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18 de abril de 2013

O povo não aguenta mais ver tanto roubo de dinheiro público

  • Muitas vezes pessoas que sequer conhecemos falam ou escrevem coisas sobre as quais nós também falaríamos ou escreveríamos. Volta e meia encontramos cartas de leitores publicadas em jornais com as quais concordamos inteiramente, como é o caso da que hoje está publicada na seção ‘Dos Leitores’, do jornal carioca ‘O Globo’, expondo a opinião da leitora Maria Lúcia de Souza Gutierrez, do Rio: “O governo vive a assinar papéis em prol de benesses populistas. Convoca a mídia, sorri nas fotos e, enfim, mais um olhar para os desafortunados. Isso feito, lavam-se as mãos. Mas, e o ato contínuo? Quem é que coordena os próximos passos? Ninguém sabe. O que se sabe é que tais benesses seguem sempre o mesmo caminho: são alvo de fraudes, irregularidades, desvios de dinheiro público, disse me disse, acusações, negações e, enfim, nada”. Complementando, a leitora enfatiza: “Aconteceu com o Bolsa Família, o PAC, o Enem, e, agora, com o Minha Casa Minha Vida, só para resumir. E, ainda, temos réus petistas, já condenados, mas que, frutos da lentidão de uma justiça “à brasileira”, seguem acobertados pelos recursos do partido e, para surpresa geral, exercendo, sem cerimônia, suas antigas funções. A sociedade reclama o desdobramento disso. Quem vai ser preso, devolver o dinheiro ou ficar desempregado? Pode ser? Estaremos sempre aguardando o dia seguinte? Estamos impacientes. Queremos o final do filme”;
  • O mesmo tema também é abordado por ou leitor da mesma edição do jornal. José Luiz Villas-Bom, do Rio, que aborda as recentes notícias sobre fraudes no programa Minha Casa Minha Vida denunciadas pela mídia nos últimos dias. Ele diz: “O programa Minha Casa Minha Vida nunca foi bem das pernas. Ora não chegando sequer a 10% do projetado/entregue, ora colocando moradias sem infraestrutura e que se desmoronam a cada enxurrada. Enfim, rios de dinheiro sempre escoaram pelas mãos dos aloprados. A somar, o escândalo envolvendo ex-funcionário do Ministério das cidades, uma tal consultoria RCA e senhas da Secretaria Nacional de Habitação. Engrenagem afiada, tal qual no mensalão. Inquéritos e sindicâncias para quê? Sabem todos como funciona. Por que não punir exemplarmente desde o peixe grande? E ainda anunciam novas moradas com cerâmica?”;
  • Os dois leitores citados foram bem claros nas suas reclamações. Na verdade já passa do tempo de as autoridades tomarem enérgicas providências para acabar com esse monstruoso escoadouro de dinheiro público, algo que proporciona duplo prejuízo, pois se de um lado há o roubo do dinheiro proveniente de impostos pagos pelos cidadãos que devem receber de volta benefícios principalmente nas áreas de Educação, Saúde e Segurança, por outro lado, há também o prejuízo daqueles a quem se destinam os projetos não concluídos – ou mesmo os pessimamente acabados –, como é o caso do Minha Casa Minha Vida, cujo maior exemplo está nos imóveis construídos em Niterói (RJ) para as vítimas das chuvas no Morro do Bumba, que tiveram que ser demolidos por causa da impossibilidade se serem habitados, com o agravante de que outros imóveis do mesmo conjunto estariam nas mesmas condições;
  • Esses fatos precisam acabar o quanto antes. Se fazem parte de uma política de governo para beneficiar ‘companheiros’, cabe então aos eleitores dar um fim nisso mandando para casa, nas eleições do ano que vem, os atuais praticantes desse tipo de ‘malfeito’, a começar por quem os nomeia.

17 de abril de 2013

Partidos da 'base aliada' fazem o jogo do Governo para brecar novos partidos

  • A campanha eleitoral para a sucessão da presidente Dilma está a pleno vapor. Segundo alguns cientistas políticos a deflagração do processo foi precipitada por vários motivos, sendo um deles para que o eleitorado não tivesse dúvidas de que a atual presidente quer a reeleição e também para que alguns petistas 'baixassem a bola' do movimento que desejava ter Lula como candidato. Por força disso, outros nomes também foram jogados na mídia, muito embora alguns deles digam que não estão em campanha e até que não são candidatos, numa espécie de 'me engana, que eu gosto', pois estão realmente em plena campanha;
  • A campanha da presidente Dilma está bastante evidente, pois ela está viajando muito mais do que de costume, em muitos lugares acompanhada do ex-presidente Lula, cujo discurso é sempre voltado para comparações entre os governos do PT com o de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, isto porque os tucanos são adversários naturais dos petistas, que também não confirmam, mas o senador Aécio Neves (PSDB-MG) também está andando pelo Brasil inteiro,além de tentar amansar a reação do paulista José Serra, que pretende voltar a disputar uma vaga no Palácio do Planalto. Outros dois pré candidatos são o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, e Marina Silva, que está criando um novo partido, a Rede;
  • Para evitar que surjam forças de grupos políticos que possam criar dificuldades para a candidata Dilma, aconteceu a votação do projeto de lei que restringe o acesso ao Fundo Partidário e do tempo de rádio e TV para novos partidos. Um requerimento de urgência para votação da proposta, apresentada pelo deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), foi aprovado ontem pela Câmara. O projeto deve ser votado no início desta tarde pelos deputados. Esse projeto tem por objetivo criar embaraços para dois possíveis fortes candidatos, Eduardo Campos e Marina Silva, pois um novo partido, a Mobilização Democrática (MD) apoiaria o pernambucano a Rede já tem sua candidata;
  • Para garantir o repasse do Fundo Partidário e tempo no horário eleitoral gratuito, o PPS e do PMN aprovaram, nesta quarta-feira, a fusão dos dois partidos e dessa união nascerá a MD, reunindo, de início, 13 deputados federais, 58 deputados estaduais, 147 prefeitos e 2.527 vereadores. O novo partido promete fazer oposição ao Governo Federal. As direções dos dois partidos se reúnem ainda hoje, em Brasília, para confirmar a fusão e votar o novo estatuto partidário, que será registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A união entre as duas siglas foi aprovada, primeiro, pelo PMN, nessa madrugada. Depois foi a vez do PPS, que aprovou a fusão nesta manhã, por 62 votos a dois, durante congresso extraordinário. Em todo o país, os dois partidos somam 683.420 filiados;
  • Alguns deputados, como Alfredo Sirkis (PV-RJ) e Walter Feldman (PSDB-SP), alegam que o objetivo do projeto é inviabilizar o projeto político da ex-ministra Marina Silva, que colhe assinaturas para a criação de um novo partido, que deve se chamar Rede. Aliados de Marina, Sirkis e Feldman são nomes certos para a nova legenda da ex-candidata à Presidência da República, que obteve mais de 20 milhões de votos em 2010. De acordo com as leis que regulam os partidos políticos e estabelecem normas para as eleições (9.096/95 e 9.504/97), as verbas do Fundo Partidário são distribuídas da seguinte forma: 5% para todos os partidos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e 95% para os partidos com representação na Câmara, na proporção de seus votos. Já o horário eleitoral gratuito tem a seguinte divisão: 1/3 para todos os partidos e 2/3 para aqueles com deputados federais, ainda na mesma proporção dos parlamentares eleitos;
  • Pela proposta, não deverão ser consideradas quaisquer mudanças de filiação partidária entre os deputados para o cálculo dessas cotas. Ou seja, caso os parlamentares resolvam mudar de partido depois das eleições, seja a legenda já existente ou não, a distribuição inicial do Fundo Partidário e do horário eleitoral será mantida. Os partidos da 'base aliada' procuram por todos os meios inviabilizar a candidatura de Marina, que obteve expressiva votação em 2010, além de não aumentar a possibilidade de aumento de tempo na TV para Eduardo Paes com o apoio que receberia do MD. O tempo dirá se tudo isso valeu a pena, pois além dessas jogas Dilma também tem que prestar atenção à possibilidade de aumento considerável da inflação e queda no crescimento, pois sérios 'cabos eleitorais' para os candidatos oposicionistas.

16 de abril de 2013

Copa de 2014 e Jogos Olímpicos não podem nem devem mais ser cancelados

  • Muito se tem falado em especial nas redes sociais, com fotos, montagens, charges e comentários sobre o que se tem gastado de recursos públicos com a Copa do Mundo/2014 e os Jogos Olímpicos/2016. Há quem defenda que os mesmos deveriam ser cancelados porque o Brasil tem outras prioridades. Quando se confirmou que o Brasil faria a Copa e foi escolhido para sediar a Olimpíada, os aplausos foram gerais e a euforia tomou conta de grande maioria da população. Com a mentalidade dos nossos políticos, que foi adotada pelo PT, que nas campanhas de Lula dizia que seria um partido diferente no Poder, só poderia acontecer o que hoje assistimos, que é uma infinidade de obras superfaturadas como valores muito superiores aos previstos na época em que capa projeto foi aprovado;
  • No entanto, temos que convir o Brasil abrir mão e promover o cancelamento de qualquer um dos dois eventos seria como uma ‘emenda pior do que o soneto’. Além do lado imensamente negativo, de repercussão internacional sem precedentes, outros aspectos hão que ser considerados. E o que já foi gasto até agora, que retorno haveria? E os contratos em vigor, certamente com cláusulas que se descumpridas provocariam muitas vultosos, ou sejam, mas gastos;
  • De qualquer forma, ainda é tempo para que se estanque esse vazadouro de dinheiro. Não dá mais para voltar atrás. Também é preciso que a sociedade cobre dos responsáveis, na forma da lei, os ‘malfeitos’ praticados na construção ou reforma de cada estádio, de modo que sejam responsabilizados todos aqueles que se beneficiaram do dinheiro do povo, que é sempre quem paga a conta quando os cofres públicos são ‘assaltados’, como diariamente a imprensa noticia.

15 de abril de 2013

Os políticos só pensam em si mesmos e debocham do povo, que não reage

  • Há algum tempo o correspondente no Brasil do jornal espanhol “El País’, Juan Arias, chamou a atenção para o fato de que as passeatas do orgulho gay e as marchas dos evangélicos levavam milhões de pessoas ás ruas, mas poucos se dispunham a fazer manifestações contra a corrupção, principalmente aquelas que beneficiavam agentes públicos. No dia 11/7/2011 fizemos uma postagem sobre o assunto (Leia aqui). É mesmo de espantar essa falta de disposição de o povo reagir contra o verdadeiro deboche que os políticos vêm praticando contra a população, em especial os integrantes da malfadada ‘base aliada’ do Governo no Congresso Nacional. Sob a justificativa de se garantir a governabilidade, os mais improváveis acordos são firmados;
  • Mas por trás dessa ‘governabilidade’ estão acordos com vistas ao palanque da eleição do ano que vem. Quando se fala em palanque, o objetivo maior é a soma de tempo no horário obrigatório de propaganda no rádio e principalmente na TV. Há alguns anos, a tal propaganda ‘gratuita’ era a hora de se desligar a televisão, pois ninguém suportava aquela série de figuras aparecendo em sua casa pedindo votos e fazendo promessas que nunca seriam cumpridas, como até hoje acontece. Atualmente, com o reconhecido trabalho dos marqueteiros, o tempo de exposição principalmente na TV é agora considerado fundamental para a campanha eleitoral;
  • Por causa disso e pensando em especial na reeleição da presidente Dilma, os partidos da ‘base aliada’ praticam um verdadeiro deboche, pouco ‘se lixando’ para o eleitorado: Renan Calheiros e Henrique Alves são eleitos para as presidências do Senado e da Câmara; Marco Feliciano é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara; Blairo Maggi também é eleito para a presidência da Comissão de Meio Ambiente do Senado; os deputados condenados à prisão no processo do ‘Mensalão do PT’, José Genoíno e João Paulo Cunha soa indicados pelo partido para integrarem a Comissão de Justiça, a mais importante daquela Casa; e finalmente, o deputado ‘ficha-suja’ Paulo Maluf também é indicado para a mesma comissão, mesmo sendo procurado pela Interpol no mundo inteiro;
  • Sabemos que todos eles têm por principal missão impedir que seus companheiros sejam atingidos por qualquer ato que tenha por objetivo sequer apurar ‘malfeitos’ por eles praticados ou, então, para defesa de seus próprios interesses. A partir daí vemos que há bastante possibilidade de ser aprovada a PEC que pretende engessar o Ministério Público. Se aprovada a PEC, o MP ficará impedido de investigar crimes que tenham sido cometidos por agentes públicos, ou sejam, políticos e ocupantes de cargos por eles indicados;
  • O povo não se mobiliza para protestar contra essa série de fatos. Já é tempo de a população reagir contra essa série de coisas. Para isso, já há uma data marcada: 5 de outubro de 2014. Naquele dia é só digitar corretamente os números dos candidatos que realmente o eleitor ser alguém que vai realmente para mudar a imagem dos ocupantes dos cargos hoje tão mal ocupados. Nada de votar nulo, porque só os atuais serão os beneficiados. Comece a pensar agora na mudança.

11 de abril de 2013

Ainda bem que o ministro Luiz Fux 'faltou com a palavra' a Zé Dirceu

  • O Supremo Tribunal Federal (STF) mais uma vez está sendo focalizado pela imprensa, desta vez por motivo até certo ponto esdrúxulo. É que um dos réus do ‘Mensalão do PT’, o ex-ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Lula e ex-deputado federal – que foi cassado por quebra do decoro parlamentar – declarou em entrevista que o ministro do STF Luiz Fux, quando era ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pleiteava ser indicado para o Supremo o havia procurado e que lhe prometera votar pela sua absolvição quando fosse julgar o processo do ‘Mensalão’. Se isso foi verdade, vê-se que o ministro Fux quando fez a promessa não tinha conhecimento integral do teor do processo e que a lê-lo firmou posição pela condenação de Zé Dirceu;
  • O pronunciamento do antigo homem-forte do Governo Lula deixa uma interrogação no ar. Os votos favoráveis à absolvição de Zé Dirceu dado pelos ministros Ricardo Lewandowisk, Dias Toffoli, Carmem Lúcia e Rosa Weber foram resultado do mesmo tipo de promessa? Afinal, eles foram indicados por Lula e Dilma Rousseff. O comportamento dos dois primeiros durante o julgamento fez com que muitos vissem neles verdadeiros ‘defensores públicos’ do réu mais importante e de outros nomes de peso da PT;
  • Por fim, temos visto uma série de investidas dos advogados dos réus a poucos dias da publicação do acórdão do processo do ‘Mensalão do PT’, todos tentando fazer com que as condenações entrem em vigor, isso sem contar os prazos que a própria legislação penal tem, que permitem o adiamento do cumprimento de sentenças, como os muitos casos de réus condenados e que há décadas nunca foram presos. Seja o que for, o que a opinião pública espera é que Zé Dirceu e os demais condenados cumpram as condenações que receberam, principalmente pelo fato do STF ter chegado à conclusão de que eles ‘meteram a mão’ em dinheiro público para montar uma base aliada para o Governo Lula no Congresso Nacional;
  • De qualquer forma, parabéns ao ministro Luiz Fux por ter ‘faltado com a palavra’ a José Dirceu, que tem a condenação à prisão por dez anos e dez meses para cumprir.