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| Joaquim não quer mais tribunais |
- Já é notório que o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) às vezes dá umas ‘engrossadas’ verbais. Além de ser algo que lhe é próprio, certamente seu problema de coluna deve também colaborar para o descontrole de suas falas, quando é contrariado. O mais recente episódio aconteceu na presença de dirigentes de associações de juízes, quando fez violentas críticas à criação de quatro novos tribunais. Ele disse que foram criados de forma sorrateira, sem necessidade, aumentando os gastos com recursos que poderiam ser utilizados em outras áreas. Os protestos vieram em seguida e até a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também reclamou das declarações do ministro que poderiam ser interpretadas como ofensivas à classe como um todo. Até aí, nada demais, pois quem não gosta do que ouve ou lê tem todo o direito de reclamas, direito, aliás, constitucional;
- Acontece que Joaquim Barbosa também recebeu aplausos de outros segmentos da sociedade. Seu prestígio continua em alta, a partir da relatoria do processo do ‘Mensalão do PT’ e com a posterior condenação à prisão de figurões petistas da alta cúpula do partido, principalmente o famoso José Dirceu. Em vista disso, houve quem dissesse que a reação do ministro é uma prova de que ele age em favor da sociedade e que não tem preocupação se o que diz vai desagradar a alguns. Para manter os novos tribunais estão previstos gastos de R$ 8 bilhões, que seriam mais bem aplicados na Educação, por exemplo. Outros acham que os novos tribunais seriam mais outros veículos para corrupção e mais injustiça contra os pobres, alegando que no Brasil rico não vai para a prisão;
- Por fim, em vez de aumentarem os gastos com novos tribunais, bom seria que os juízes que recebem altos salários – até quando são disciplinados não perdem um centavo deles – e os advogados que cobram elevados honorários cuidassem, isso sim, a fazer com que processos há anos engavetados recebam decisão em tempo mais rápido do que aquele que faz a Justiça brasileira ser considerada uma das mais lentas do mundo. Melhor seria se as associações de juízes ao invés de praticarem o corporativismo se juntassem à OAB e lutassem por maiores investimento em Saúde, Educação e Segurança para a população. O povo está com Joaquim Barbosa, pelo que se vê e a reclamação dos magistrados é puro corporativismo.
