferimento de candidaturas deverão ser julgados até o dia 19 deste mês. Quanto aos possíveis questionamentos sobre a constitucionalidade da Ficha Limpa, especialmente em relação à sua retroatividade e entrada em vigor, Lewandowski se apressou em dizer que a lei obedece aos princípios constitucionais. Na definição da data de validade da nova regra, os ministros do TSE se basearam em jurisprudência do STF sobre a Lei de Inelegibilidade. Os ministros usaram o mesmo entendimento da época, o de que não seria preciso adotar o critério de anualidade, que estabelece que leis eleitorais só podem entrar em vigor um ano após a sua aprovação. Eles também determinaram que políticos que ainda estão respondendo a processo sejam barrados pela lei. Lewandowski explicou que a Ficha Limpa não impõe uma sanção ao candidato, apenas cria um requisito: não ter sido condenado por órgão colegiado. Por isso, os princípios da anualidade e da não retroatividade são desnecessários nesse caso.

Parece que a cada dia fica claro que a partir de um projeto de iniciativa popular teremos uma forte depuração no quadro político do Brasil. Numa verdadeira caça aos "fichas sujas", a Lei da Ficha Limpa dará aos eleitores melhores opções para a escolha daqueles que deverá representá-los tanto no Poder Legislativo como nos Executivos, nas esferas federal e estaduais. Sem querer copiar slogan de qualquer candidato, na verdade está ficando provado que "o povo pode mais". A informação está no site do jornalista Claudio Humberto.

Partidos políticos & Partidos 'nanicos'

Os bons artigos e comentários podem e devem ser lidos e passados adiante. Este é o caso do blog Coisas da Política, cujo artigo de Villas-Bôas Corrêa, transcrito a seguir, faz duras críticas ao exagerado número de partidos políticos existente no Brasil, entre os quais aqueles denominados "nanicos" não servem nada mais do que legendas de aluguel. Por este blog concordar com a opinião do autor, apresentamos o mesmo ao conhecimento dos nossos possíveis leitores:

 

Herança mofina da Redentora

 

Das cinco últimas campanhas presidenciais, desde o enterro de pobre em caixão de pinho da ditadura militar dos 21 anos do rodízio dos cinco generais presidentes – em 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006 – esta para a eleição do sucessor dos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bate todos os recordes. Pelo menos até quando afinal começaram os debates entre os candidatos que se distraíam em passeatas, banquetes, futricas e fofocas, com um olho nas pesquisas das intenções de voto e outro nos truques para engambelar o eleitor.

Do voto para valer, só agora começaram a cuidar: os debates, o horário de propaganda nas redes de rádio e televisão reclamam especial cautela para evitar a repetição de bobagens e bazófias de madames que capricham nos cortes e pinturas dos cabelos e na elegância dos vestidos e calças, mais do que do debate de programas, ideias e propostas. E de lero-lero estamos até o gogó.

Deixamos escapar por entre os dedos o momento exato para a fogueira da herança maldita da Redentora dos 21 anos da ditadura militar na Constituinte de 1988 e nas suas muitas emendas. A começar pela remontagem do modelo clássico no confronto entre governo e oposição. Como ficou mais fácil do que comprar um purgante na farmácia criar um partido, o inchaço produziu o monstrengo que parece colcha de retalhos pendurada nos fundos do quintal. E a troca de partido como quem troca a cueca depois do banho foi deformando os partidos em motéis de beira de estrada que aceitam hóspedes, por hora ou por uma noite, sem pedir identificação.

No forró do adesismo de campanha, como agora, as mais extravagantes alianças expõem a mixórdia do varejo regional, em que os conchavos municipais e estaduais, â vista ou por baixo do pano, denunciam a sopa rala das siglas.

O exercício da democracia exige a límpida distinção entre governo e oposição. E no rigor ortodoxo com a decisão entre dois candidatos: do lado de cá e do lado de lá. Francamente, é uma extravagância como a candidata estreia no palco iluminado da campanha eleitoral de aspirante à Presidência da República. Hospedada em legenda de aluguel, sem biografia ou militância. Mudar de penteado ou estrear um vestido a cada dia não é exatamente militância partidária.

E, se o presidente da República é o líder do seu partido e passa metade do mandato viajando pelo mundo e poucos dias e horas no seu gabinete, sem ler ou despachar um papel, é estranho que disponha de vagares para cabo eleitoral da candidata Dilma Rousseff – que nunca viu o voto.

6 de agosto de 2010

Mais de 100 barrados pela Lei da Ficha Limpa


O site Congresso em Foco atualizou a lista que divulga os nomes dos candidatos que tiveram seus pedidos de registro de candidaturas indeferidos pelos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), com base na Lei da Ficha Limpa. São eles:

Acre
  1. Francisco Rodson dos Santos Souza (Pastor Rodson - PR), deputado federal
  2. Francisco Vagner de Santana Amorim (Deda - PP), deputado estadual
  3. Jairo Cassiano Barbosa (PDT), deputado federal
  4. José Bestene (PP), deputado estadual
  5. José Altamir Taumaturgo de Sá (PRP), deputado estadual
  6. Romildo Magalhães da Silva (PSC), deputado estadual
  7. Vilseu Ferreira da Silva (PP), deputado estadual

Alagoas
  1. Alberto José Mendonça Cavalcante (PSB), deputado estadual
  2. Eduardo Macedo Holanda (Dudu Holanda - PMN), deputado estadual
  3. João Beltrão (PRTB), deputado estadual
  4. Neno da Laje (PRTB), a deputado estadual
  5. Ronaldo Lessa (PDT), governador

Amapá
  1. Marta Magno Barroso (PSC), deputado estadual

Ceará
  1. José Gerardo Oliveira de Arruda Filho (Zé Gerardo) (PMDB), deputado federal
  2. Manoel Salviano Sobrinho (PSDB), deputado federal
  3. Cirilo Antonio Pimenta Lima (PSDB), deputado estadual
  4. José João Alves Almeida (PTN), deputado estadual
  5. Perboyre Silva Diógenes (PSL), deputado estadual
  6. Jesuíno Rodrigues de Sampaio Neto (PSDB), deputado estadual
  7. Adler Primeiro Damasceno Girão (PR), deputado federal
  8. Ronaldo Cesar Feitosa Alexandrino Cidrão (PR), deputado estadual
  9. Maria Bethrose Fontenele Araújo (PRP), deputado estadual
  10. Francisco Edilmo Barros Costa (PR), deputado estadual
  11. José Ilário Gonçalves Marques (PT), deputado federal
  12. José Wilson Alves Chaves (PP), deputado estadual
  13. Luiz Ximenes Filho (DEM), deputado estadual
  14. Francisco Carlos Macedo Tavares (PSB), deputado estadual
  15. Antonio Luiz de Araujo Menezes (PMDB), deputado federal
  16. Antonio Marcelo Teixeira Souza (PR), deputado federal
  17. José Evangelista Filho (PSDC), deputado estadual
  18. Eduardo Florentino Ribeiro (PSDC), deputado estadual
  19. Cirilo Antonio Pimenta Lima (PSDB), deputado estadual
  20. Felipe Aguiar Fonseca da Mota (PR), deputado estadual
  21. Eugenio Rabelo (PP), deputado federal
  22. Francisco das Chagas Rodrigues Alves (PSB), deputado estadual
  23. Antonio Roque de Araújo (Sineval Roque) (PSB), deputado estadual
  24. Francisco Rubens de Castro Maia Júnior (PV), deputado federal

Distrito Federal
  1. Joaquim Roriz (PSC), governador

Espírito Santo
  1. Luiz Carlos Moreira (PMDB), deputado estadual
  2. Marcelino Fraga (PMDB), deputado estadual
  3. Roberto Valadão (PMDB), deputado estadual
  4. Gilson Gomes (PSDC), deputado estadual
  5. José Carlos Gratz (PSL), senador
  6. Vasco Alves de Oliveira Junior (PSB), deputado estadual

Mato Grosso
  1. Gilmar Donizete Fabris (DEM), deputado estadual
  2. Pedro Henry (PP), deputado federal

Mato Grosso do Sul
  1. Eder Moreira Brambilla (PTN), deputado estadual
  2. Isoli Paulo Fontoura (PV), deputado federal

Minas Gerais
  1. Adicio Dias Soares (PTN), deputado federal
  2. Alfredo Pastori Neto (PSL), deputado federal
  3. Athos Avelino (PPS), deputado estadual
  4. Carlinhos Bouzada (PCdoB), deputado estadual
  5. Carlos Alberto Pereira (PDT), deputado federal
  6. Eduardo dos Santos Porcino (PV), deputado estadual
  7. Francelino Silva Santos (PTdoB), deputado estadual
  8. José Fuscaldi Cesílio (Tatico) (PTB), deputado federal
  9. Leonídio Henrique Correa Bouças (PMDB), deputado estadual
  10. Maria Lúcia Mendonça (DEM), deputada estadual
  11. Patrícia dos Santos Martins Rocha (PMN), deputada federal
  12. Pinduca Ferreira (PP), deputado estadual
  13. Ronaldo Canabrava (PMN), deputado estadual
  14. Silas Brasileiro (PMDB), deputado federal
  15. Wellington José Menezes Alves (PCdoB), deputado estadual
  16. Wellington Magalhães (PMN), deputado estadual

Pará
  1. Delvani Balbino dos Santos (PMDB), deputado estadual
  2. Antônio Armando (PSDB), deputado estadual
  3. José Fernandes de Barros (PRB), deputado federal
  4. Roselito Soares da Silva (PR), deputado estadual

Paraíba
  1. Cássio Cunha Lima (PSDB), senador
  2. João Marques Estrela e Silva (PDT), deputado federal
  3. Salomão Benevides Gadelha (PMDB), deputado estadual
  4. Jacó Maciel (PDT), deputado estadual
  5. Osvaldo Venâncio dos Santos Filho (PSL), deputado estadual
  6. Leomar Benício Maia (PTB), deputado estadual
  7. José Carlos de Souza (PP), deputado estadual

Paraná
  1. Alessandro Meneguel (DEM), deputado estadual
  2. Carlos Roberto Scarpelini (PP), deputado federal
  3. Erivan Passos Da Silva (PRTB), deputado estadual

Pernambuco
  1. Charles Lucena (PTB), deputado federal
  2. Malba Lucena (PTC), deputado estadual
  3. Jacilda Urquisa (PMDB), deputada estadual

Rio de Janeiro
  1. Alexandre Mocaiber (PSB), deputado estadual
  2. Darlei Braga (PMDB), deputado federal
  3. Neilton Mulim (PR), deputado federal
  4. Arnaldo França Vianna (PDT), deputado federal
  5. Benedito Wilton de Morais (Broder - PSB), deputado estadual (conseguiu liminar mas foi indeferido por falta de documentos)
  6. José Bonifácio Ferreira Novellino (PDT), primeiro-suplente de senador
  7. Narriman Felicidade Correa Faria Zito dos Santos (PRB), deputado estadual

Rio Grande do Sul
  1. Adão Moacir Gegler (PTC)
  2. Simone Janson Nejar (PTB)
  3. Luiz Carlos dos Santos Olympio Mello (PSDB)
  4. Reinaldo Antônio Nicola (PDT)
  5. Luiz Carlos Repiso Riela (PTB)

Rondônia
  1. Altamiro Souza da Silva (PMN), deputado estadual
  2. Daniela Santana Amorim (PTB), deputada federal
  3. Ernandes Amorim (PTB), deputado estadual
  4. Expedito Junior (PSDB), senador
  5. Irandir Oliveira Souza (PMN), deputado estadual
  6. Ivo Cassol (PP), senador
  7. Jair Miotto (PPS), deputado estadual
  8. Marcos Donadon (PMDB), deputado estadual
  9. Natan Donadon (PMDB), deputado federal
Caberá sempre ao eleitor de cada Estado decidir se quer eleger ou reeleger qualquer um deles, caso tenham seus recursos acatados, depois de se comprovar que são "fichas sujas" e por isso indignos de representar o povo em qualquer tipo de cargo eletivo.

5 de agosto de 2010

Todos os já barrados pela Ficha Limpa


O site Congresso em foco está divulgando os nomes cujas candidaturas que foram até agora indeferidas com base na Lei da Ficha Limpa. São eles:

Alagoas
Alberto José Mendonça Cavalcante (PSB), candidato a deputado estadual

Amapá
Marta Magno Barroso (PSC), candidata a deputado estadual

Distrito Federal
Joaquim Roriz (PSC), candidato a governador

Espírito Santo
Luiz Carlos Moreira (PMDB), candidato a deputado estadual
Marcelino Fraga (PMDB), candidato a deputado estadual
Roberto Valadão (PMDB), candidato a deputado estadual

Mato Grosso
Pedro Henry (PP), candidato a deputado federal

Mato Grosso do Sul
Eder Moreira Brambilla (PTN), candidato a deputado estadual
Isoli Paulo Fontoura (PV), candidata a deputado federal

Minas Gerais
Adicio Dias Soares (PTN), candidato a deputado federal
Alfredo Pastori Neto (PSL), candidato a deputado federal
Athos Avelino (PPS), candidato a deputado estadual
Carlinhos Bouzada (PCdoB), candidato a deputado estadual
Carlos Alberto Pereira (PDT), candidato a deputado federal
Eduardo dos Santos Porcino (PV), candidato a deputado estadual
Francelino Silva Santos (PTdoB), deputado estadual
José Fuscaldi Cesílio (Tatico) (PTB), candidato a deputado federal
Leonídio Henrique Correa Bouças (PMDB), candidato a deputado estadual
Maria Lúcia Mendonça (DEM), candidata a deputada estadual
Patrícia dos Santos Martins Rocha (PMN), candidata a deputada federal
Pinduca Ferreira (PP), candidato a deputado estadual
Ronaldo Canabrava (PMN), candidato a deputado estadual
Silas Brasileiro (PMDB), candidato a deputado federal
Wellington José Menezes Alves (PCdoB), candidato a deputado estadual
Wellington Magalhães (PMN), candidato a deputado estadual

Pará
Delvani Balbino dos Santos (PMDB), candidato a deputado estadual

Paraíba
Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato a senador

Paraná
Alessandro Meneguel (DEM), candidato a deputado estadual
Erivan Passos Da Silva (PRTB), deputado estadual

Rio de Janeiro
Alexandre Mocaiber (PSB), deputado estadual
Darlei Braga (PMDB), deputado federal
Neilton Mulim (PR), candidato a deputado federal

Rondônia
Altamiro Souza da Silva (PMN), candidata a deputado estadual
Daniela Santana Amorim (PTB), candidato a deputada federal
Ernandes Amorim (PTB), candidato a deputado estadual
Irandir Oliveira Souza (PMN), candidato a deputado estadual
Ivo Cassol (PP), candidato a senador
Jair Miotto (PPS), candidato a deputado estadual
Marcos Donadon (PMDB), candidato a deputado estadual
Natan Donadon (PMDB), candidato a deputado federal

Por partido, os 40 "Fichas Sujas" estão assim distribuídos:

PMDB – 9
PMN – 5
PP -3
PTB – 3
PSB – 2
PSC – 2
PTN – 2
PV – 2
PPS – 2
PC do B – 2
DEM – 2
PSL – 1
PDT – 1
PT do B – 1
PSDB – 1
PRTB – 1
PR - 1

'No Brasil o crime compensa'

Uma das práticas mais corriqueiras dos blogueiros é, sem dúvida, ler as postagens dos demais, principalmente aqueles que tenham afinidade com os temas abordados em seu blog. Outro costume é o de fazer comentários com sua opinião sobre aquele assunto. No entanto, há ocasiões em que o comentário é pouco, preferindo-se trazer determinada postagem ao conhecimento daqueles que lhes dão o privilégio da leitura do que escreve. Agora mesmo, no auge do noticiário sobre a "punição" a dois magistrados que simplesmente vendiam sentenças favoráveis a pessoas fora da lei, cujo "castigo" é uma aposentadoria compulsória, mas com direito a vencimentos integrais, no caso dos dois, de R$ 25 mil e R$ 24 mil, prefiro trazer ao conhecimento de todos a postagem de João Bosco Leal com o título acima, trazendo veementes críticas a esse extranho critério de se punir a quem prefere ficar do lado errado da Lei;


No Brasil o crime compensa


O país todo soube, há pouco tempo, que um criminoso julgado, condenado e preso possui direito a um auxílio reclusão, que, a partir de 1º de janeiro de 2010, passou a ser de R$ 798,30.


Como se pode entender que o trabalhador brasileiro que ganha um salário mínimo, sai de casa ainda escuro, percorre um longo trecho de ônibus, trens, metrôs ou outros meios de transporte para chegar ao seu local de trabalho e só retorna ao lar à noite, após fazer o mesmo percurso de volta, receba, ao final do mês, menos que um preso, que, além de condenado, nada fez durante o mês?


Alguns meses atrás 10 juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de MT foram aposentados compulsoriamente, acusados de desvios de dinheiro do Tribunal para uma entidade privada. Também em Minas Gerais, Amazonas, Paraná e Pernambuco outros juízes foram aposentados compulsoriamente, por outros motivos, mas sempre por condutas contrárias à dignidade e honra das funções de magistrado que exerciam.


Agora um ministro do Superior Tribunal de Justiça e o ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região foram aposentados compulsoriamente, acusados de vender sentenças para beneficiar empresas do ramo do jogo com máquinas caça-níqueis. Os proventos que receberão como aposentados são proporcionais ao que recebiam enquanto exerciam o cargo, cerca de R$ 25 mil. Um belo salário para quem está sendo acusado de defender o interesse de bandidos.


Começo então a questionar os motivos que levam o legislador brasileiro a entender que um condenado, além do que já custa ao estado como detento e nada produzir na prisão, deve ainda ter o direito a um “auxílio”. E, pior ainda que isso, que esse “auxílio” seja maior que o salário mínimo vigente no país.


Que justiça é essa que acata uma lei como essa e que, quando julga seus pares e os condena à maior pena possível aplicada a um magistrado, o aposenta compulsoriamente com vencimento integral, quando o trabalhador brasileiro, que nenhum crime cometeu, é aposentado pela média do que contribuiu nos últimos quinze anos?


Que justiça é essa que condena o juiz Nicolau dos Santos Neto, mais conhecido por Lalau, por superfaturar obras da construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, e Georgina de Freitas, maior fraudadora do INSS, à cadeia, os faz cumprir pena, liberta-os, mas não os faz devolver o dinheiro desviado? Quanto custou aos cofres públicos os atos secretos do Congresso Nacional? Quem reembolsará o país? O presidente do senado José Sarney sequer responde aos questionamentos do Ministério Público sobre o assunto.


Seu filho Fernando Sarney teve R$ 13 milhões bloqueados no exterior por suspeita da Polícia Federal de serem recursos desviados de obras do PAC e o jornal O Estado de São Paulo, que fez a primeira denuncia sobre o caso, está censurado há mais de um ano. Todo o dinheiro que já se conseguiu provar que Paulo Maluf tem no exterior sem origem clara continua longe dos cofres públicos, assim como nos casos antes mencionados.


Notícias como essas, divulgadas pela imprensa brasileira, acabam por levar a crer que, no Brasil, o crime compensa.


Este artigo de João Bosco Leal foi publicado nos seguintes veículos de comunicação: site do jornal Dia Dia, de Três Lagoas, MS, e no blog Libertatum.