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14 de julho de 2011

Como se tornar milionário rapidamente

Vale a pena transcrever o artigo abaixo de autoria de Augusto Nunes, publicado no site da revista Veja. Trata-se de um tema que não pode ser esquecido e que deve ser repassado para que se inicie no Brasil algum tipo de reação contra fatos como os que Augusto Nunes relata com muita propriedade:

Os filhos de Lula, Erenice e Nascimento ensinam como fazer para virar milionário usando apenas a carteira de identidade

Fábio Luís Lula da Silva era monitor do zoológico de São Paulo quando a chegada do pai à Presidência da República, em janeiro de 2003, animou-o a tentar a sorte como “produtor de conteúdos digitais”. Um ano depois de fundar a Gamecorp, soube que o que parecia um negócio de fundo de quintal era tudo o que a Telemar procurava. Pelo privilégio de tornar-se sócio minoritário do empreendimento, o gigante da telefonia pagou a Lulinha R$ 5 milhões. Aos 35 anos, está rico e é um dos orgulhos de Lula, que credita o sucesso fulminante ao talento empresarial do filho.

Israel Guerra era um medíocre funcionário público quando a crescente influência da mãe na Casa Civil, chefiada pela melhor amiga Dilma Rousseff, animou-o a tentar a sorte como “consultor de negócios”. Fundada em julho de 2009, a Capital Assessoria e Consultoria especializou-se em abrir portas de ministérios e estatais a empresas interessadas em fechar acordos ou resolver pendências com o governo. Os lucros subiram espetacularmente a partir de março de 2010, depois da promoção de Erenice a ministra. Vítimas da gula excessiva, a mãe perdeu o cargo e o filho, hoje com 33 anos, perdeu a clientela. Erenice continua jurando que o garoto fez sucesso, e logo voltará a fazer, por esbanjar talento na formação de parcerias.

Gustavo Morais Pereira era um arquiteto recém-formado quando a chegada do pai ao comando do Ministério dos Transportes o animou a tentar a sorte como “empresário no ramo da construção civil”. Em 2005, aos 21 anos, fundou a Forma Construções. Em 2007, graças a triangulações envolvendo fregueses do ministério a serviço da família, o filho de Alfredo Nascimento havia multiplicado por  86.500% o patrimônio da empresa. A descoberta da quadrilha do PR e a queda do pai sugerem que o arquiteto de 27 anos prosperou usando como gazua a carteira de identidade. Nascimento garante que o garoto nasceu para construir fortunas.

A reportagem publicada na seção O País quer Saber informa que o Ministério Público investiga os três exemplos de enriquecimento súbito. Se ficar provado que subiram na vida pendurados no parentesco, os filhos de Lula, Erenice e Nascimento confirmarão que a incapacidade de enxergar a fronteira entre o público e o privado é uma disfunção hereditária ─ e que a desmedida confiança na impunidade vem junto com o sobrenome. Se não têm culpa no cartório, se não derraparam no tráfico de influência, não podem ficar fora do governo. Casos de polícia aparecem de meia em meia hora. Casos de sucesso são bem menos frequentes. Casos como esses três são raríssimos.

O governo Lula criou o programa Primeiro Emprego. Dilma Rousseff deveria encomendar à trinca o programa Primeira Empresa. Em vez de um emprego com carteira assinada, os inscritos ganhariam uma pequena empresa. E aprenderiam com os jovens mestres como se fica milionário em dois ou três anos.

Um aula para a Oposição

Por incrível que possa parecer, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, escreveu um artigo dando uma verdadeira aula à Oposição apontando os caminhos que deve trilhar para ter algum êxito e possa pensar em alguma possibilidade de vitória em 2014. César Maia mostra que os oposicionistas agem errado quando atacam o ex-presidente Lula, indicando que o foco das críticas deve ser dirigido à presidenta Dilma Rousseff e não ao seu antecessor, que ainda é idolatrado por considerável maioria da população. A seguir, o artigo do ex-prefeito carioca:

"HERANÇA MALDITA": UM ERRO POLÍTICO PRIMÁRIO DO PSDB COMO OPOSIÇÃO!
          
1. O PSDB tem insistido em apresentar os problemas da atual administração Dilma como "herança maldita" de Lula. É um erro crasso. Lula foi presidente, Dilma é. A oposição é à Dilma e não a Lula. Até porque o populismo de Lula mitificou sua liderança, dando a ela um caráter "religioso". Se é uma farsa e pode ser desmontada, não será em curto prazo. Tenham paciência e acompanhem o governo Dilma ir batendo em seus icebergs. E deixem a população, naturalmente, pelo ruído das ruas, fazer a conexão.
          
2. O PSDB carrega o carma de Lula ter dado continuidade a algumas de suas políticas e ter ficado com o mérito. O PSDB carrega o carma de ter sido derrotado por Lula. E traumatizou essa relação. E quer buscar a forra.
          
3. Se o alvo é Lula, o resultado será a população concordar com ele e não com a oposição, e ainda tirar Dilma, que é a presidente, de foco, aliviando a tendência dela à perda progressiva de popularidade. Que o PSDB esqueça Lula, deixe-o fazer palestras e mostrar sua angústia por estar fora do poder.
          
4. E que se faça oposição à Dilma, mostrando sua incapacidade politica para a gestão. E que se lembre - no caso do Ministério dos Transportes - que era ela a todo poderosa "mãe do PAC", que aprovou tudo. E que não deixe parecer que é problema de Lula. Se ela sabia de tudo como ministra coordenadora e controladora, e Lula indicou o ministro, foi uma traição não ter informado a ele antes e depois, e pedido uma alternativa.
          
5. As coisas vão mal e, depois de quase sete meses de governo, a responsabilidade de Dilma é inescapável.

Parece que Cesar Maia está correto em sua análise, pois há uma quantidade considerável de fatos ou de falta de ações que poderão muito bem ser jogadas na mídia, que serviriam de esclarecimento à opinião pública de que um futuro governo saído da Oposição é que estaria recebendo, isto sim, uma 'herança maldita' deixada pela atual presidente.

13 de julho de 2011

Não é bem assim, Hillary Clinton!

Esta notícia está no site do jornalista Claudio Humberto e é motivo para esclarecer aos nossos amigos de outros países que não devem se deixar levar por propaganda enganosa. Nem tudo aquilo que o Governo anuncia pode ser levado a sério, porque os fatos desmentem o que foi propagado pela mídia 'chapa branca'. Aí está mais um desses casos:
Hillary Clinton elogia transparência em gastos do governo brasileiro
A secretária de Estado americana Hillary Clinton elogiou as ações de transparência adotadas nos gastos do governo brasileiro, nesta terça (12) em Washington, nos Estados Unidos. "O Portal da Transparência, que dá a cada cidadão a oportunidade de ver como o dinheiro de seu governo está sendo gasto, é uma inovação extraordinária, que nós admiramos", disse. A declaração foi feita durante uma reunião da Parceria para o Governo Aberto, evento que conta com a participação do ministro Antônio Patriota (Relações Exteriores), do ministro-chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, além de líderes de outros 60 países.
Hillary Clinton não sabe de nada...
Alguém tem que informar à senhora Hillary Clinton que o ‘Portal da Transparência’ demonstra mesmo como o Governo gasta o dinheiro do cidadão brasileiro, mas apenas em termos de volume. Lá no portal vê-se os valores pagos e quem recebeu. No entanto, a forma como o dinheiro é gasto, isso ninguém sabe, a não ser quando algum veículo da imprensa divulga mais um escândalo de desvio de recursos para as contas de alguns privilegiados ligados à ‘base aliada’ do Governo. Escândalo desse tipo quase toda semana o povo fica conhecendo mais alguns casos de enriquecimento estranho de alguém ligado a algum dirigente de órgão de grandes orçamentos. Há uma notória tendência de sempre algum parente de gestor de verbas públicas vendo crescer seus patrimônios de modo assustador;
Diante desse fato, bem como dos que estão sendo amplamente divulgados nos últimos dias, com os mais variados tipos de escândalos - até mesmo Valdomiro Diniz pedindo propina a Carlinhos Cachoeira, conhecido 'corretor zoológico' de São Paulo -, temos que continuar pensando - e de preferência agindo - sobre a pergunta feita recenmente pelo jornalista espanhol Juan Arias: "Por que os brasileiros não reagem?"

12 de julho de 2011

Ditado velho e atual: 'Quem não deve não teme'

Como sempre acontece, a base governista rejeitou o requerimento que pedia a convocação da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), de autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), para falar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre o caso dos 'aloprados', polêmica que envolvia a ministra no fato ocorrido em 2006, quando um grupo do integrantes do PT teria encomendado um dossiê para prejudicar José Serra (PSDB), então candidato ao governo de São Paulo. Além do que convocaria Ideli, outros dois requerimentos que convidavam a ex-senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) e o ex-diretor de gestão de riscos do Banco do Brasil, Expedito Veloso, secretário-adjunto na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, para prestarem esclarecimentos sobre o mesmo assunto também foram rejeitados;

Como se recorda, Expedito Veloso deu a entender em reportagem da revista "Veja" o provável envolvimento do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, na fabricação de um falso dossiê contra seu adversário tucano em 2006. A 'tropa de choque' da base aliada compareceu em peso à sessão para obter maioria e rejeitar as convocações. Na semana passada, Mercadante foi ao Senado e negou envolvimento no escândalo dos aloprados. Mercadante usou o parecer do Procurador da República que afirmava que "não há nada que aponte o envolvimento de Mercadante com os fatos", para se defender.Da mesma forma que acontecia no governo de Lula, quando todas as convocações para CPIs ou comissões do Congresso, o Palácio do Planalto sempre se mobiliza para usar sua ampla maioria para que impeça que qualquer membro do Governo ou do PT preste esclarecimento sobre assuntos que deixam a opinião pública com algum tipo de dúvida;

Se o Governo tem convicção de que todos os problemas e acusações são inverdades e apenas um jogo político, qual a razão para impedir com tanta veemência que seus aliados esclareçam a opinião pública? Têm medo do quê? Acontece que para muitos essa ojeriza a prestar esclarecimentos acontece exatamente porque alguma coisa deva ser escondida. E é o que parece.

11 de julho de 2011

Por que os brasileiros não reagem?

  • "As únicas causas capazes de levar às ruas até dois milhões de pessoas, são as dos homossexuais, a dos seguidores das igrejas evangélicas na celebração a Jesus e a dos que pedem a liberalização da maconha". A frase está em artigo intitulado "Por que os brasileiros não reagem?', do jornalista Juan Arias, correspondente no Rio de Janeiro do jornal 'El País', da Espanha, ao comentar a forma com que nosso povo pouco ou quase nada reage contra o alto índice de corrupção praticada pelos homens públicos, ressaltando ainda: "Será que não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética dos que os governam?";
A tragédia serve para enriquecimento de alguns
  • Juan Arias destaca que nem os jovens, trabalhadores ou estudantes, não esboçaram até agora nenhuma manifestação em face da corrupção que a cada dia cresce praticada pelos governantes. O jornalista lembra que as mais recentes manifestações políticas foram as "Diretas Já", em 1984/85, pela volta do voto direto para Presidenrte da República, e em 1992, quando os 'caras pintadas' foram às ruas exigir a saída do então presidente Fernando Collor, acusado de corrupção. Ambas resultaram vitoriosas. Nem as recentes manifestações populares ocorridas que resultaram até em queda de ditadores serviram para estimular principalmente os jovens brasileiros a cobrar dos homens públicos uma postura mais ética no tratamento das causas de interesse geral do povo;
Até hoje ainda muitos estão desabrigados

  • Neste final de semana, foi divulgado pela mídia que nem a tragédia da Região Serrana do Rio de Janeiro, no início do ano, servir para sensibilizar os representantes do povo das cidades atingidas pelas forte chuvas de janeiro. Muito pelo contrário. Ao receberam recursos para restaurar as cidades mais atingidas - Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto -, os gestores das verbas dispensaram a propina 'tradicional' de 10% e passaram a exigir 50% - é isso mesmo! -, além de direcionarem as contratações de empresas com eles macomunadas para a realização das obras de restaurações dos locais onde ocorreram os desmoronamentos que causaram a morte de mais de 900 pessoas. A maioria dos atingidos continua sem nada receber e muitos têm até retornado para os locais condenados, simplesmente por não terem para onde ir;
  • O pior de tudo é que esse comportamento desumano e nada ético em relação à Região Serrana do RJ surge na mesma semana em que estouro o escândalo do Ministério dos Transportes, que resultou na queda do seu titular, Alfredo Nascimento, mas que por uma ironia do tal "sistema de coalizão', que deixa refém a presidente Dilma Rousseff, que é obrigada e manter aquela pasta nas mãos do partido do ministro que 'pediu pra sair', cabendo ainda a ele mesmo discutir e até indicar seu substituto num ministério que tem um orçamento de bilhões de reais para serem distribuídos pelo Brasil a fora, resultando no enriquecimento ilícito de alguns, como é o caso do filho do ex-ministro e presidente do Partido da República, 'dono' daquele bilionário ministério.

9 de julho de 2011

E agora, Lula? O 'Mensalão do PT' foi mesmo uma farsa?

Zé Dirceu: chefe da quadrilha
"A instrução comprovou que foi engendrado um plano criminoso voltado para a compra de votos dentro do Congresso. Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber". Estas palavras são nada menos que do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nas alegações finais do processo que os responsáveis pelo 'Mensalão do PT' respondem no Supremo Tribunal Federal (STF). Em seu relatório, Gurgel deixa bem claro qual era a posição de José Dirceu, então Chefe da Casa Civil de Lula,  escrevendo o seguinte nas alegações: "As provas no curso do inquérito e da instrução criminal comprovaram, sem sobra de dúvida, que José Dirceu agiu sempre no comando das ações dos demais integrantes dos núcleos político e operacional do grupo criminoso. Era, enfim, o chefe da quadrilha" (grifamos);

Ao enquadrar o todo poderoso 'primeiro-ministro' de Lula nos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa, o procurador-geral também enfatizou: "Partindo de uma visão pragmática, que sempre marcou a sua biografia, José Dirceu resolver subornar parlamentares, tendo como alvos preferenciais dirigentes partidários de agremiações políticos". Zé Dirceu poderá vir a ser condenado a uma pena de 19 a 111 anos. O processo deverá entrar na pauta do STF no ano que vem, o que deixa a cúpula do PT um pouco apavorada, pois em 2012 haverá eleições municipais e o plano dos petistas é fazer a maioria de prefeitos e vereadores no país, preparando esquemas paraq as eleições presidenciais de 2014. Com o processo tramitando no Supremo em plena campanha, a oposição poderá 'deitar e rolar' trazendo o assunto para os palanques;

A grande dúvida fica por conta do próprio STF, que dos seus 11 integrantes tem nada menos que 7 que foram indicados por Lula e um por Dilma Rousseff, uma arrasadora maioria que talvez não consiga decidir com total isenção, ferindo interesses daqueles que os fizeram chegar à nossa corte judicial maior. Os critérios de indicação têm sido bastante políticos e/ou pessoais. Embora nossa Constituição diga que os indicados devem possuir "ilibada reputação e notório saber jurídico", isso nem sempre é levado em conta. O ministro José Antonio Dias Toffoli, por exemplo, era advogado de Lula e do PT e seu 'saber jurídico' foi comprovado noi fato de haver sido reprovado em três concursos para juiz de Direito. Agora, ele tem poderes para anular sentenças de juízes e desembargadores;

Diante desse quadro, muita gente acha que o processo do 'Mensalão doi PT' poderá "patinar" no Supremo chegando à prescrição dos crimes cometidos, graças a pedidos de vista e outras filigranas jurídicas. Se assim for, José Dirceu poderá dar as mãos a outros indiciados como Marcos Valério (1.727 anos), Roberto Jefferson (82 anos), Delúbio Soares (111 anos), José Genoíno (99 anos), Valdemar Costa Neto (425), Duda Mendonça (941), João Paulo Cunha (42), Paulo Rocha (80), Professor Luizinho (10), Paulo Rocha (80) e outros 'mensaleiros' e cantarem: "Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou", enquanto para o povo sobra aquela célebre frase que era dita por Justo Veríssimo, personagem eternizada pelo humorista Chico Anísio: "Eu quero que o povo se exploda!".

7 de julho de 2011

Ministro ‘pede pra sair’ e indica seu sucessor?

Nascimento dá adeus ao Ministério, mas poderá indicar sucessor
Vamos tentar entender. O ministro dos Transportes 'pediu pra sair', não se sustentando depois que 'O Globo' mostrou seu filho de apenas 27 anos superando de longe do ex-ministro Antonio Palocci em termos de enriquecimento rápido. Como se lembra, o ex-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff caiu sob a acusação de ter aumentado seu patrimônio em 20 vezes num espaço de apenas quatro anos. O filho de Alfredo Nascimento, em menor tempo, três anos, aumentou sua 'poupança' em 865 vezes. Muita gente já o indica para ministro da Fazenda para ensinar aos brasileiros como fazer o dinheiro se multiplicar em tão pouco tempo;

O que causa mais espanto é o fato do ex-ministro voltar para o Senado e para a presidência do Partido da República (PR), cabendo a ele indicar o seu substituto no Ministério dos Transportes, uma vez que aquela pasta faz parte da cota a que o PR tem direito para garantir seus votos na famigerada base aliada do Governo - com Nascimento são 6 senadores e 40 deputados -, numa disfarçada compra de votos para garantir a tão falada governabilidade de Dilma no Congresso. Segundo a imprensa tem divulgado nos últimos dias, o Ministério do Transportes tem sido um autêntico feudo do PR - antigo Partido Libertador (PL) -, com amplo histórico de distribuição de verbas vultosas entre correligionários e consequentes retornos de propinas. O falecido deputado Álvaro Vale, que dirigia o PL, deve estar se revolvendo no túmulo, pois sua história não traz tal tipo de comportamento;

O que se espera de Dilma Rousseff é que ela faça rapidamente uma autêntica limpeza em sua equipe, pois em pouco tempo, cerca de seis meses, já teve a crise de Palocci, essa de Alfredo Nascimento, além de ter o ainda não esclarecido caso dos 'aloprados', com o possível envolvimento dos ministros Aloísio Mercadante e Ideli Salvatti. No caso atual, o ex-ministro era indicação pessoal de Lula e Dilma fez até algum esforço para mantê-lo, pensando obviamente nos votos do PR. Caso o Ministério dos Transportes continue com o PR depois de todas as denúncias e caiba a Alfredo Nascimento indicar seu próprio substituto, Dilma estará trazendo para o Palácio do Planalto mais uma crise, com possibilidade de desagradar até os congressistas de seu partido, que ainda estão insatisfeitos com a não complementação da distribuição de cargos nos escalões inferiores dos ministérios;

Para se ter uma ideia de como esses episódios embaralham a política nacional, o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), elogiou a postura adotada por Dilma Rousseff em relação às denúncias envolvendo o Ministério dos Transportes, declarando: "A presidente merece nossos elogios, mas não adianta ser pela metade. Não pode ter autoridade pela metade. Tem que ter o afastamento e a punição". O tucano  lembrou o superfaturamento dos preços das obras conduzidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), que, segundo ele, deveriam ser de conhecimento de Dilma, uma vez que ela foi titular da Casa Civil e foi chamada por Lula de 'mãe do PAC" (Programa de Aceleração do Crescimento) durante o governo do ex-presidente Lula.

6 de julho de 2011

Ministro dos Transportes tem que 'pedir pra sair'

A notícia completa está no site e na edição de hoje de 'O Globo' e mostra que a presidente Dilma Rousseff tem que agir rapidamente e com muito rigor, porque as novas informações que surgem podem fazer com que seu Governo mergulhe numa outra crise que pode causar sensível perda da credibilidade que vem tendo até mesmo junto a líderes da oposição:

Patrimônio de empresa de filho de Alfredo Nascimento aumenta 86.500%

BRASÍLIA - O Ministério Público Federal Federal está investigando suposto enriquecimento ilícito de Gustavo Morais Pereira, arquiteto de 27 anos, filho do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Dois anos após ser criada com um capital social de R$ 60 mil, a Forma Construções, uma das empresas de Gustavo, amealhou um patrimônio de mais de R$ 50 milhões, um crescimento de 86.500%. As investigações podem complicar ainda mais a situação do ministro, que, desde sábado, tem sido obrigado a se explicar sobre o suposto envolvimento de seus principais assessores com corrupção.

As investigações começaram ano passado, a partir de um nebuloso negócio entre Pereira e a SC Carvalho Transportes e Construções, empresa beneficiária de recursos do Ministério dos Transportes. Em 2007, a SC Transportes repassou R$ 450 mil ao filho do ministro, conforme documentos em poder da Procuradoria da República do Amazonas. Nesse mesmo ano, a empresa recebeu R$ 3 milhões do Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo Ministério dos Transportes para incentivar a renovação da frota do país. Em 2008, a empresa ganhou mais R$ 4,2 milhões.

O filho do ministro Alfredo Nascimento na verdade é um fenômeno, pois se tornou empresário aos 18 anos de idade. Ao completar 21 anos aparece como sócio de importante empreiteira do Amazonas, a Forma Construções Ltda, que dois anos depois teve seu capital social passando de R$ 60 mil para astronômicos R$ 52 milhões. Depois dessa, cabe à presidente Dilma Roussef agir como fez Itamar Franco, tão homenageado por ela, que afastou do cargo seu ministro da Casa Civil e um dos melhores amigos do senador e ex-presidente, Henrique Hargreaves, fazendo-o retornar depois que as investigações concluíram que ele não tinha nada do que havia sido acusado;

No caso atual, não dá mais para Dilma se preocupar com os votos da bancada do partido do ministro e sim com a credibilidade do seu governo já bastante abalada com o episódio do ex-ministro Antonio Palocci, que mergulhou sua administração numa longa crise, só abrandada quando Palocci 'pediu pra sair'.

5 de julho de 2011

Itamar foi um exemplo para os políticos atuais

Itamar foi um exemplo
Não causam espanto as mais variadas manifestações enaltecendo a figura do ex-presidente Itamar Franco após seu falecimento. Isso é algo comum no Brasil, em especial quando o falecido foi ou era uma personalidade principalmente quando são do mundo político. Todos os defeitos desaparecem e as qualidades passam a ser focalizadas. Na verdade, Itamar era um político diferenciado. Era daqueles que tinham como objetivo servir ao povo de seu país. Outra virtude de do ex-presidente era não ter enriquecido durante sua carreira política, morrendo praticamente com o mesmo patrimônio modesto que possuía quando entrou na vida partidária. Como se recorda, entre outros cargos Itamar foi prefeito, senador, embaixador, vice-presidente da República e presidente do país em substituição a Fernando Collor, quando essa saiu da Presidência antes do tempo pelas razões que todos devem saber;

Dilma e tucanos se unem na despedida
Itamar Franco morreu recebendo o reconhecimento de sua participação decisiva na morte da hiperinflação que já campeava na economia do País. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ministro da Fazenda quando da implantação do Plano Real, deixou bem claro que ele comandava uma equipe de economistas, mas foi a compreensão de Itamar que proporcionou a criação do Real como nova moeda, em 1994, que até hoje garante a estabilidade econômica do Brasil. Esse reconhecimento já havia sido manifestado até pela presidente Dilma Rousseff, quando homenageou FHC por ocasião das comemorações do 80 anos do ex-presidente, quando destacou a participação de Fernando Henrique na lançamento do Plano Real. Da mesma forma, agora em homenagem póstuma a Itamar, Dilma também ressaltou sua colaboração na estabilidade econômica que Lula teima em quase desconhecer;

Aliás, depois do velório de Itamar Franco em Minas Gerais, Lula comentou que acha uma injustiça o político "ter que morrer" para ter seu papel na estabilidade econômica reconhecido. Lula lembrou que foi na gestão de Itamar à frente da Presidência que o Plano Real começou a ser adotado como moeda no Brasil, mas o crédito sempre ficou para seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso. Não deixa de ser um reconhecimento por parte de Lula, que, por sinal, na época desdenhou do plano e agora, beneficiado por ele como a manutenção da política econômica de seu antecessor durante seus oito anos de mandato, vê agora Dilma Rousseff às voltas com uma verdadeira 'herança maldita' deixada por ele, tendo que pagar despesas deixadas por seu criador;

Enfim, ao morrer Itamar Franco deixou um legado de exemplo de político que sempre levou a sério os cargos para os quais foi eleito, ao contrário daqueles que hoje 'só pensam naquilo', ou seja, nas vantagens que possa obter ao assumirem cargos públicos, tendo como principal objetivo o enriquecimento pessoal. Trocam apoio por cargos com orçamentos de grande valor, não para realizar obras em benefício do povo, mas sim com o objetivo de pagar as faturas, mesmo que as obras não tenham sido realizadas e que tenham sido concluídas incompletas. Certamente no tempo de Itamar o ministro dos Transportes teria caído com toda sua equipe, ao contrário do que está ocorrendo hoje em dia;

Espera-se que Dilma se espelhe e Itamar e faça uma justa homenagem à sua memória, agindo da mesma forma que ele, não titubeando para não perder o apoio de um partido da 'base aliada'.

1 de julho de 2011

Para que tanta blindagem aos 'aloprados'?

Ideli está bem 'blindada'
É de se estranhar que o Governo faça tanta questão para que se crie a Comissão da Verdade para fatos que aconteceram há mais de 40 anos, mas não permita que a ministra Ideli Salvatti compareça ao Congresso Nacional para explicar fatos em que ela poderia estar envolvida e que ocorreram há apenas quatro anos. Como já ocorrera com o ex-ministro Antonio Palocci, a 'tropa de choque' governista está sendo mobilizada pelo Palácio do Planalto para impedir que a nova articuladora política de Dilma Rousseff seja sabatinada sobre a denúncia que um petista (Expedito Veloso) fez numa revista semanal afirmando que Ideli teria participado da elaboração do famoso dossiê dos 'aloprados', em 2006, que seria utilisado contra o então candidato José Serra (PSDB) ao Governo de São Paulo, objetivando beneficiar o candidato do PT, Aloisio Mercadante. Na ocasião alguns petistas foram flagrados com um bolsa contendo R$ 1 milhão e 700 mil para comprar o tal dossiê;

Sempre que alguma denúncia aparece contra algum graduado do PT, surge logo a desculpa de que a oposição está querendo atrapalhar a governabilidade criando factoides para desestabilizar o Governo. Isso aconteceu nos últimos oito anos. Se não devem, não deviam temer dar esclarecimentos à opinião pública, com chances para desmentir possíveis acusações, evitando, assim, que as dúvidas continuem, como acontece com vários casos de que se tem notícia. É necessários que Seyr, Ideli e Expedito venham a público e deixem bem claro que nada têm a ver com as acusações que lhes são dirigidas. Toda essa blinsdagem que é feita é muito estranha. Estão escondendo alguma coisa? Melhor seria deixar tudo às claras;

Mas é assim que vai ser sempre. A única coisa que está indo adiante é o processo sobre o Mensalão do PT, no Supremo Tribunal Federal (STF), mas há o risco de filigranas jurídicas encaminhar tudo para a prescrição, além do fato de nossa corte suprema ser composta de ampla maioria de ministros que foram indicados pelos presidente petistas Lula e Dilma. Onde couber apenas interpretação, fica difícil acreditar-se na neutralidade dos integrantes do STF a ponto de votarem contra os interesses daqueles que os indicaram para o 'emprego' vitalício de ministro. É esperar para ver. Sendo assim, tudo indica que a 'tropa de choque' vence mais essa batalha.