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11 de maio de 2013

Na mídia tem muita notícia ruim, mas Governo diz que o País está muito bem

  • Não têm sido nada agradáveis as notícias nos últimos dias. Tem coisas ruins em todas as áreas, desde os atropelamentos diários de ciclistas, vítimas de motoristas de ônibus até por culpa deles próprios, passando prisões de agentes públicos pela prática do ‘esporte’ favorito deles, desvio de dinheiro em benefício deles. Também tomamos conhecimento de que uma decisão tomada esta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF), analisando um embargo de declaração anulou uma sentença de um deputado federal já condenado em 2010, sinal claro do que poderá ocorrer no julgamento dos embargos apresentados pelos 25 réus condenados pelo STF no julgamento do ‘Mensalão do PT’, quando a sociedade poderá assistir uma mudança no quadro tão comemorado, que seria a prisão de alguns figurões do PT, sendo o principal deles o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que foi uma espécie de ‘primeiro-ministro no início do governo do ex-presidente Lula. Reforçando essa hipótese tivemos declarações dos ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes admitindo que o mesmo possa ocorrer com os mensaleiros;
  • Pior que tudo isso, no entanto, é a ameaça do fantasma da inflação, observada de modo bem evidente nos supermercados, com perigosa escalada nos preços dos gêneros alimentícios. Enquanto isso, o Governo usa o horário de propaganda política do PT na TV e no rádio, escalando vários ministros para dizer, no horário nobre, que tudo está sob controle e que o País caminha para se tornar uma autêntica Suíça em termos de qualidade de vida e saída da pobreza de milhões de brasileiros. A maioria destes, por sua vez, acredita estar vivendo num mar de rosas, pois tem TV de LCD, uma série de eletrodomésticos em casa, viaja de avião, mas não observando que está a cada dia comprando menos alimento, pois passa a procurar alternativas de menor preço. Some-se a esses os beneficiários de programas como o Bolsa Família, que acham que a vida está boa para eles;
  • Mas vamos continuar acreditando que está indo muito bem por aqui. Afinal, desde os tempos de Lula e agora com Dilma Rousseff assistimos o Brasil perdoar dívidas de vários países em bilhões de dólares e ainda vemos o País financiando milhões de dólares em obras em vários países, como a mais recente notícia, que á a de obras em aeroportos de Cuba, como se os nossos estivessem em nível de primeiro mundo. Mas isso já será resolvido em breve, pois o Governo vai privatizar alguns dos nossos aeroportos, entre eles o Internacional do Rio de Janeiro. E aí ficamos sabendo que para os petistas ‘privataria’ não é mais pecado. Só no tempo de FHC.

8 de maio de 2013

Será que Cuba tem tanto médico bom para exportar seis mil deles para o Brasil?

  • Fatos dos mais comentados nos últimos dias é o que foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informando que serão contratados 6 mil médicos cubanos com o objetivo de cobrir o déficit desses profissionais principalmente no interior do País, em especial nas regiões mais carentes. A primeira questão levantada é sobre qual seria o custo dessas contratações. Qual seria a remunerações desses profissionais, quem pagaria seus passagens e como seria garantida a moradia deles? Será que Cuba, uma ilha com população de 11 milhões de habitantes, tem tantos médicos disponíveis para exportar. Qual a qualidade deles e como seria comprovada a experiência dos mesmos no exercício da Medicina? Há muita coisa que necessita ser mais bem explicada;
  • O que se sabe é que não há falta de médicos no Brasil a ponto de haver necessidade de se contratar estrangeiros para trabalhar no interior. O que existe é falta de estímulo para que milhares dos que estão concentrados nos grandes centros urbanos se disponham a migrar para as regiões mais carentes da presença dos mesmos. Afinal, existem no País quase 200 faculdades de Medicina, formando novos profissionais a cada ano letivo;
  • A imensa maioria fica nas grandes cidades, onde encontram melhores condições de trabalho. No interior, a maioria dos hospitais públicos é de péssima qualidade e oferecem salários muitas equivalentes ao custo de meia dúzia de consultas em consultórios particulares. Mesmo assim, a grande maioria dos que atuam nos grandes centros ainda se vinculam a planos de saúde, que remuneram uma consulta com valor de aproximadamente R$ 50,00, que somados aos atendimentos particulares dão aos médicos uma remuneração mais ou menos aceitável;
  • Junte-se a tudo isso o agravante da má qualidade do ensino de Medicina em Cuba, fato comprovado nos exames de revalidação do diploma de 182 médicos cubanos realizados no ano passado, quando apenas 20 foram aprovados, ou sejam 10,9% dos pretendes a exercer a Medicina no Brasil. Outra dúvida que paira no ar é sobre a contratação ser exatamente de médicos de Cuba, país que tem recebido vultosa ajuda financeira do Brasil, a tal ponto das mesmas serem consideradas sigilosas pelo Governo, escondendo algo de que não se sabe a razão. Não diremos aqui que estejamos assistindo o início da implantação de um sistema de saúde com viés comunista, como alguns já dizem, mas deve haver médicos com mais qualidade em outros países;
  • O importante é que o o Governo Federal através do Ministério da Saúde crie meios para os médicos brasileiros recebam estímulo para avançar em direção ao interior, mas que não seja para bancarem heróis ou passarem a viver em condições precárias apenas pelo bem da humanidade.

7 de maio de 2013

Mais um menor assume crime hediondo e vai ficar livre em três anos

  • Continua em evidência a discussão sobre a redução (ou não) da maioridade penal no Brasil. Muita gente acha que necessário haver uma mudança na atual legislação, pois é inconcebível que um menor que a partir dos 16 anos pode votar e escolher os membros dos poderes Executivo e Legislativo, mas que se cometer qualquer tipo de crime, incluindo-se aí assassinatos com requintes de crueldade, somente fica apreendido por no máximo três anos, em casa especializada em ressocialização de menores infratores. Isso é estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA (famosa expressão de nojo que era utilizada no Nordeste e que se espalhou pelo País), e já está sendo aproveitado por quadrilhas, que se utilizam de menores de 18 anos para assumirem a autoria de crimes, ficando os verdadeiros criminosos com participação secundária em cada evento;
  • Nos últimos dias vários crimes violentos aconteceram e meninos assumiram a responsabilidade pelos mesmos. Hoje aparece um garoto de 16 anos confessando ser o autor do assalto em um ônibus acrescido de estupro praticado em uma passageira. E mais, o menor já teria outro evento em sua ‘carreira’ de bandido. Lemos hoje no blog de Reinaldo Azevedo fortes críticas aos políticos que são contrários a qualquer alteração na maioridade penal, quando a sociedade está se manifestando contra a manutenção do critério atual. A maioria acha que é hora de se fazer algo para coibir os abusos que vêm sendo praticados por bandidos ‘di menor’;
  • Chega disso. Não é mais possível que essa situação perdure. É necessário que se crie uma legislação estabelecendo escalonamento de penas de acordo com o grau do crime cometido, bem como que se crie também locais adequados para o período de ‘apreensão’ dos menores criminosos. Que tal roubarem menos dinheiro público com superfaturamento de obras e serviços e de propinas e investir na segurança do povo? A sociedade ficaria muito grata.

5 de maio de 2013

A Copa de 2014 faz muita gente ganhar dinheiro, e ainda restarão os 'elefantes brancos'

  • Quando se aproxima a Copa das Confederações e os estádios onde ela será disputada começam a ser inaugurados ou testados, a cada dia ficam mais evidentes os protestos contra os gastos nas construções de cada um, principalmente daqueles que receberam recursos vindos de financiamentos em especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Alguns críticos chegam ao ponto de pedir o cancelamento da Copa do Mundo do ano que vem, algo impossível de acontecer agora, pois a repercussão seria muito pior, uma vez que as seleções já classificadas e até alguns em vias de classificação de tão organizadas estão até escolhendo locais para treinamento e hospedagem. E o problema da Fifa seria maior ainda para escolher uma nova sede cerca de um ano antes da data prevista para a abertura da competição;
  • Como tem Poder Público e, por consequência, políticos envolvidos, não é difícil se admitir que muitos ‘malfeitos’ aconteceram e acontecem, destacando-se as denúncias sobre superfaturamento e de propinas de altíssimo valor sendo distribuídos a alguns privilegiados. Alguns estádios foram projetados num determinado valor que está sendo reajustado, em alguns casos em até 50%. Tivemos também casos como o do novo estádio do Corinthians, o ‘Itaquerão’, que teve como principal padrinho o ex-presidente Lula, torcedor do clube paulista, que foi projetado em R$ 800 milhões, mas que ficará pronto ao custo de cerca de R$ 1 bilhão e 200 mil, isso quando uma reforma do está Morumbi, do São Paulo Futebol Clube ficaria no máximo em R$ 500 milhões. Lula entrou no circuito, fez o BNDES financiar grande parte da obra e seu clube de coração passa a ter um estádio, algo que lhe faltava levando-se em conta o tamanho de sua torcida;
  • Mas o pior está na construção de verdadeiros ‘elefantes brancos’ em algumas cidades escolhidas para sede na Copa de 2014, cuja lotação obedece aos critérios da Fifa, mas que nunca ficarão cheios depois da competição, nem mesmo numa decisão de título regional, isso por causa do tamanho das torcidas dos principais clubes de cada um desses estados. Hoje tomamos conhecimento de que pelo menos quatro cidades sedes os futuros ‘elefantes brancos’ apresentam números que tornam os investimentos feitos nas novas ‘arenas’, como a maioria vai se chamar, chegam às raias de verdadeiros escândalos;
  • O Estádio Nacional de Brasília (DF), o Mané Garrincha, que a Fifa quis mudar o nome, custou cerca de R$ 1 bilhão, com 71 mil lugares, e que teve uma média de público este ano 844 pagantes no Campeonato Brasiliense; a Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), custou R$ 519 milhões, com 43 mil lugares, teve no Campeonato Mato-grossense com média de 612 torcedores pagando ingresso; a Arena da Amazônia, antigo Estádio Vivaldo Lima, teve um custo de R% 529 milhões, com 44 mil lugares, para um público que teve média de 588 pagantes no Campeonato Amazonense de 2013; e a Arena das Dunas em Natal (RN), que substitui o antigo Machadão, custou R$ 350 milhões, tem 45 mil lugares, e o estado tem dois clubes na Série B do Campeonato Brasileiro, mas estes ainda não chegaram a um acordo sobre qual deles utilizará o novo estádio;
  • Acrescente-se a tudo isso o montante das obras que serão realizadas no Rio de Janeiro com vistas aos Jogos Olímpicos de 2016, quando ficamos sabendo que muitos dos equipamentos construídos para o Pan-americano de 2007, que seriam aproveitados na Olimpíada, mas que agora estão sendo descartados e até demolidos, pois não obedeceram às regras do Comitê Olímpico Internacional (COI). Vemos, então, que nossos governantes  continuam fazendo vista grossa ou até mesmo participando desse verdadeiros assaltos ao dinheiro público com superfaturamentos e recebimento de propinas. E era o PT que proclamava ao longo de quatro eleições que se chegassem ao Poder esse tipo de coisas não aconteceriam mais. No entanto, acabamos de ver a presidente Dilma fazendo propaganda de uma horrível Caxirola, algo que nada tem a ver com o comportamento das torcidas brasileiras, mas que certamente Carlinhos Brown e outro estavam muito interessados em ver aquilo sendo comercializado. Ainda bem que a poderosa Fifa proibiu.

4 de maio de 2013

Lugar de 'mensaleiro' condenado é na cadeia. Chega de brincadeira!

  • Já é por demais conhecida a tática da maioria dos criminosos sempre negar que tenha cometido qualquer tipo de delito, por mais que haja provas e evidências da autoria dos malfeitos. Então, era de se esperar que os 25 condenados no julgamento do ‘Mensalão do PT’ agissem da mesma forma na apresentação de seus embargos. No entanto, a maioria deles ultrapassa os limites da lógica e do bom senso, apresentando não só argumentos de defesa e de tentativas de atenuar os níveis de suas sentenças, mas até fazendo exigências absurdas, como a de José Dirceu, reivindicando redução de sua pena de 10 anos e 10 meses de prisão e ainda exigindo a troca do relator do processo, nada menos que o ministro Joaquim Barbosa. Essa hipótese existe, mas depende de interpretação dos magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF);
  • Essas coisas irritam e tiram a paciência de muitos brasileiros, a cada dia mais consciente de que os políticos precisam mudar de atitude e comportamento. As redes sociais certamente terão grande influência nas eleições do ano que vem. Não dá mais para se tolerar tanta ‘cara de pau’ por parte dos políticos. Que sabem da morosidade de nossa Justiça e conhecem os macetes que advogados experientes sabem utilizar para postergar ao máximo uma decisão, muitas vezes conseguindo alcançar prazo de prescrição dos crimes. Acontece que esses advogados cobram altos honorários, mas os políticos que praticaram ‘malfeitos’ sempre dispõem de recursos financeiros para contratá-los, é quase sempre estão às voltas com envolvimento em avanço no dinheiro público, razão pela qual vão a julgamento;
  • No caso do ‘Mensalão do PT’, a maioria da população apoiou as decisões do STF e espera ver os mensaleiros atrás da grades o quanto antes, tal como ocorre que pessoas do povo quando cometem crimes principalmente de roubo, como foi o caso dos implicados naquele que é considerado o maior escândalo político do País. Quer queiram ou não, lugar de ladrão é na cadeia. Enquanto o Supremo não decide, ficam, principalmente os petistas revoltados com seus líderes ‘mensaleiros’ estando próximos de ficarem atrás das grades, maquinando esvaziar nossa Corte maior, com projetos absurdos, que certamente não chegarão a ser aprovados por pressão da opinião pública. Chega de brincadeira! Cadeia para os ‘mensaleiros’!

3 de maio de 2013

Pagar Imposto de Renda faz você se sentir assaltado e também assaltante de si mesmo

  • Há algum tempo somente era possível ler artigos de Cora Rónai num caderno semanal de informática que o jornal ‘O Globo’ às segundas-feiras. O caderno acabou, mas ela continuou escrevendo no jornal, e sobre vários assuntos. Ontem ela estava inspiradíssima e começou seu artigo assim: “Hoje eu queria escrever uma crônica bem levinha, que deixasse todo mundo de bom humor, mas está difícil. Passei as últimas horas às voltas com o Imposto de Renda, e tive o desgosto de constatar que um terço do que ganho vai para o governo. Como todo mundo, eu também já sabia disso, mas uma coisa é encontrar descontos mensais no contracheque, e outra, bem diferente, é ver ali, na tela, o total que mando para Brasília. Claro que aí não estão incluídos outros impostos, como o ISS ou o famigerado ICMS, que levam boa parte do que gasto. A sorte é que não sou boa de matemática e não sei calcular quanto isso dá por ano, ou corria o risco de ficar seriamente deprimida ao descobrir que, na minha conta, entra menos da metade do que recebo”;
  • Prosseguindo, Cona Rónai continuou ‘amaldiçoando’ o IR e, de modo bastante irônico mau mais essa: “O que me consola é saber que este dinheiro todo será empregado de forma séria e judiciosa, garantindo aos brasileiros bons serviços, boa educação e um sistema de saúde próximo da perfeição, conforme constatou o ex-presidente Lula (antes de ir se tratar num hospital particular, mas isso são outros quinhentos). Fico reconfortada em saber que estou contribuindo para que se paguem salários de R$ 15 mil para os cidadãos que servem cafezinho no Congresso, o que é sinal de que somos um país rico e poderoso: assim mostramos à península escandinava do que somos capazes. Toma, Noruega!”;
  • Em seu artigo, Cora continua mandando ver, quando comenta sobre o que ganham nossos parlamentares, e parte outra vez para a ironia: “Quando eu morava em Brasília, me explicaram que é muito importante que os homens públicos tenham excelentes salários para que não caiam na tentação de se corromperem. Foi bom ter aprendido isso, caso contrário eu poderia fazer mau juízo deles. Já pagar a aposentadoria da Roseana Sarney não chega a ser uma alegria, mas reconheço que ela fez por merecer. Afinal, trabalhou seis anos inteiros no Congresso, naquele ambiente que é, notoriamente, o lugar mais podre do país”;
  • Mais adiante, ela vai mais longe, quando se declara que, por causa do Imposto de Renda, se sente como assaltada, mas também como assaltante de si mesma, quando narra: “Uma vez fui assaltada a mão armada. Um marginal tão marginal que poderia interpretar marginais no cinema levou as nossas bolsas, enquanto seus comparsas limpavam os cidadãos e os carros vizinhos. A sensação de impotência foi horrível: o que se pode fazer diante de uma arma? Pois apesar de estar em casa, em suposta segurança, a sensação que tive ao preencher a declaração de imposto de renda foi pior. O assalto é um ato completo em si mesmo. Ele não depende de nós e, com alguma sorte, não se repete. Não vemos o destino do nosso dinheiro e, com o tempo, esquecemos o que nos levaram”;
  • Por fim, Cora Rónai despacha toda sua crítica sobre tudo isso afirmando: “Preencher a declaração de imposto de renda, porém, é uma violência que praticamos contra nós mesmos, como se fossemos simultaneamente assaltante e assaltado: apontamos a arma para as nossas próprias cabeças indignadas e fazemos a limpa. Não temos outra opção. Temos que juntar uma papelada seiscentista e perder um tempo precioso, informando ao governo quanto ele pode levar: “Olhaí, seu ladrão, nessa bolsa tem duzentas pratas, ticket de refeição, um talão de cheques, dois cartões de crédito, óculos Rayban...” Com a agravante de que, se não praticarmos o assalto muito bem assaltado, ainda corremos risco de levar multa e sermos ainda mais depenados”.
  • O melhor de tudo é quando ela diz: "Apenas me sinto otária — muito otária! — em pagar impostos suecos por serviços dignos do Afeganistão". Mas pior é que Cora Rónai está certíssima.